31 outubro 2014

Eleições e Lei do Progresso

A lei do progresso é uma das dez leis naturais de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec. Parte-se de um estado natural, que é a infância da Humanidade, para se chegar a um aprimoramento moral e intelectual. Quer queiramos ou não, mais cedo ou mais tarde esta lei se cumprirá.  No início do processo evolutivo, o Espírito é conduzido pelos instrutores espirituais. Com o passar do tempo, vai adquirindo o livre-arbítrio e o senso moral. A partir daí começa a responder por seus atos, ou seja, adquire a responsabilidade, que se amplia ao longo do tempo.

No Brasil, há muitos desvios morais que parecem natural, como é o caso de comprarmos CD pirata, não pedirmos nem darmos nota fiscal, colarmos para passar de ano na escola, pedirmos coisas emprestadas e jamais devolver. São pequenas falhas que mostram o que realmente somos diante da ética e da consciência moral. O Espiritismo chama a nossa atenção para ajustarmos o nosso comportamento, fundamentando-o numa consciência bem formada, de moral elevada. 

Durante as eleições, a mentira foi a tônica das propagandas. Que tipo de consciência moral terão, como consequência, os nossos filhos e netos? A primeira coisa que os marqueteiros fazem é confundir a cabeça do eleitor, dando a impressão que todos os políticos são iguais e que tanto faz escolher um quanto o outro. Ledo engano. Na período eleitoral, não seria o momento oportuno para divulgar novos valores, discutir ideias, programas. Tudo o que se fala durante as eleições, faz-se o contrário depois. O exemplo não deve vir de cima?

No livro Brasil, Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, o Espírito irmão X traça, desde o descobrimento, a caminhada do povo brasileiro. Faz uma inter-relação entre o progresso material e a influência dos Espíritos, pois estes estão de atalaia e não querem que o país se divida. Ressaltemos que, embora haja esta influência benéfica, temos o livre-arbítrio: podemos escolher qualquer tipo de caminho, inclusive aquele que pode levar à derrocada do país. 

Mas, há uma questão: pode o ser humano impedir a marcha do progresso? Não. Os que tentam impedir o progresso agem como a pedra sob uma roda; retardam o seu andamento, mas acabam esmagados por ela. Quando, entretanto, um povo não caminha com a pressa desejável na evolução natural, Deus, através de suas leis, lhe suscita o progresso com um grande abalo físico ou moral. Em outras palavras: o mal prospera porque o bem se esconde. 



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28 outubro 2014

Eleições, Liberdade e Espiritismo

O Espiritismo, na concepção do Espírito Emmanuel, é um libertador de consciências. Libertador tem relação com liberdade, autonomia, ação livre. Consciência tem relação com qualquer tipo de atividade exercida pelo ser humano: econômica, política, religiosa. Daí, poder-se-ia falar da liberdade econômica, da liberdade politica, da liberdade religiosa. 

A economia - como ciência - possui suas leis. Ignorá-las ou alterá-las por decreto nunca deu certo. Na realidade, é atravancar o progresso, desviar-se do rumo, impor restrições à alocação eficiente dos recursos. A lei econômica não está afeita a mentiras políticas; ela tem o seu desenvolvimento próprio. Não se pode mudar a "lei da gravidade" porque o governo o quer. Tal qual a justiça que não tarda em punir o malfeitor, a conta um dia chegará e alguém terá de pagá-la. 

Nas eleições de 2014, assistimos ao tolhimento da liberdade de algumas pessoas, pois foram submetidas a um terrorismo eleitoral: poderiam perder a bolsa família se o adversário vencesse as eleições. Criam-se vassalos e não pessoas livres para agir e pensar. No fundo, há um desejo de manter os pobres para angariar votos e não a predisposição de libertá-los pelo trabalho digno. A máxima "ensinar a pescar e não dar o peixe" está sendo deixada de lado. 

A Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec, ensina-nos que é preferível rejeitar nove verdades a aceitar uma única como erro. Em se tratando da fé, diz-nos que ela deve ser racional e não dogmática. O Espiritismo, embora nos dê total liberdade de agir, afirma que toda ação tem a sua reação: ação boa gera liberdade; ação má, escravidão. Nesse sentido, aconselha-nos a pensar pela própria cabeça, procurando fundamentar o nosso comportamento nas lições evangélicas trazidas por Jesus.

Em vista disso, deveríamos ficar indignados com a situação atual, pois a coisa pública está sendo dilapidada pelos aproveitadores de plantão. Se estamos sendo coniventes com isso, também seremos responsabilizados. O Brasil é de todos os brasileiros. O coração do Evangelho deve ser mantido. Não deixemos que as forças negativas o cortem ao meio, mas envidemos todos os esforços para que haja mais justiça nas questões de Estado. 



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02 outubro 2014

Júpiter e Terra

O nosso sistema planetário (Sistema Solar) é constituído por oito planetas principais: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno. Júpiter, o planeta gigante, é o centro de um sistema composto por 63 satélites e um tênue anel. Com um raio de 71.492 Km, um volume 1.300 vezes superior ao da Terra e uma massa equivalente a quase 318 massas terrestres, Júpiter supera todos os outros corpos do Sistema Solar, exceptuando o Sol.

O Planeta Terra, com 510.934.000 km2 de área total, dos quais 148.148 km2 (um quinto) são ocupados por terra e 149.500.000 km distante do Sol, está localizado na órbita ideal — entre a de Vênus e a de Marte — para sustentar a vida. Se mais próximo do Sol, estaria muito quente; se mais distante, muito frio. Forma um ecossistema único e finito, imerso no vento solar, bombardeado por partículas do espaço e radiado pela luz solar. Possui, ainda, um campo magnético que o defende de partículas de alta velocidade, vindas do Sol e do Cosmo.

Os graus de evolução do planeta Júpiter e do planeta Terra são antagônicos. Enquanto no planeta Terra  mundo de expiações e provas  o mal predomina sobre o bem, em Júpiter o mal é inexistente e o bem é uma constante em todas as suas atividades. Em Júpiter, todos os sentimentos ternos e elevados da natureza humana são engrandecidos e purificados; há um desejo incessante de se atingir o plano dos Espíritos puros, o que não é um tormento, mas uma nobre ambição que os impele ao aperfeiçoamento.

No planeta Terra ainda temos necessidade da sombra do mal para sentir o bem, das trevas para admirar a luz, da doença para apreciar a saúde, da guerra para vislumbrar a paz. Em Júpiter, esses contrastes são desnecessários, pois a eterna luz, a eterna bondade e a eterna serenidade propiciam aos seus habitantes uma eterna alegria. Pelo fato de vivermos num mundo inferior, não conseguimos compreender esse estado de coisas. Mas, mesmo assim, não nos faltam os avisos espirituais para começarmos esse caminho de evolução. 

No planeta Terra temos facilidade de pintar o inferno de mil modos como o fez Dante em sua Divina Comédia, mas faltam-nos elementos para pintar um mundo mais beatífico que o nosso. Ressaltemos, aqui, o papel dos médiuns  no sentido de entrar em contato com Espíritos mais evoluídos e repassar essas informações a toda a humanidade.   

No mundo como o nosso, dominado pela avareza, pelos descalabros de toda espécie, receber informações de um mundo perfeito em que o bem reine soberanamente, traz-nos uma imensa paz de espírito é um apelo à esperança. 

Para mais detalhes, consulte a Revista Espírita de 1860, p. 334 a 336, de Allan Kardec. 
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