11 setembro 2013

Transição Planetária

Transição é a passagem de um estado de coisas a outro. É a fase em que as forças do ciclo atual de evolução diminuem e abrem espaço para as novas que ainda não assumiram o seu papel. Transição planetária é o ciclo de renovação onde os Espíritos menos evoluídos estão dando lugar aos Espíritos mais evoluídos. A transição sempre existiu. Numa determinada época, pode avançar mais rapidamente. Observe a incubação da Idade Média preparando o período da Renascença. Presentemente, estamos no limiar de uma grande transição em que o planeta passará da condição de mundo de provas e expiações para o mundo de regeneração, já previsto no planejamento celestial.

Allan Kardec, na obra A Gênese, já tratou desse assunto no subtítulo “Geração Nova”, inserido no capítulo XVIII “São Chegados os Tempos”. Quando os tempos chegarem, haverá grandes acontecimentos para a regeneração da humanidade. Aos incrédulos, nada diz; aos crentes, algo de místico, de sobrenatural. Allan Kardec quer provar que as duas interpretações estão erradas. Ele diz: "A primeira, porque envolve uma negação da Providência; a segunda, porque tais palavras não anunciam a perturbação das leis da Natureza, mas o cumprimento dessas leis".

Segundo Allan Kardec, chegado o tempo, haverá grande emigração de Espíritos. Os Espíritos que praticam o mal pelo mal serão recambiados para outros orbes, mais inferiores do que o Planeta Terra. É da lei do progresso que essas coisas acontecem. É que o Planeta Terra também está passando por uma transformação, ou seja, de mundo de provas e expiações para o mundo de regeneração. Neste novo mundo, os Espíritos recalcitrantes no mal não terão mais vez e precisarão ir para outro lugar, para não atrapalhar o progresso dos que aqui estarão reencarnados.

Há vários livros que tratam do tema. Em Transição Planetária, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, procura mostrar que todos os acontecimentos, bons ou ruins, fazem parte do processo de evolução. O Espírito Ismael, em Planeta Terra em Transição, pela psicografia de Izoldino Resende, trata da preparação para a chegada do Consolador, com o objetivo de trabalhar o planeta para a transição planetária, que começou no período das guerras mundiais. Em Amanhecer de uma Nova Era, o Espírito Manoel Philomeno de Miranda, também pela psicografia de Divaldo Pereira Franco, mostra-nos a transição do planeta não só do ponto de vista geológico, mas especialmente no que diz respeito aos aspectos moral e espiritual.

Estamos no limiar de uma nova era. Urge despertarmos para as realidades do Espírito, caso queiramos habitar um planeta purificado. 
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10 setembro 2013

Trabalhos Espirituais e Descaracterização

Um Centro Espírita, local em que se reúnem os espíritas, é o ponto de convergência da discussão, dos estudos e da prática dos princípios doutrinários codificados por Allan Kardec. Antes da sua fundação, na ordem física e legal, já houve um projeto no mundo dos Espíritos. Sempre começa com muita dificuldade: de local para se reunir, de pessoas para administrar, de dinheiro para a sua manutenção etc. 

Os fundadores, no começo das atividades, procuram fazer o melhor que podem dentro das limitações pessoais e financeiras. De repente, o Centro cresce; surgem novos frequentadores, novos colaboradores e, paralelamente, mais ideias. Não resta dúvida que a diversidade de pareceres é sempre bem-vinda, muito útil, muito salutar. Os argumentos - a favor e contra um projeto - enriquecem a tomada de decisão. Com o tempo, porém, isso é deixado de lado e cada um vai fazendo a seu modo, como se não tivesse que dar satisfação a ninguém. 

A ideia de renovação acaba, muitas vezes, descaracterizando os trabalhos que estavam sendo executados. Muda-se aqui, altera-se ali, não se cumprem mais os horários pré-estabelecidos. Consequência: há falta de unidade, de comando, gerando mal-entendido, diz-que-diz. Detectado este problema, os dirigentes das Casas Espíritas devem tratar de coibir o mal pela raiz, porque ele pode proliferar e influenciar toda a a organização.

Os colaboradores deveriam ser treinados, principalmente, numa coisa: pedir autorização ao superior hierárquico para uma mudança nos trabalhos executados.  




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07 setembro 2013

Fotografia e Telegrafia do Pensamento

É possível um fenômeno psicológico transformar-se em fisiológico? O pensamento pode ser fotografado? Como tratar este tema à luz do Espiritismo? 

Tenhamos em mente que o pensamento propriamente dito não pode ser fotografado porque ele não é matéria.

Ernesto Bozzano, em Pensamento e Vontade, fala-nos da fotografia do pensamento no sentido de alguém projetar uma imagem qualquer; depois, esta imagem é captada por uma máquina fotográfica. Allan Kardec, por sua vez, liga fotografia do pensamento aos fluidos espirituais. Para tal, em A Gênese, explica-nos que os fluidos espirituais constituem um dos estados do fluido cósmico universal. São a atmosfera dos seres espirituais; são o elemento onde eles colhem os materiais com que operam. São o veículo do pensamento, como o ar é o veículo do som. 


Para melhor compreenderemos, tenhamos em mente que é pelo pensamento e pela vontade que os Espíritos agem sobre os fluidos espirituais, imprimindo-lhes uma direção, tanto para o bem quanto para o mal. Esse teor energético forma o halo mental da criatura. Ao criarmos imagens fluídicas, o nosso pensamento se reflete em nosso envoltório perispirítico como num espelho. Isso toma um corpo, podendo ser fotografado, ou seja, captado pelo nosso interlocutor. Em se tratando de um Espírito desencarnado, basta que ele pense em algo que essa coisa se produza. Se ele pensar em uma de suas encarnações passadas, essa imagem se reproduz na visão psíquica do encarnado. 

Continuando o estudo, verificamos que o vidente pode pressentir o momento da realização de um ato, mas não o ato propriamente dito. A razão é simples: o vidente pressente a realização, porque essa imagem está estampada na atmosfera psíquica de uma determinada pessoa. Não pode, contudo, determinar a sua realização, porque a realização depende do livre-arbítrio do agente. O vidente pode pressentir que uma pessoa tem vontade de cometer um assassinato, mas não o assassinato em si. 

Pela telegrafia do pensamento, podemos apreciar a lei de solidariedade, em que não há um pensamento, criminoso ou virtuoso, que não tenha ação real sobre a massa dos pensamentos humanos e sobre cada um deles. Nesse sentido, a atmosfera psíquica de nosso Planeta nada mais é do que a soma de todos os pensamentos dos que nele habitam. 

Tenhamos cuidado com o teor energético do nosso pensamento. Sem o percebemos, podemos criar imagens deletérias na mente de nossos irmãos de jornada. 

Fonte de Consulta 

KARDEC, Allan. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Tradução de Guillon Ribeiro. 17. ed., Rio de Janeiro: FEB, 1975.

KARDEC, A. Obras Póstumas. Tradução de Guillon Ribeiro. 15.ed., Rio de Janeiro: FEB, 1975. 





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06 setembro 2013

Desprendimento

Desprendimento é a ação ou efeito de desprender. Alheamento; abnegação, desapego: tem o desprendimento das honras. 


Para o mestre Eckhart, o desprendimento é o perfeito repousar-em-si, o ser-uno-consigo-mesmo da alma, um deixar-se-a-si-mesmo sem nenhum tipo de acréscimo. Ele acha que o desprendimento está acima do amor, da humildade, da misericórdia e de outras virtudes, pois quando nos referimos a uma virtude, queremos conquistá-la. Acontece que o verdadeiro desprendimento não se prende a isso, porque o indivíduo estará desprendido do próprio desprendimento.

Seguindo o seu modo de pensar, tudo é secundário ao próprio desprendimento. Ele diz que o homem verdadeiramente desprendido não saberia orar, no sentido de que a prece visaria obter determinado bem ou livrar-se de determinado mal. “Quando nada se pede é que se ora verdadeiramente”. O mesmo pode-se falar da vontade de Deus, do servir a Cristo, entre outros. O que vale é um total desprendimento de si mesmo, para que a liberdade seja total. 

Em se tratando do desapego, tenhamos cuidado com os excessos de toda sorte. Não resta dúvida de que enquanto vivemos no mundo físico, precisamos lutar pela nossa sobrevivência. A vigilância é sempre bem-vinda. Não nos esqueçamos, porém, de que todo o excesso é prejudicial e, consequentemente, conduzir-nos-á à loucura. Por isso, uma reflexão serena sobre os nossos desejos de posse é sumamente importante: ajudar-nos-á a nos libertamos de muitas amarras perniciosas.

E quanto ao dinheiro? Paulo, em I Timoteo 6,10, diz-nos que a paixão pelo dinheiro é a raiz de toda espécie de males e, nessa cobiça, alguns se desviaram da fé e se traspassaram a si mesmos com muitas dores. Deixemos que dinheiro que passe pelas nossas mãos seja motivo de bênção e trabalho para todos os que nos rodeiam. Retenhamos apenas o suficiente para a nossa subsistência.

Quanto ao desprendimento, uma só coisa é necessária: atender aos desígnios de Deus. Ajamos, assim, de conformidade com as leis de amor, justiça e caridade, e não esperemos nada em troca.

Fonte de Consulta 

ECKHART, Meister. Sobre o Desprendimento e outros Textos. Tradução de Alfred J. Keller. São Paulo: Martins Fontes, 2004 (Breves encontros).
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05 setembro 2013

Desdobramento

Desdobramento é o desprendimento parcial do Espírito, do corpo físico, que se efetua durante o sono: artificial ou natural. O desdobramento pode ser consciente, semi-consciente, inconsciente e psíquico. No sono natural, o deslocamento é espontâneo e procura seus afins. Muitas vezes fica ensimesmado sobre si mesmo. Por isso, diz-se que o criminoso sempre volta ao lugar do crime. No sono artificial, desloca-se sob a ordem do hipnotizador, mas permanece ligado ao corpo somático por fio tenuíssimo.

Alexandre Aksakof, professor da Academia de Leipzig e fundador, em 1874, da revista "Psychische Studien" (Estudos Psíquicos), na Alemanha, foi quem dividiu o desdobramento em consciente, semi-consciente, inconsciente e psíquico. Quis nos mostrar o que o agente viu e ouviu em sua saída e volta ao corpo físico. Em se tratando do desdobramento psíquico, diz que é o mesmo que bilocação, o próprio desdobramento e a ubiquidade.

O desdobramento é um fenômeno anímico. Pode, porém, tornar-se mediúnico. Isso se dá quando o médium (desdobrado) recebe a comunicação de algum Espírito. Nesse caso, ele se torna intermediário, ou seja, médium. Por este fenômeno, o médium pode entrar em contato com Espíritos e ajudá-los. Em um trabalho de desobsessão, o médium pode se desdobrar e entrar em contato com o Espírito; depois, trazê-lo para ser doutrinado. 

Quando adormecemos, o nosso espírito de desliga parcialmente do corpo físico (desdobramento). Há necessidade de bem prepararmos esse momento, para que ele vá a lugares em que possa receber lições dos mentores espirituais. Por isso, uma prece, a leitura de uma página do Evangelho ou outras induções salutares são sempre bem-vindas, pois levamos conosco as últimas impressões do dia. Sendo boas, levar-nos-ão aos bons lugares.

Como poderíamos direcionar um exercício de desdobramento? Primeiramente, relaxamento e apassivação do agente. Posteriormente, pode-se propor ao agente deslocar-se até o teto da sala. Em outra ocasião, deixar algum objeto (livro, por exemplo) em outra sala. Pedir para o agente se deslocar até lá e descrever o que viu.

Na literatura espiritualista, há diversos termos que expressam o desdobramento: corpo astral, projeção astral, experiência fora do corpo e experiência de quase-morte. Todos esses termos caracterizam um estado alterado de consciência.

Fonte de Consulta

(1) PAULA, J. T. Dicionário Enciclopédico Ilustrado de Espiritismo, Metapsíquica e Parapsicologia. 3. ed. São Paulo: Bels, 1976.

(2) XAVIER, F. C. Mecanismos da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977, cap. XXI.
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