17 junho 2012

Assistência Espiritual como Promoção da Harmonia do Ser


Nesta reflexão, enfatizamos que a teoria deve vir antes da prática, pois podemos confundir os meios com os fins. O fim último do Espiritismo é a evangelização do ser humano. Os passes, a doutrinação de Espíritos e os trabalhos de assistência social são os meios. Eles complementam a teoria, os princípios fundamentais codificados por Allan Kardec.

Em sentido amplo, a Assistência Espiritual já se apresenta na criação dos Espíritos, em que os operários espirituais vão guiando  ser humano até que ele possa adquirir o pensamento continuo, a razão e o livre-arbítrio, onde começa a responder por seus atos. E nem por isso deixa de receber o amparo dos benfeitores do espaço.  

Para que haja Assistência Espiritual, há necessidade de termos: Espíritos superiores, os médiuns e a intenção destes, pois os Espíritos superiores estão sempre prontos a nos ajudar, mas se o intermediário ( médium) não oferecer condições adequadas (intenção), eles terão mais dificuldade de transmitir os seus eflúvios energéticos.

Num Centro Espírita, somos condicionados a aceitar que uns trabalhos são mais fortes que outros, como por exemplo, o trabalho de desobsessão. Puro engano. Acreditamos que as palestras doutrinárias, principalmente a denominada Palestra A2, essencialmente evangélica, é o trabalho mais forte de todos, pois nela são ventiladas sugestões para uma mudança comportamental, a única via capaz de nos libertar da presa dos Espíritos obsessores. 


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13 junho 2012

Corpo de Deus (Corpus Christi) e Corpo Místico de Cristo


O Corpo de Deus, em latim Corpus Christi, é a festa que a Igreja celebra todos os anos na 5ª feira, depois da oitava do Pentecostes, em honra ao mistério da Eucaristia, os livros litúrgicos.

Ao longo do tempo, duas acepções estiveram presentes: Corpo de Cristo e Corpo Místico de Cristo. A Bíblia, que não conhece a expressão Corpo Místico de Cristo, fala-nos do Corpo de Cristo em três sentidos: a) corpo individual de Jesus; b) corpo eucarístico, sacramental, dado em alimento aos apóstolos na última ceia com o mandato de perpetuar tal mistério; c) todos aqueles que participam deste corpo eucarístico de Cristo tornam-se membros de um único corpo de Cristo.

O Corpo Místico de Cristo mostra que, por força da Encarnação redentora, todo gênero humano, unido a Cristo como sua cabeça, tem por destino formar um só corpo com Jesus Cristo. Cristo, comunicando o Seu Espírito, faz de todos os povos, como que Seu corpo místico (Lumen Gentium, § 7), unindo-os pelo batismo e pela Eucaristia num só corpo, que é a Igreja, da qual Ele é a cabeça.

A origem do Corpo Místico de Cristo encontra-se nas epístolas de Paulo. Nas dirigidas aos romanos e aos coríntios, Paulo, tratando da gravidade da impureza, fala que eles eram membros de Cristo e quem adere à prostituta faz-se um com ela, assim quem adere ao Senhor, faz-se um corpo espiritual com Ele. Na Patrística, Santo Agostinho e outros padres insistem na união real dos fieis entre si em Cristo, como fruto da participação eucarística.

Há contradições sobre a Igreja católica representar o Corpo Místico de Cristo. Deixemo-las de lado. Enveredemos o nosso pensamento sobre algo mais substancial, ou seja, perceber a ação pela qual Cristo une cada fiel ao seu corpo pessoal por meios visíveis e invisíveis.

Fonte de Consulta

ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]
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08 junho 2012

útil, Inútil e Espiritismo

O "útil" caracteriza-se pela intermediação,  vale por tudo aquilo a que se dirige, não  por si mesmo. A criação e a renovação constante são seus atributos. Constroem-se máquinas e equipamentos  com a finalidade de aumentar  produção e produtividade. O produzir por produzir gera angústia, pois não se divisa o "para que" produzir.


O "inútil", em se tratando de um fim em si mesmo, caracteriza-se pela perfeição e pela liberdade. Nesse sentido, a existência lúdica, a estética e a  especulação  intelectual desinteressada tornam-se uma necessidade, porque  distanciam-nos dos aspectos práticos da vida. A contemplação de uma boa  música ou de uma obra de arte pode levar-nos ao êxtase.

 O útil relaciona-se ao progresso material; o inútil, ao progresso moral. Como podemos vê-los sob a ótica espírita?  Allan Kardec, ao tratar da Lei do Progresso, diz-nos que os povos  não podem ficar eternamente no estado natural. Afirma-nos, ainda, que conforme as civilizações tornam-se complexas, o homem tem de descobrir novos  meios  de produção, a fim de atender às suas necessidades, que também se ampliam. Portanto, o útil,  em si mesmo, não é fator negativo.

Por outro lado,  esclarece-nos  que  devemos dosar progresso técnico e progresso moral. É difícil os dois caminharem juntos. O progresso material vem à frente, para  desenvolver a inteligência.  Esta, depois, terá condições de escolher  entre  o bem e o mal. Optando pelo bem, sabe-se o que se produz e para que finalidade. O produzir por produzir deixa de existir.

A  Mente, refletida pelos postulados  espíritas, cria condições de conduzir nossas ações para o meio-termo. Possuamos a máquina, mas não nos deixemos possuir por ela.

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Vultos, Luzes e Figuras

Para os que não estão acostumados com os fenômenos mediúnicos, o aparecimento de vultos, luzes e figuras causa certa apreensão e querem saber o porquê daquilo estar acontecendo com elas. 

No Espiritismo, que é uma doutrina da fé raciocinada, precisamos eliminar todos os fatos materiais, para, depois, aventar uma possibilidade mediúnica.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns (do capítulo IV ao XIV da 2.ª Parte), orienta-nos, com a ajuda dos Espíritos superiores, sobre os vários fenômenos de efeitos físicos, tais como, aparição, levitação, transportes etc. 

No Centro Espírita, aprendemos que, excluindo todas as ocorrências materiais, poder-se-ia dizer que no indivíduo existe um “fundo mediúnico”, isto é, percepções ainda incipientes da mediunidade. Às vezes, desaparece com um simples tratamento espiritual. 

Se for um chamamento para a tarefa mediúnica, seria conveniente a pessoa matricular-se num curso de Educação Mediúnica, onde receberia as devidas orientações para o seu desenvolvimento mediúnico.
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03 junho 2012

Eliminando o Supérfluo


O que fariam Platão, Sócrates e Aristóteles com a enxurrada de e-mails?

Conforme o tempo vai passando, vamos acumulando muitos bens: livros, roupas, móveis, utensílios etc. Pergunta-se: o que temos em excesso, que coisas podemos descartar? Abramos o nosso guarda-roupa: quantas são as peças guardadas que nunca mais usaremos? Olhemos os nossos livros: quantos já foram corroídos pelo tempo? Quais deles nunca mais abriremos?  

De vez em quando, deveríamos refletir sobre o supérfluo, pois vamos juntando coisas e temos dificuldade de jogá-las no lixo. Alegações não faltam para mantê-las: este livro foi dado por um amigo: o que ele pensaria de mim se viesse à minha casa e não visse o seu livro na minha estante? Tal pessoa me deu este presente: o que ele pensaria de mim sabendo que eu me desfiz dele? 

Observe o nosso dia a dia: quantos comentários, sem necessidade, proliferam nos sites de relacionamento social? E se nos preocupássemos com algo mais profundo, algo que vá ao encontro de nossa necessidade de evolução espiritual? Será que não eliminaríamos muitos pensamentos vãos, superficiais?

Passemos para o campo da alimentação: quanta comida, influenciada pelas nossas emoções, não mandamos goela adentro? Alargamos de tal maneira o nosso estômago que, depois de algum tempo, somos obrigados a fazer cirurgia para diminuí-lo.

Há, também, o supérfluo, no campo da imaginação: quantas ideias, sem objetivo algum,  ficam vagando em nossa cabeça?

“O homem sempre chega tarde às verdades mais simples”, diz o anexim. Acostumados ao excesso, não percebemos que precisamos de muito pouco para viver feliz. Lembremo-nos do ensinamento de Jesus: “Tendo, porém,  sustento, e com o que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”

Uma coisa que passa despercebida: quanto mais temos, mais temos que cuidar, limpar, mudar de lugar etc. Daí a pergunta: possuímos ou somos possuídos?

Aprendamos a nos desvencilhar do inútil. A crença de que vamos precisar no futuro pode ser errônea. 
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