29 junho 2015

Liberdade, Igualdade, Fraternidade

FotoLiberdade. Do inglês freedon, refere-se ao princípio interno de escolha e de ação; do inglês liberty, refere-se à ausência de coação externa. Igualdade. Na ética e na política, há igualdade quando os direitos e os deveres, as prescrições e as penas são iguais para todos os cidadãos. Fraternidade. Etimologicamente, significa "irmandade" ou "conjunto de irmãos". Em sentido estrito, exprime simplesmente o sentimento de afeição recíproca entre irmãos. Em termos práticos, devotamento, abnegação, tolerância, benevolência.

O slogan “liberdade, igualdade, fraternidade” é a divisa do Estado francês, adotada em 1793, como expressão dos princípios da Revolução Francesa. A sustentação dessa noção teve altos e baixos. Em 1814, depois da queda de Napoleão, a divisa deixou de ser adotada, voltou a sê-lo em 1848-1851, para de novo deixar de o ser durante o II Império, e renascer em 1875, sofrendo novo apagamento de 1940 a 1944.

A fraternidade é um ideal, uma meta a atingir como o objetivo supremo da humanidade. Acontece que a base do pensamento individualista está em considerar que o homem é lobo do homem. Daí a competição e o triunfo dos mais aptos. Do outro lado, temos a luta de classe marxista, que em vez do indivíduo é uma classe que joga contra a outra. A fraternidade, que é considerar todos como irmãos, fica deslocada na sociedade.

O egoísmo e o orgulho são os dois grandes obstáculos para a realização do ideal deste slogan. Enquanto a fraternidade diz: “um por todos e todos por um”, o egoismo diz: “Cada um por si”. O orgulho quer que todos estejam sob seu mando, sua tutela. Resumindo: o egoísmo quer tudo para si; o orgulho quer tudo dominar. Como dariam mão à liberdade que os destronaria?

A liberdade e a igualdade dependem da fraternidade. A liberdade sem fraternidade é rédea solta; com a fraternidade, conduz à ordem. A igualdade sem a fraternidade conduz aos mesmos resultados, pois o pequeno rebaixa o grande para lhe tomar o lugar. Depois, torna-se tirano por sua vez. O ideal evangélico é o único que pode cercear o egoísmo e o orgulho.

A fraternidade, a luta serena da implantação do ideal evangélico, é o fundamento básico, pois todo aquele que entrar em contato com os ensinamentos de Cristo, saberá defender a doutrina do Mestre para se tornar um verdadeiro cristão.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 15.ed., Rio de Janeiro: FEB, 1975. 




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24 junho 2015

Doutrina Espírita

Foto“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” Paulo (Tito 2,1)

Doutrina – conjunto de teorias, noções e princípios, constituindo o fundamento de uma ciência, de uma filosofia, de uma religião etc. Doutrinário – pessoa que obedece rigidamente aos princípios da própria doutrina, dando mais valor à teoria do que à prática. Doutrina Espírita – conjunto dos princípios codificados por Allan Kardec.

A Doutrina Espírita surgiu a partir da publicação de O Livro dos Espíritos, em 1857. A ideia espírita vem de longa data. Allan Kardec, por exemplo, na Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que Sócrates e Platão foram os precursores do Espiritismo. No tocante às revelações, o Espiritismo aparece como a terceira revelação divina, tendo a de Moisés e de Jesus, respectivamente, como primeira e segunda.

A Doutrina Espírita, um marco no progresso da humanidade, apresenta-se de modo singular, ou seja, é ao mesmo tempo FILOSOFIA, CIÊNCIA e RELIGIÃO. Como entender? Qualquer matéria pode e deve ser analisada sob esses três aspectos. Pender para um dos lados, pode dificultar a compreensão mais exata da referida matéria. 

A filosofia espírita apresenta-se como um delta, uma síntese de todo o processo histórico, mas tendo as suas interpretações próprias, alicerçadas nos princípios doutrinários. A ciência espírita procede da mesma forma que as ciências naturais, com a diferença de utilizar as percepções extra-sensoriais. Como doutrina filosófica, o Espiritismo tem consequências religiosas, pois toca em Deus, alma e vida futura, fundamentos de todas as religiões. Não é, porém, uma religião constituída, visto que não tem culto, nem rito, nem templo e nem sacerdotes.


Toda ideia nova tem os seus contraditores; o Espiritismo não fugiu à regra. No âmbito dos ensinamentos espíritas, Allan Kardec observa que a maior parte das objeções que se faz à doutrina provém de uma observação incompleta dos fatos e de um julgamento precipitado. Num dos seus diálogos com o crítico, em O Que É o Espiritismo, diz:  "Se o Espiritismo é uma falsidade ele cairá por si mesmo; se, porém, é uma verdade, não há diatribe que possa fazer dele uma mentira".

O Codificador do Espiritismo deixa bem claro que os ensinamentos – contidos em suas obras – não são seus, mas expressão fiel das comunicações dos Espíritos superiores, desejosos de auxiliar a nossa evolução espiritual. Entre os seus princípios fundamentais estão: Existência de Deus, Reencarnação, Mediunidade, Lei de Causa e Efeito, Pluralidade dos Mundos Habitáveis etc.

Para conhecer a Doutrina Espírita, o adepto deve debruçar-se sobre as obras básicas e as complementares. Sem isso, não poderá divulgá-lo a contento. As Obras Básicas são: O Livro dos Espíritos (1857), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho Segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Entre as Obras Complementares estão os escritos de Gabriel Delanne, Léon Denis, Camille Flammarion, J. Herculano Pires e Edgar Armond. Incluem-se, também, as obras mediúnicas de Francisco Cândido Xavier, Divaldo Pereira Franco e outros.

O divulgador do Espiritismo deve tomar o devido cuidado em separar o que é doutrinário daquilo que não o é. Falamos naturalmente sobre os "chacras", o "corpo astral", o "fogo serpentino" e o "carma" sem nos darmos conta de que essas palavras foram extraídas da filosofia esotérica. Para o professor Ari Lex, ferrenho defensor da pureza doutrinária do Espiritismo, deveríamos usar o termo "atmosfera psíquica" e não "aura", como habitualmente o fazemos. 

Tenhamos o devido cuidado na divulgação da Doutrina Espírita. Antes de fazê-lo, debrucemo-nos pacientemente sobre os seus princípios fundamentais. Com isso, podemos pôr em prática o aviso do Espírito André Luiz: "Quando o trabalhador estiver pronto, o trabalho aparecerá".



A Doutrina Espírita na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)

A Doutrina Espírita na solução racional de inúmeros fenômenos morais e antropológicos - pág. 005 - 1858.

A ininterrupta marcha progressiva da Doutrina Espírita - pág. 146 - 1861.
A Doutrina Espírita pressentida em 1834 - pág. 173 - 1861.
Uniformidade da Doutrina Espírita através da linha traçada nas obras básicas - pág. 391 - 1861.

Doutrina Espírita não é provada por milagres - pág. 037 - 1862.
O que constitui a Doutrina Espírita - pág. 039 - 1862.

Como surgiu a Doutrina Espírita - pág. 277, 281 - 1863.

Como foram formulados os princípios da Doutrina Espírita - pág. 068, 100 - 1864.
A força e a autoridade da Doutrina Espírita repousam na concordância universal dos seus princípios - pág. 100 - 1864.
Todo o princípio novo da Doutrina Espírita é ensinado espontaneamente em diversos pontos ao mesmo tempo - pág. 102 - 1864.
Qual o papel de Allan Kardec na constituição da Doutrina Espírita - pág. 322, 325 - 1864.

A Doutrina Espírita muda inteiramente a maneira de encarar o mundo - pág. 036 - 1865.
O que faz a estabilidade e perpetuidade da Doutrina Espírita - pág. 038 - 1865.
A Doutrina Espírita modifica profundamente as relações sociais de indivíduo a indivíduo - pág. 039 - 1865.
A sublimidade da Doutrina Espírita amplia os atributos de Deus - pág. 072 - 1865.
Os verdadeiros espíritas serão reconhecidos pela coragem, firmeza e perseverança na defesa da Doutrina Espírita - pág. 183 - 1865.

O que dá indiscutível autoridade à Doutrina Espírita - pág. 008 - 1866.
Os termos especiais da Doutrina Espírita incluídos no Novo Dicionário Universal - pág. 028 - 1866.
A Doutrina Espírita nasceu do ensino dado pelos Espíritos - pág. 109 - 1866.
Muitas pessoas professam a Doutrina Espírita sem o saber - pág. 213 - 1866.
A Doutrina Espírita é a síntese das crenças universalmente espalhadas em todos os tempos - pág. 372 - 1866.

Sinais da contínua propagação da Doutrina Espírita - pág. 199 - 1867.
Foi a universalidade do ensino dos Espíritos que fez a Doutrina Espírita - pág. 234, 284 - 1867.
Como foi elaborada a Doutrina dos Espíritos - pág. 279 - 1867.
Razão da rápida e universal propagação da Doutrina Espírita - pág. 280, 284 - 1867.
Por que é impossível aniquilar a Doutrina Espírita - pág. 280 - 1867.
Motivo da rápida elaboração dos princípios da Doutrina Espírita - pág. 284 - 1867.
A Doutrina Espírita tem o caráter essencialmente progressivo - pág. 284 - 1867.
Por que a elaboração da Doutrina Espírita teve que ser de um só homem - pág. 282 - 1867.

Obra com resumo dos essenciais princípios da Doutrina Espírita - pág. 055 - 1868.
Como se realiza a instalação da Doutrina Espírita - pág. 066 - 1868.
Princípios fundamentais da Doutrina Espírita - pág. 182 - 1868.
A força e a coragem que a Doutrina Espírita proporciona nos momentos de aflição - pág. 321 - 1868.
Por que Allan Kardec não considera a Doutrina Espírita uma religião - pág. 357 - 1868.
Condição indispensável para assegurar a unidade da Doutrina Espírita - pág. 374 - 1868.
O caráter essencialmente progressivo da Doutrina Espírita - pág. 374 - 1868.
A Doutrina Espírita tem necessidade de uma direção central superior - pág. 376 - 1868.

A aflição e a infelicidade predispõem à crença na Doutrina Espírita - pág. 009 - 1869.

A História do Espiritismo na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)


Banquete de Lyon, marco da História do Espiritismo - pág. 313 - 1861.
Auto-de-Fé de Barcelona entrará na História do Espiritismo - pág. 304 e 337 - 1861.

Importância de Antigos Fatos para a elaboração da História do Espiritismo - pág. 372 - 1866.

Como deve-se dividir a História do Espiritismo - pág. 244 - 1868.

O Espírito Allan Kardec reafirma a necessidade de se fazer uma História do Espiritismo - pág. 192 - 1869.

A História do Espiritismo Moderno na Revista Espírita 
(extraído do índice impresso)


Registro para o estabelecimento da História do Espiritismo Moderno - pág. 179 - 1862.
Fatos que devem figurar na História do Espiritismo Moderno - pág. 269 - 1862.

Allan Kardec explica o que dever ser a História do Espiritismo Moderno - pág. 203 - 1863.
Os fenômenos produzidos por Home registram-se na História do Espiritismo Moderno - pág. 281 - 1863.

A História do Espiritismo Moderno será a narração da luta entre o mundo visível e o mundo invisível  - pág. 144 - 1864.
Material para a futura História do Espiritismo Moderno - pág. 320 - 1864.

Documentação para compor a História do Espiritismo Moderno - pág. 325 - 1865.



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22 junho 2015

Data Limite Segundo Chico Xavier



SINOPSE


Especialistas em ufologia afirmam que após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, se verificou um aumento considerável no número de avistamentos de OVNI’S (Objetos Voadores Não Identificados) em todo o mundo. 

Pouco mais de duas décadas depois, o médium brasileiro Chico Xavier confidenciava aos companheiros mais próximos que, por ocasião da chegada do homem à lua em 20 de julho de 1969, acontecera uma reunião com as potências celestes de nosso sistema solar para verificar o avanço da sociedade terrena. Decidiram pois, conceder a humanidade um prazo de 50 anos para que evoluísse moralmente e convivesse em paz, sem provocar uma terceira guerra mundial.

Se assim convivesse até a Data Limite, a humanidade estaria, a partir de então, pronta para entrar numa nova era de sua existência, e feitos magníficos seriam verificados por toda a parte, inclusive os nossos irmãos de outros planetas estariam autorizados expressamente à se apresentarem pública e oficialmente para os habitantes da terra.
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18 junho 2015

Hipnotismo: Notas Extraídas do Curso de Ciências Herméticas

FotoHipnotismo é processo pelo qual uma pessoa, dotada de grande força de vontade, exerce influência sobre pessoas de ânimo mais fraco.

Hipnotismo, como ramo do magnetismo, já era conhecido pelos antigos. Em 1841, foi redescoberto por Braid, quando percebeu que os corpos brilhantes tinham a propriedade de produzir sono. Deu-lhe o nome de hipnose (do grego hypnos, "sono"), donde se derivou hipnotismo. Sua intenção foi a de substituir o magnetizador pelo objeto brilhante. Apesar de seus esforços, não conseguiu dar à experiência o foro de cidadania.

Entre 1875 e 1886, o professor Donato e Karl Hansen fizeram diversas representações com sonâmbulos muito bem adestrados, cujo poder fascinava os espectadores e lotava os teatros, produzindo matéria para a imprensa divulgar. A partir daí, os médicos se interessaram pelo assunto e aplicaram os seus métodos para verificar a veracidade de tais experimentos.

Charcot, na Salpêtrière, e Luys, na Caridade, desenvolveram a grande hipnose, de 1879 a 1880, ao passo que, em 1884, aparecia a pequena hipnose, defendida pelos drs. Liébeault e Bernheim.

Para Charcot, o sono hipnótico era uma doença; para Liébeault, a hipnose é o efeito da sugestão.

Liébeault, fundador da escola de Nancy, foi quem descobriu a importância da sugestão na produção dos fenômenos hipnóticos.

Hudson denominou o processo de Braid e da escola de Paris, o hipnotismo físico, e o da escola de Nancy, o hipnotismo sugestivo.

A escola de Nancy, superior à outra, afirma que o método de Braid para produzir a hipnose é prejudicial e desnecessário, porque desorganiza os centros nervosos e transforma o paciente.

Tal não acontece na escola de Nancy porque está só exige a tranquilidade dos seus pacientes para produzir o sono.

Para se tornar um hábil hipnotizador é preciso:

1) Desenvolver, por meio de uma preparação, as forças que agem na influência hipnótica.

2) Exercitar-se no emprego destas forças pela escolha, nas primeiras experiências, de pacientes impressionáveis e fáceis de ser hipnotizados.

3) Antes de hipnotizar uma pessoa, verificar qual o efeito da sugestão sobre ela, e se é pouco suscetível de sofrer a ação hipnótica.

Na ação hipnótica, três coisas têm muita importância: o olhar, a voz e o gesto.

Deve-se treinar olhar diretamente para a raiz do nariz da pessoa que será hipnotizada. Como exercício, sentar-se diante de um espelho e treinar olhar para a raiz do seu próprio nariz.

Os fascinadores servem-se somente do olhar para dominar as pessoas e mantê-las na mais absoluta obediência. 

Os gestos ou passes podem ser considerados quer como emissores de uma força quer como fixadores de ideias. 

Os passes para adormecer devem ser feitos sempre de cima para baixo.  




LORENZ, Francisco Valdomiro. Hipnotismo. São Paulo: Lorenz, 1997 (Curso de Ciências Herméticas III)


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