06 setembro 2014

Raça

Raça é o conjunto de indivíduos procedentes do mesmo tronco e com características comuns dentro de sua espécie. As três principais são: raça branca, raça amarela e raça negra. O uso do termo “raça” deve ser feito com cuidado, pois podemos confundi-lo com a etnia, que é um agrupamento humano cuja unidade repousa na comunhão de língua, cultura, religião e maneiras de agir. Nesse sentido, as expressões raça portuguesa, raça francesa devem ser evitadas, por serem expressões inexatas.

O racismo repousa na desigualdade das raças humanas, raças que se confundem com a noção de etnia. Ao lado do racismo, temos o etnocentrismo, que é a atitude que repudia as formas culturais mais afastadas das nossas. Expressa o seguinte pensamento: “a cultura que me formou é forçosamente a melhor”. Evoca, assim, um grande perigo quando chega a negar o direito do outro à diferença: resulta então no racismo, no genocídio (extermínio sistemático de populações humanas) ou etnocídio (destruição da identidade cultural de um grupo étnico).

O Espiritismo nos esclarece a respeito da raça adâmica. São colônias de Espíritos, vindas de outra esfera, que deu origem à raça simbolizada na pessoa de Adão. São Espíritos que cometeram falhas em vida anterior e mereceram, por suas faltas, vir encarnar neste mundo expiatório. Dela provém quatro grandes povos: O grupo dos árias, a civilização do Egito, o povo de Israel e as castas da Índia. 

Allan Kardec, na página 8 de A Revista Espírita de 1862, diz: "Não é, com efeito, o papel que cumpre até este dia a raça adâmica? Relegando-a sobre esta Terra, de trabalho e de sofrimento, Deus não teve razão em dizer-lhe: "dela tirarás o teu sustento com o suor de teu rosto"? Se ela mereceu esse castigo por causas semelhantes às que temos hoje, não é justo dizer que ela está perdida pelo orgulho? Em sua mansuetude, não poderia lhe prometer que lhe enviaria um Salvador, quer dizer, aquele que deveria esclarecê-la sobre o caminho a seguir para chegar à felicidade dos eleitos? Este salvador enviou-lhe na pessoa do Cristo, que ensinou a lei de amor e de caridade, como a verdadeira âncora de salvação".

Espírito Emmanuel, no livro A Caminho da Luz, tece alguns comentários sobre os grandes agrupamentos primitivos da Lemúria e da Atlântida. Embora tenha ficado impreciso o conhecimento desses povos, "os exilados da Capela trabalharam proficuamente, adquirindo a provisão de amor para suas consciências ressequidas. Não houve retrocesso, mas providência justa de administração, segundo os méritos de cada qual, no terreno do trabalho e do sofrimento para a redenção". (Xavier, 1972, pág. 40)

Fonte de Consulta

DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia. Tradução de Marina Appenzeller. Campinas, SP: Papirus, 1993.


XAVIER, F. C. A Caminho da Luz - História da Civilização à Luz do Espiritismo, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1972.
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03 setembro 2014

Indiferença

“Quem não vive conforme pensa, acaba por pensar conforme vive.” (P. Bourget)

Indiferença. Os gregos antigos usavam o termo “adiáfora”. Para os cínicos e os estoicos, indiferentes são todas as coisas que não contribuem para a virtude nem para a maldade. Nesse sentido, eram indiferentes à riqueza e à saúde. Para a teologia, o termo "indiferença" – aparentado aos de abandono e abnegação, mas não seu sinônimo – designa a atitude de disponibilidade total perante a vontade divina. Não se trata, portanto, de apatia ou desinteresse.

Ao refletirmos sobre a indiferença, surge a problemática ética de saber se é possível haver atos que não sejam bons nem maus. Em muitos casos, alguns atos aparentam ausência de moral, mas é ilusório. Observe que, quer queiramos ou não, todos os nossos atos são bons ou maus, pois todos os nossos atos implicam relação com a norma moral. Deixar de fazer o bem é fazer o mal. 

No âmbito da Doutrina Espírita, temos: 

Quantos pais não são infelizes porque não combateram desde o princípio as más tendências de seus filhos? Mais tarde, quando sentem a ingratidão deles, sofrem o que semearam. 

A indiferença como fator positivo. A resignação ante as vicissitudes da vida dão ao espírito confiança e serenidade quanto ao futuro. É o melhor preservativo contra a loucura e o suicídio

A principal virtude de nossa época é o desenvolvimento intelectual. O principal vício é a indiferença moral.

O Espiritismo nos faz ver as coisas do alto. Implica uma diminuição da importância dos problemas terrenos. Com isso, elimina a ideia de abreviarmos a nossa existência, entendendo que o Espírito é imortal e, mesmo cometendo o suicídio, continua vivo no além-túmulo. 

Quando não cultivamos a verdadeira fraternidade, temos como consequência a ausência do amor. Quando somos impermeáveis ao bem, tornamo-nos representantes do mal.

A importância do outro na nossa evolução espiritual. Nós sempre precisamos do nosso próximo. Tanto para ensinar como para aprender. Os que aprendem alguma coisa valem-se dos que já passaram e não seguem além se não há interesse de seus contemporâneos.

Fonte de Consulta

Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.




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