20 outubro 2016

João de Deus: Um Médium no Coração do Brasil

Maria Helena Machado, pesquisadora no Departamento de História da USP, escreveu o livro João de Deus: um Médium no Coração do Brasil.

Detalhe
: João de Deus trabalha na Casa Dom Inácio de Loyola, em Abadiânia, desde 1976.  

SINOPSE DO LIVRO

Nos últimos anos João de Deus foi catapultado ao papel de celebridade. Homem carente de educação formal, oriundo do interior de Goiás, seu nome é conhecido hoje por pessoas dos mais diversos países, que o consideram o maior curador vivo da atualidade. Calcula-se que o médium brasileiro atenda, por meio da sua “corrente da cura” e de cirurgias espirituais, pelo menos 1500 pessoas por dia na Casa Dom Inácio de Loyola, localizada na pequena cidade de Abadiânia.

Personalidades internacionais como Oprah Winfrey, Shirley McLaine, Marina Abramovic e Wayne Dwyer — campeão mundial de vendas de livros de autoajuda — visitaram o médium e se mostraram publicamente impressionados por seu trabalho. Políticos brasileiros do alto escalão frequentam a Casa. Não faltam testemunhas para falar das curas mais extraordinárias realizadas por João de Deus. 

Única pessoa até hoje a receber o consentimento de João de Deus para escrever um livro, Maria Helena Toledo Machado parte de seu encontro pessoal com ele para procurar entender tamanho fenômeno. Por meio de entrevistas com os voluntários da Casa, pessoas próximas ao médium e uma pesquisa extensa e profunda sobre a diversidade religiosa no Brasil, ela apresenta um material exclusivo e impressionante sobre o líder espiritual que fascina pessoas de todas as partes do planeta.

Em sua entrevista, concedida ao caderno 2, do Jornal O Estado de São Paulo, de 20 de outubro de 2016, anotamos:

A primeira vez que o procurou foi em 2012. Sentiu algo incômodo: "Se despertou sensações em mim, uma vivência ampliada, é porque havia alguma pertinência ali". 

A motivação para escrever este livro nasceu da vontade de experimentar outro campo, pois João de Deus é uma figura icônica na nossa cultura, todo mundo tem alguma coisa a ver com ele. Existem diversos livros sobre ele, mas de pessoas que trabalham na casa, amigos ou seguidores próximos.

O importante ali é a vivência, de que forma a espiritualidade ressoa na vida de cada um. Tanto que em nenhum momento eu tenho interesse de comprovar se o que eu vi é verdade. O livro tem um tom neutro. O meu propósito é fazer uma descrição etnográfica, uma análise histórica da biografia dele, da casa e a minha própria experiência com essas duas partes.



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06 outubro 2016

Atlântida

Atlântida diz respeito aos relatos sobre um continente ou ilha gigantesca, situada em algum local do oceano, que desapareceu numa catástrofe. Pelo fato de existirem inúmeras obras sobre a Atlântida, começa-se a considerá-la não apenas como uma lenda mas como uma realidade. Atlante vem do tolteca atlan, que significa "no meio da água". 

Os primeiros relatos sobre a Atlântida surgiram no Timeu e no Crítias de Platão, por volta de 380 a.C., e descrevem a localização (oceano Atlântico) e a forma de governo da sociedade atlante (9 mil anos antes). Essencialmente, Atlântida seria uma civilização poderosa, com imensos conhecimentos filosóficos e científicos, cuja influência no planeta teria causado um grande choque.

Para James Churchward, a existência da Atlântida é mais antiga do que Platão havia exposto. Esta hipótese é confirmada pelo arqueólogo Henry Schliemann. Essas informações foram dadas por Paul Schliemann, neto de Henry Schliemann que, ao vasculhar os trabalhos inacabados do avô, encontra nos hieróglifos fenícios uma inscrição referindo-se à Atlântida.

A Atlântida tem relação com as doutrinas ocultas. Primeiramente, as semelhanças encontradas entre as civilizações dos egípcios e dos maias ratificam tal aceitação. Os ocultistas acreditam que os sacerdotes da Atlântida praticavam o psiquismo científico, sendo capazes de prever o futuro e realizar curas. 

Em termos espíritas, há duas citações: 1) do Espírito Emmanuel, em A Caminho da Luz, que descreve os grandes agrupamentos primitivos da Lemúria, da Atlântida e de outras regiões que ficaram imprecisas no acervo do conhecimento dos povos; 2) de Edgar Armond, em Os Exilados de Capela, que relata que parte dos Espíritos provenientes de Capela teria se tornado os constituintes da terceira e quarta raça de "atlantes".

Fonte de Consulta

SCHOEREDER, Gilberto. Dicionário do Mundo Misterioso: Esoterismo, Ocultismo, Paranormalidade e Ufologia. Rio de Janeiro: Record: Nova Era, 2002.

Complemento

O livro de W. Scott-Elliot, Atlântida e Lemúria: Continentes Desaparecidos, traduzido por Rubens Rusche, da editora Pensamento, 1995, baseia-se em pesquisas que utilizaram recursos da clarividência e estudos esotéricos. 

Na suas pesquisas, usa as seguintes fontes que fornecem dados corroborativos: 

Primeira, as provas das sondagens do fundo do mar.


Segunda, a distribuição da fauna e da flora.
Terceira, a similaridade de língua e dom tipo etnológico.
Quarta, a similaridade de crença, ritual e arquitetura religiosas. 
Quinta, os depoimentos dos antigos escritos, as tradições de raças primitivas e as antigas lendas a respeito do dilúvio. 

Acredita que:

A raça atlante pode ter ocupado um vasto ambiente que se estendia desde o ponto a leste da Islândia até a região atualmente ocupada pelo Rio de Janeiro. O primitivo continente da Lemúria pode ter sido um continente hoje submerso no Oceano Índico, e se estendia ao sul do que é hoje a Ásia, atingindo a leste a Índia e as ilhas Sunda, e chegando a oeste a Madagascar e à costa sul da África. 

A destruição da Atlântida foi motivada por uma série de catástrofes das mais variadas espécies, e submergiu em decorrência de grandes maremotos; o continente da Lemúria pereceu por ação vulcânica. 





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05 outubro 2016

Sublimação e Espiritismo

Sublimação. É um fenômeno físico-químico que consiste na passagem direta de uma substância do estado sólido para o estado gasoso e vice-versa, sem passar pelo estado líquido. Figuradamente, exaltação, engrandecimento, purificação. Transformação dos instintos básicos em sentimentos sublimes. Na psicanálise, termo introduzido por Sigmund Freud para designar a "defesa do eu", ocasião em que determinados impulsos inconscientes são integrados na personalidade e propiciam atitudes positivas na sociedade.

As pulsões são a base da sublimação freudiana. Freud acha que as atividades artísticas e investigações intelectuais, mesmo sem aparente ligação com a sexualidade, são dela emanados. Nesse sentido, a capacidade de sublimação nada mais é do que a troca do objeto sexual originário por um que não o é. Acrescenta: é o recuo da libido para o eu que torna possível a dessexualização.

O que é pulsão? Na psicanálise, é a pressão exercida pelo somático no psíquico. Um impulso que tende para a ação. Há controvérsias: os etologistas preferem usar o termo ato instintivo; os behavioristas, comportamentos de consumo; os psicofisiologistas, "tensão" e "nível de vigilância". Discute-se também a frustração, que é o desprazer quando um alvo não é alcançado. Exemplo de sublimação: um lutador de boxe direciona a sua agressividade para o esporte, uma vez que dentro do ringue essa manifestação é socialmente aceitável.

Segundo o Espiritismo, a sublimação é o caminho do equilíbrio. Implica processos dolorosos de renúncia, de repressão equilibrada e de investimento da energia libidinal em objetivos mais elevados. Os desvios das funções sexuais propostas por Freud não estão em desacordo com as instruções dos Espíritos, porque a energia sexual é a energia da própria vida e não existe somente para ser aplicada nas relações sexuais de caráter fisiológico. 

Cabe, porém, uma ressalva, pois o instinto sexual, no Espiritismo, é visto em termos de co-criação, que é um direcionamento das forças sexuais da alma para um determinado fim. Quanto mais animalizado for o Espírito, mais tenderá para os gozos sensíveis. Conforme for depurando o instinto sexual, mais tenderá para a sua integração com a Humanidade.

O Espiritismo nos ensina também que o amor assume dimensões mais elevadas tanto para os que se verticalizam na virtude como para os que se horizontalizam na inteligência. Em todo o caso, o objetivo maior é a sublimação do instinto sexual. 

Fonte de Consulta

DORON, Roland e PAROT, Françoise. Dicionário de Psicologia. Tradução de Odilon Soares Leme. São Paulo: Atica, 2001. 

MOUSSEAU, Jacques (org.). Dicionário do Inconsciente. Lisboa/SP: Verbo, 1984. 

CAMPETTI SOBRINHO, Geraldo (Coord.). O Espiritismo de A a Z. 4.ed., Brasília: FEB, 2013.




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03 outubro 2016

Coma

Coma. Perda total ou parcial da mobilidade voluntária, da sensibilidade e da consciência, com conservação das funções da vida vegetativa, particularmente da respiração e da circulação. A intensidade do coma varia desde o coma ligeiro, em que o doente reage às excitações fortes, ao coma profundo, em que o paciente tem os reflexos abolidos. 

Há vários tipos de coma: coma traumático (fratura do crânio), coma por insolação e resfriamento, coma infeccioso (febre tifoide, pneumonia, paludismo etc), coma por hemiplegia, por autointoxicação, por alcoolismo. O sinais de sincope, estado de estupor, sono profundo e simples sonolência têm relação com o coma, mas podem ser facilmente diferenciados dos do coma.

Este tema tem muito a ver com a experiência de quase morte (EQM). De acordo com pesquisas, 85% dos que passaram pela EQM tiveram um retorno positivo, ou seja, estes momentos de reflexão proporcionaram ao Espírito um outro modo de conduzir a vida. Os relatos do Dr. Raymond A. Moody Jr., que tratam das pessoas que experimentaram a morte clínica e reviveram, corroboram as pesquisas sobre a EQM. 

Em termos espíritas, o coma assemelha-se ao sono, em que o Espírito se desprende do corpo físico e se desloca no espaço, buscando novos contatos e novos ensinamentos. O que se passa com o Espírito nessas condições depende de sua evolução. Há Espíritos, apegados à matéria, que ficam presos ao corpo; outros, mais desprendidos, embora ligados ao corpo, via perispírito, dispõe da mais liberdade.

Os amigos espirituais orientam-nos a nos valer da prece, da palavra amiga e das conservas edificantes quando estivermos em contato com alguém que esteja passando pelo coma. 

Fonte de Consulta

ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]

XAVIER, Francisco Cândido. Plantão de Respostas, pelo Espírito Emmanuel. Promotor do Evento: Pinga Fogo (II). Digitado por: Lúcia Aydir.


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