31 agosto 2012

50 Anos de Existência do Centro Espírita Ismael

Em 19 de agosto de 2012, no Clube Atlético Guapira, localizado em Jaçanã, São Paulo, Capital, comemoramos os 50 anos de existência do Centro Espírita Ismael. 

Tivemos a presença de José Medrado, que veio da Bahia, especialmente para essa festividade e Paula Zamp, que nos brindou com as suas músicas. 

Na ocasião, houve a apresentação da nova Diretoria Executiva, que dirigirá essa Casa pelos próximos três anos, ou seja, de 16/08/2012 a 15/08/2015. 

Para mais informações, assista aos vídeos, cujos links estão abaixo: 

Aniversário do C.E.I. (50 Anos: Depoimentos) [19/08/2012] (32min)

Aniversário do C.E.I. (50 Anos: Toda a festividade) [19/08/2012] (3h20min) 
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Programa Nosso Centro: 24 de agosto de 2012

No dia 24 de agosto de 2012, participamos do Programa Nosso Centro, da Rádio Boa Nova de Guarulhos, que é levado ao ar às 6.ª feiras, das 22 às 23h. Este programa é coordenado por Marcelo Stanczyk, Carlos Brito e Oswaldo Galvão Filho. Esteve presente também a futura presidente do Centro Espírita Ismael, Terezinha de Fátima Sgulmar. 


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29 agosto 2012

Amai-vos e Instruí-vos


Nas palestras espíritas, ouvimos frequentemente a frase: “amai-vos e instruí-vos”. Quem a proferiu? Onde está situada? Qual o seu alcance? Essa frase encontra-se no capítulo VI (“O Cristo Consolador”) de O Evangelho Segundo o Espiritismo e, mais especificamente, nas instruções dos Espíritos, com o subtítulo “Advento do Espírito de Verdade”.

No quinto parágrafo dessas instruções, há os seguintes dizeres: “Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana, e eis que, além do túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: Irmãos! nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade" (O Espírito de Verdade, Paris, 1860).

Em se tratando do amor, conceito polissêmico, podemos vê-lo sob o ponto de vista do amor egoísta (tudo nos pertence), do amor racional (em que a razão tem grande predominância) e  do amor doação ou incondicional (aquele ensinado por Jesus). Cabe-nos, ao longo de nossa trajetória de progresso, passarmos do amor egoísta ao amor incondicional, em que daremos tudo sem pedir nada em troca.

Instruir é fornecer ou adquirir conhecimentos. É educar ou treinar alguém numa dada atividade. A instrução pode ser do tipo “bancária”, em que o professor dá importância ao “conteúdo da matéria” e instrução “problematizadora”, em que o professor procura formar cabeças pensantes. Há, também, a instrução evangélica, aquela baseada na pedagogia de Jesus, consubstanciada no ensinamento contido no relato da candeia e do alqueire.

Antes de empreender, necessário se faz definir o objetivo. O objetivo da instrução espírita é divulgar os princípios doutrinários do Espiritismo, para que mais pessoas possam entrar em contato com esses ensinamentos de libertação de consciência. Para tanto, o divulgador deve se debruçar sobre as obras básicas e complementares da Doutrina Espírita. Sem isso, assemelha-se ao falso profeta que Jesus denunciava em seu Evangelho. 

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ensina-nos que o amor resume inteiramente a doutrina de Jesus. Diz-nos que "no início o homem não tem senão instintos; mais elevado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas". (Kardec, 1984, p. 146)

O verdadeiro discípulo do Evangelho deve instruir amorosamente os seus adeptos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas.

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

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24 agosto 2012

Situação Inesperada: Teste para o nosso Equilíbrio


Quando menos esperamos, surge uma dificuldade em nossa vida. Perguntamos: como isso pode acontecer comigo? O que eu fiz? É dívida do passado? É prova?  É expiação? Será que Deus se esqueceu de mim? O inesperado ocorre com mais frequência do que o esperado. Se tivéssemos esperado, possivelmente a ocorrência não produziria tanto impacto. O que seria de nossa evolução sem os contratempos? Como exercitaríamos a virtude se não aparecesse o vício? De qualquer maneira, cabe-nos manter o equilíbrio físico e espiritual.

Em meio ao fogo cerrado, convém refletirmos sobre nossa reação. Se simplesmente reagimos a um fato, a um problema, não estamos vivenciando plenamente aquele momento. Em quaisquer situações, devemos manter o domínio do leme. Nesse caso, convém destacar que é preciso agir e não reagir. A reação mostra que somos escravos da opinião alheia. O correto é tomarmos consciência do ocorrido e agir segundo os ensinamentos morais do Evangelho.

Observe a seguinte história: uma dada mulher era tida como exemplar, pois na infância obedeceu aos pais, na escola obedeceu aos mestres, quando se casou, obedeceu ao marido, depois aos filhos. Num dado momento de sua vida, sente uma vontade imensa de se matar, mas ouve um sonoro NÃO de Deus. A partir daí começou a dizer não a tudo o que não fosse essencial ao seu projeto de vida. Essa mudança de atitude causou estranheza aos que estavam acostumados com a sua cega obediência.

Em vista disso, deixemos as pessoas e não guardemos ressentimento de espécie alguma. Ninguém nos deve nada, nem mesmo desculpas. O problema não está no outro, mas em nossa avaliação do ocorrido. Para os indiferentes, tudo é normal, inclusive pisar os seus semelhantes. Contudo, para aquele que já adquiriu conhecimentos superiores, o menor dos males ressoa imediatamente em sua consciência, como uma espécie de remorso.

Relanceemos o olhar sobre nós e guardemo-nos de julgar as ações alheias. Reflitamos, também, sobre duas frases de Thomas A. Kempis: “Se Deus fora sempre o único objetivo dos nossos desejos, não nos perturbaria tão facilmente qualquer opinião ao nosso parecer”. “Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve ele tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos”.

Evitemos que o ressentimento penetre em nossos pensamentos. Lembremo-nos da frase: “Estar com Deus, mesmo que seja no inferno, é estar no paraíso”.
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16 agosto 2012

Inspiração Mediúnica no Livro Medicina e Alquimia


Dr. Marcio Bontempo é médico, com formação em homeopatia, medicina ortomolecular, nutrição e saúde publica. Não se diz espírita, mas reconhece a influência dos Espíritos nas suas ideias e nos livros que já escreveu.

Na apresentação do livro Medicina e Alquimia: Mea Opera Medica, de sua autoria, explica todo o processo mediúnico que resultou na publicação da obra. Inicialmente, mostrou-se arredio à força inspiradora, até que um dia um espiritualista lhe disse que aquilo que escrevia não era da sua cabeça, mas vinha por influência de Espíritos. Depois disso, pesquisou o assunto, consultou os livros de Francisco Cândido Xavier e passou a confiar mais na mediunidade.

Alguns trechos de sua apresentação:

“Não sou espírita, mas coloco-me como um eclético, livre-pensador e estudioso de todas as religiões e filosofias”.

“O velho (espírito) dizia que, embora eu fosse despreparado e obtuso, teria a incumbência de receber o material referente a um livro que ele havia escrito e não pudera publicar. Segundo ele, seus mestres afirmavam que ‘haveria uma época certa para que a obra viesse à luz e fosse oferecida à humanidade’”

“O certo é que me dirigi feito um autômato para o computador e como que perdi a consciência”.

“O ‘velho’, num dos textos, identificou-se como Dr. Martius Gutezeit, um médico alquimista que vivera na Alemanha aproximadamente entre 1650 e 1780. Fora perseguido pelos colegas e pelas autoridades por causa de suas críticas e opiniões relativas à classe médica, à medicina e à mentalidade de sua época. Assim como Vesalius, Seruetus, Harvey e outros, tinha sido obrigado a mudar-se constantemente para escapar à perseguição dos acadêmicos, aliados do clero feroz, sempre a ameaçar os ‘hereges’ com a fogueira da inquisição”.  
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