29 fevereiro 2012

Pedro, o Apóstolo

O Espírito Irmão X, no capítulo 20 ("Pedro, o Apóstolo"), do livro Crônicas de Além-Túmulo, relata a conversa que teve com Pedro durante o 2.º Congresso Eucarístico Nacional, realizado em Minas Gerais. 

Pedro, nas suas colocações, não se considera um Espírito de luz e não acha que tenha as chaves da porta do Céu, como se costuma apregoar.
ver mais

Um Cético

O Espírito Irmão X, no capítulo 14 ("Um Cético"), do livro Crônicas de Além-Túmulo, por Francisco Cândido Xavier, relata a conversa que teve com um  monge desencarnado, em que tudo via problemas, descrenças, desilusões.  

... E por que não tenta o Espiritismo? Já tentei, mas também me desiludi.

— Então, nada o convence?

— Nada. Ficarei aqui até à consumação dos evos, se a mão do Diabo não se lembrar, de me arrancar dessa toca de ossos moídos e cinzas asquerosas. E, quanto ao senhor, não procure afastar-me dessa misantropia. Continue gritando para o mundo que lhe guarda os despojos. Eu não o farei.


Leia o texto integral em: https://sites.google.com/site/centroismael/um-cetico
ver mais

Judas Iscariotes e a Paixão de Cristo

Na semana em que se comemora a Paixão de Cristo, costuma-se "malhar o Judas". Geralmente, as pessoas o fazem inconscientemente, movidas mais pelos costumes do que pelo fato em si. O Irmão X, no capítulo 5 ("Judas Iscariotes"), do livro Crônicas de Além-Túmulo, pela psicografia de Chico Xavier, mostra-nos o erro que cometemos, pois não levamos em conta a atuação do tempo na evolução do Espírito.

Judas, explicando o ocorrido, diz: "Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder já que, no seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que aliás apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos".

Leia o texto completo em https://sites.google.com/site/centroismael/judas-iscariotes
ver mais

Delinquência

A delinquência é a falta de obediência a leis ou padrões morais. Embora não haja uma distinção clara entre delinquência e criminalidade, podemos, de acordo com a Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo, dizer: 1.º) a criminalidade é fenômeno que se refere exclusivamente ao comportamento do grupo; a delinquência pode-se referir também ao comportamento do indivíduo; 2.º) a delinquência constitui mais uma categoria sociológica; a criminalidade constitui mais uma categoria jurídica.

Presentemente, há um recrudescimento da delinquência, sobretudo entre os jovens. As causas são variadas. Entre elas, citamos: insatisfação social, questionamento quanto ao comportamento dos adultos, adiamento à entrada no mercado de trabalho, busca do prazer, geralmente sugerido por filmes e propagandas da mídia televisiva, busca de notoriedade numa sociedade cada vez mais burguesa e anônima. 

Na Bíblia, encontramos muitos exemplos de delinquência. Em todas elas, Deus aparece como um Senhor que aplica a lei do talião, ou seja, a do “olho por olho, dente por dente”. Isso acontecia porque naquela época as pessoas eram ainda rudes e desconheciam a obediência natural à vontade do Pai. O próprio Moisés, para educar o seu povo, valeu-se tanto da lei civil, áspera e dura, quanto da lei de Deus, mais de acordo com a justiça divina. Observe que a pedagogia moderna, fundamentada em estudos psicológicos, procura não considerar o crime em si, mas a situação subjetiva do delinquente.

Os evangelistas não tratam especificamente das imposições contra a delinqüência; procuram, através dos ensinamentos de Jesus – baseados na lei do amor –, mudar o comportamento das pessoas, principalmente dos jovens. Enaltecem a prática das boas ações, mostrando que todos nós devemos fazer esforços para nos desviarmos do mal. Para tanto, sugerem que entremos pela porta estreita, a do sacrifício, e não pela porta larga, a dos gozos mundanos.

A Doutrina Espírita, que nada mais é do que o Evangelho redivivo de Jesus, explica-nos em detalhes a lei de reencarnação e a lei causa e efeito, mostrando-nos a responsabilidade pelos nossos atos. Enfatiza que não praticar o bem é o mesmo que praticar o mal. Por isso, não temos o direito de criticar o delinquente, se nada estivermos fazendo para minimizar esse grave problema social.

A eliminação da delinquência do mundo começa por cada um de nós. Como exigir a pureza do outro, se o delito e a criminalidade ainda moram em nossos corações?

Fonte de Consulta


IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.
ver mais

28 fevereiro 2012

Silêncio

De acordo com o dicionário, podemos dizer que o silêncio é a ausência de qualquer ruído, um estado de sossego, de repouso.  Para a filosofia, porém, o silêncio não se confunde com ausência de qualquer ruído; ele representa apenas a abolição da palavra ou da linguagem. Em termos metafísicos, a experiência do silêncio gera uma angústia existencial: "O silêncio eterno dos espaços infinitos me apavora", diz Pascal. Há, também, a experiência mística, que liga o silêncio à oração, à meditação, ao ascetismo e à solidão.

O silêncio segundo alguns pensadores. Para Confúcio, “O silêncio é um amigo que nunca atraiçoa”; para Thomas Browne, “Não penses que o silêncio é a sabedoria dos tolos. Pelo contrário, no devido tempo e no devido lugar, é a honra dos sábios, que não possuem a fraqueza, senão a vontade de calar”; para Alejandro Casona, “Não falar nunca de uma coisa não quer dizer que não se sinta”; para Marcel Arnac, “Saber falar é bom; saber calar é melhor. Quantos cretinos passaram por pessoas inteligentes, simplesmente porque, tendo sabido calar, pensaram as mesmas cretinices que os outros pensaram, mas não as disseram”.

O silêncio é uma atitude fundamental do ser humano, que apresenta aspecto negativo e positivo. Em termos negativos, alude-se à passividade, ao isolamento e à incomunicabilidade. Positivamente, é o momento de reflexão da palavra, da meditação, da assimilação daquilo que foi dito. Sem o silêncio o indivíduo ficaria muito restrito às comunicações verbais sem os fundamentos da profundidade. Ouviria e passaria sem que pudesse ter um peso na evolução do ser humano.

Na Bíblia, há várias passagens acerca do silêncio, tanto no sentido negativo quanto no sentido positivo. A loquacidade, por exemplo, é condenada pela sua leviandade. O domínio da língua, por outro lado, é sinal de autodomínio. Em certo trecho dos Provérbios, “A língua assemelha-se ao timão de um navio, que é preciso dirigir e controlar”. “A sabedoria está em saber calar e saber falar em seu devido tempo”. (Ecl 3, 1-7)

Em se tratando de nossa relação com Deus, silêncio absoluto, estejamos atentos às palavras de Cristo, que veio ao mundo para nos ensinar a obediência ao Pai, no sentido de fazer transcender a nossa alma enfermiça. Por isso, o cuidado de não nos apegarmos demasiadamente à superficialidade do cotidiano, às sugestões da mídia, às sugestões de outras tantas inutilidades para a evolução real do nosso Espírito.

O silêncio é o lenitivo para todas as nossas dores. Exercitemo-nos em ouvir os outros, pois todos podem ser nossos professores em algum detalhe da vida. 

Complemento

“Quando a ascética cristã fez a apologia do silêncio, não o fez como negação da comunicação, que é a expressão suprema dos valores interpessoais, mas sim como um serviço a essa comunicação com Deus e com os irmãos”.

Essa apologia foi feita para arrancar a comunicação de seus caminhos rotineiros e superficiais e canalizá-la para as profundezas de um autêntica experiência

Silencio representa traição à causa quando a situação exige que se proclame corajosamente o Evangelho

A maravilha de Deus também provoca no homem o silêncio da surpresa, da estupefação.

Neste mundo de tantas palavras tão falsas e superficiais é preciso aprender a fazer silêncio e ponderar bem aquilo que vai dizer, para não repetir slogans maquinalmente, mas falar como expressão de vivência interior. 

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

ver mais

26 fevereiro 2012

Charles Richet e a Fé

O Espírito Irmão X, no capítulo 16 ("A Passagem de Richet"), de Crônicas de Além-Túmulo, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, relata o desencarne de Charles Richet, criador da metapsíquica. Segundo o texto, ele fora enviado ao Planeta Terra com a missão de desenvolver a ideia da imortalidade. Teve todas as circunstâncias favoráveis, mas não deixou a fé crescer em seu coração. 

Daí, a seguinte frase: "Se, após oitenta e cinco anos de existência na face da Terra, ele não pode adquirir, com a sua ciência, a certeza da Imortalidade, é desnecessária a continuação da sua estada nesse mundo. Como recompensa aos seus esforços honestos em benefício dos irmãos em humanidade, quero dar-lhe agora, com o poder do meu amor, a centelha divina na crença, que a ciência planetária jamais lhe concedeu, nos seus labores ingratos e frios". 

Leia o texto completo em: https://sites.google.com/site/centroismael/passagem-de-richet-a
ver mais

25 fevereiro 2012

Hipócritas e Hipocrisia, em o Evangelho Segundo o Espiritismo


Introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo

Em “Notícias Históricas”, no item Fariseus, temos: “Acreditavam, ou, pelo menos, fingiam acreditar na Providência, na imortalidade da alma, na eternidade das penas e na ressurreição dos mortos”. Jesus, que prezava a simplicidade e as qualidades da alma, procurou, em toda a oportunidade, desmascarar-lhes a hipocrisia.

Em “Sócrates e Platão, Precursores da Ideia Cristã e do Espiritismo”, extraímos: Sócrates, como o Cristo, foi vítima do fanatismo, por haver atacado as crenças que encontrara e colocado a virtude real acima da hipocrisia e do simulacro das formas; o combate aos preconceitos religiosos tem esse preço. 

Capítulo VIII  Bem-Aventurados Aqueles que Têm Puro o Coração.

Em “A Verdadeira Pureza. Mãos não lavadas”, temos: “Hipócritas, bem profetizou de vós Isaías, quando disse: Este povo me honra de lábios, mas conserva longe de mim o coração; é em vão que me honram ensinando máximas e ordenações humanas." (Mateus, 15, 1 a 20)

Comentário: Não é o que entra pela boca que macula o homem, mas o que sai, pois o que sai provém do coração.

Capitulo X    Bem-Aventurados Aqueles que São Misericordiosos

Em “O Argueiro e a Trave no Olho”, temos: “Como é que vedes um argueiro no olho do vosso irmão, quando não vedes uma trave no vosso olho? - Ou, como é que dizeis ao vosso irmão: Deixa-me tirar um argueiro ao teu olho, vós que tendes no vosso uma trave? - Hipócritas, tirai primeiro a trave ao vosso olho e depois, então, vede como podereis tirar o argueiro do olho do vosso irmão”. (Mateus, 7, 3 a 5.)

Comentário: vemos o mal que há no outro, mas somos incapazes de ver o mal que há dentro de nós. Este é o grande problema da Humanidade. Para resolvê-lo, deveríamos nos colocar no lugar do outro.

Capítulo XI — Amar ao Próximo como a Si Mesmo

Em “Dai a César o que é de César”, os discípulos dos fariseus fazem a seguinte pergunta a Jesus: É-nos permitido pagar ou deixar de pagar a César o tributo? “Jesus, porém, que lhes conhecia a malícia, respondeu: Hipócritas, por que me tentais? Apresentai-me uma das moedas que se dão em pagamento do tributo. E, tendo-lhe eles apresentado um denário, perguntou Jesus: De quem são esta imagem e esta inscrição? - De César, responderam eles. Então, observou-lhes Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”. (Mateus, 22, 15 a 22; Marcos, 12, 13 a 17.)

Comentário: a questão proposta tinha o cunho de transformar um problema político em religioso. Mas, “Jesus conhecendo sua malícia”, evita a dificuldade, dando-lhes uma lição de justiça, dizendo-lhes para restituírem a cada um o que lhe era devido.

Capítulo XII — Amai os Vossos Inimigos

Em “A Vingança”, os Espíritos nos instruem que a vingança, as mais das vezes assume aparências hipócritas, ocultando nas profundezas do coração os maus sentimentos que o animam. “Toma caminhos escusos, segue na sombra o inimigo, que de nada desconfia, e espera o momento azado para sem perigo feri-lo...”

Capítulo XIII  Que a Vossa Mão Esquerda não Saiba o que Dá a Vossa Mão Direita

Em “Fazer o Bem Sem Ostentação”, anotamos: “Tende cuidado em não praticar as boas obras diante dos homens, para serem vistas, pois, do contrário, não recebereis recompensa de vosso Pai que está nos céus. - Assim, quando derdes esmola, não trombeteeis, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa. - Quando derdes esmola, não saiba a vossa mão esquerda o que faz a vossa mão direita; - a fim de que a esmola fique em segredo, e vosso Pai, que vê o que se passa em segredo, vos recompensará”. (Mateus, 6 , 1 a 4.)

Comentário: esta passagem evangélica caracteriza a beneficência modesta; é sinal de grande superioridade moral, pois quem o faz deixa de lado a vida presente e concentra-se na vida futura; deixa de lado o reconhecimento dos homens para, se possível, ter o reconhecimento de Deus.

Capítulo XXI — Haverá Falsos Cristos e Falsos Profetas

Em “Não Acrediteis em Todos os Espíritos”, temos: “O Espiritismo revela outra categoria bem mais perigosa de falsos Cristos e de falsos profetas, que se encontram, não entre os homens, mas entre os desencarnados: a dos Espíritos enganadores, hipócritas, orgulhosos e pseudo-sábios, que passaram da Terra para a erraticidade e tomam nomes venerados para, sob a máscara de que se cobrem, facilitarem a aceitação das mais singulares e absurdas idéias”.

Comentário: se não analisarmos cuidadosamente a mensagem dos Espíritos, poderemos facilmente cair em suas ciladas.

Capítulo XXVII  Pedi e Obtereis

Em “Qualidades da Prece”, temos: “Quando orardes, não vos assemelheis aos hipócritas, que, afetadamente, oram de pé nas sinagogas e nos cantos das ruas para serem vistos pelos homens. - Digo-vos, em verdade, que eles já receberam sua recompensa...” (Mateus, 6, 5 a 8.)

Comentário: procuremos orar sempre em silêncio, no âmago do nosso coração.

Capítulo XXVIII — Coletâneas de Preces Espíritas

Em “Para Afastar os Maus Espíritos”, anotamos “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que limpais por fora o copo e o prato e estais, por dentro, cheios de rapinas e impurezas. - Fariseus cegos, limpai primeiramente o interior do copo e do prato, a fim de que também o exterior fique limpo. - Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas, que vos assemelhais a sepulcros branqueados, que por fora parecem belos aos olhos dos homens, mas que, por dentro, estão cheios de toda espécie de podridões. - Assim, pelo exterior, pareceis justos aos olhos dos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniqüidades”. (Mateus, 23, 25 a 28.)

Comentário: os Espíritos não se afastam pela ordenança ou pelo pedido. Precisamos despojar de nós o que os atrai. 
ver mais

22 fevereiro 2012

Consciência Cristalizada

O que significa cristalizar? Como uma consciência pode se cristalizar? Figuradamente, podemos dizer que cristalizar é a ação de concentrar-se, de fixar-se em torno de um sentimento, de uma ideia, de um assunto etc.: a cristalização da atenção. Em se tratando da consciência, podemos dizer que é aquela que se fixou, se concentrou num conteúdo de ideias e sentimentos, sem querer dele abrir mão.

A consciência se cristaliza porque não nos empenhamos em pensar por nós mesmos, ficando à escuta sempre dos outros ou dos apelos do mundo que nos circunda, como toda a espécie de mídia. Além disso, quando não nos concentramos em nós mesmos, podemos ser presas fáceis do monoideísmo, das ideais fixas, muitas delas nos levando aos quadros de obsessão, com os seus desdobramentos em fascinação e subjugação.

Sócrates,na Antiguidade, já nos falava da necessidade de nos conhecermos a nós mesmos, de nos tornarmos seres humanos autoconscientes. Em 7 de janeiro de 1937, no capítulo 25, do livro Crônicas de Além-Túmulo, pelo Espírito Irmão X, através de Francisco Cândido Xavier, volta ao mesmo tema, ou seja, à “consciência de si mesmo”, como a única maneira de combater o pensamento cristalizado.

Desta mensagem, escolhemos duas passagens que nos auxiliam a compreensão deste tema: 
 1ª) desejaríeis enviar para o mundo as vossas mensagens benevolentes e sábias?  Seria inútil, pois os homens da Terra ainda não se reconheceram a si mesmos; são cidadãos da pátria, sem serem irmãos entre si; — 2) há a elite dos filósofos que se sentiriam orgulhosos de vos ouvir. — Mesmo entre eles as nossas verdades não seriam reconhecidas. Quase todos estão com o pensamento cristalizado no ataúde das escolas.

No Espiritismo, aprendemos que o estado mórbido da consciência (monoideísmo) caracteriza-se pela persistência de uma ideia, que nem o curso normal das ideias, nem a vontade conseguem dissipar. A fixação mental é uma questão de atitude assumida. Se mudarmos o foco, ou seja, se melhorarmos o teor energético de nosso pensamento,  ampliaremos o nosso campo mental para o bem e estaremos nos libertando dos pensamentos malsãos.

Quando toda a humanidade tornar-se consciente de si, não haverá mais cidadãos da pátria, mas somente irmãos entre si. 


Palestra em PDF 
Palestra em html
Palestra em PowerPoint
Mais textos em PowerPointhttp://www.sergiobiagigregorio.com.br/powerpoint/powerpoint.htm 
ver mais

Sócrates, no Instituto Celeste de Pitágoras

O Espírito Irmão X, no capítulo 25 ("Sócrates"), de Crônicas Além-Túmulo, por Francisco Cândido Xavier, oferece-nos alguns dados para a nossa reflexão. Percebemos que a tônica do pensamento de Sócrates, mesmo depois de todos esses séculos, ainda funda-se na consciência de si. Em todas as suas respostas, vale-se da comparação entre o estado atual da humanidade e a distância para com o perfeito conhecimento de si mesmo.  

Para Sócrates, os homens da Terra ainda não se reconheceram a si mesmos; ainda são cidadãos da pátria, sem serem irmãos entre si. Por isso, acha inútil enviar ao mundo suas mensagens benevolentes e sábias. Acrescenta que, mesmo entre os filósofos,  as suas verdades não seriam reconhecidas, pois eles mantêm o pensamento cristalizado no ataúde das escolas.

Em suas explicações, faz uma indagação: não crucificaram, por lá, o Filho de Deus, que lhes oferecia a própria vida para que conhecessem e praticassem a verdade? 

ver mais

13 fevereiro 2012

Droga: A Trivialização do Imediato

O problema das drogas assenta-se na transcendência do imediato. Os jovens, mais do que os adultos, necessitam evadir-se do real, pois estão sempre à procura de novas experiências, de novos desafios. Buscam-no, se preciso for, nas drogas, quer sejam lícitas ou não. Na trivialização do imediato, eles não percebem as consequências deste pernicioso vício, cujos malefícios podem se desdobrar para o futuro, inclusive nas próximas encarnações.

As causas, ou o processo de iniciação às drogas, podem ser individuais e sociais. No âmbito individual, apontamos: 1) falta de maturidade para enfrentar a vida; 2) dependência psicológica; 3) falta de adaptação às contrariedades; 4) anseio para evadir-se para mundos fantásticos; 5) pressa para adquirir bens que outros levaram quase a existência inteira; 6) fuga ao esforço para resistir a este vício.  

Os fatores sociais, mais decisivos do que os individuais, são: 1) países desenvolvidos exportam o vício da droga; 2) países pobres gostam de imitar os costumes dos países ricos; 3) a droga é vista como prova de audácia e valentia; 4) anseio juvenil de viver experiências novas; 5) busca-se um clima para sensações fortes e grandes; 6) a droga é mais acessível e parece trazer menos complicações imediatas; 7) confronto com adultos, por causa do caráter proibitivo.

No estudo das drogas, convém salientar que elas não são igualmente perniciosas, pois há as tranquilizantes, as estimulantes e as alucinógenas. Observe que a maconha, o haxixe e as drogas psicodélicas podem ter efeitos prejudiciais, mas não são para sempre. Entretanto, devemos tomar cuidado com as drogas verdadeiramente perniciosas, como o ópio, a morfina, a heroína, a cocaína e o crack.

O tratamento ao drogado deve ser um misto de medicina, psicologia e religião. Na medicina, aplica-se a substância medicamentosa; na psicologia, o aconselhamento salutar; na religião, o amparo da fé. É importante ter muito tato para afastar os jovens desse caminho. Necessitamos propor-lhes novos horizontes, novas perspectivas, enfatizando que a presente situação não é criminosa, mas que pode ser mudada para coisas úteis e produtivas à sociedade.

Embora a cura do drogado seja difícil, a prevenção é o elemento-chave para que o jovem se desvie desse pernicioso mal da sociedade moderna.  

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

PARA REFLETIR


Amigos da Patrícia, que o texto se refere, me mostraram esta matéria e em sabendo de minha formação espírita, pediram se não é possível auxiliar a jovem em questão, apesar de já falecida.  Sendo por esta razão que venho pedir aos senhores que a auxiliem.

Muito obrigado.
Marcílio 

Meu nome é Patrícia, tenho 17 anos, e encontro-me no momento quase sem forças, mas pedi para a enfermeira Dane minha amiga, para escrever esta carta que será endereçada aos jovens de todo o Brasil, antes que seja tarde demais. Eu era uma jovem "sarada", criada em uma excelente família de classe média alta de Florianópolis.Meu pai é Engenheiro Eletrônico de uma grande estatal, e procurou sempre para mim e para meus dois irmãos dar tudo de bom e o que tem de melhor, inclusive liberdade que eu nunca soube aproveitar. Aos 13 anos participei e ganhei um concurso para modelo e manequim para a Agência Kasting e fui até o final do concurso que selecionou as novas Paquitas do programa da Xuxa. Fui também selecionada para fazer um Book na Agência Elite em São Paulo. Sempre me destaquei pela minha beleza física, chamava a atenção por onde passava. Estudava no melhor colégio de "Floripa", Coração de Jesus. Tinha todos os garotos do colégio aos meus pés. Nos finais de semana freqüentava shopping, praias, cinema, curtia com minhas amigas tudo o que a vida tinha de melhor a oferecer às pessoas saradas, física e mentalmente.
Porém, como a vida nos prega algumas peças, o meu destino começou a mudar em outubro de 1994. Fui com uma turma de amigos para a OCTOBERFEST em Blumenau. Os meus pais confiavam em mim e me liberaram sem mais apego. Em Blumenau, achei tudo legal, fizemos um esquenta no "Bude", famoso barzinho da Rua XV. À noite fomos ao "PROEB" e no "Pavilhão Galego" tinha um show maneiro da Banda Cavalinho Branco. Aquela movimentação de gente era trimaneira". Eu já tinha experimentado algumas bebidas, tomava escondido da minha mãe o Licor Amarula, mas nunca tinha ficado bêbada. Na quinta feira, primeiro dia de OCTOBER, tomei o meu primeiro porre de CHOPP. Que sensação legal curti a noite inteira "doidona", beijei uns 10 carinhas, inclusive minhas amigas colocavam o CHOPP numa mamadeira misturado com guaraná para enganar os "meganha", porque menor não podia beber; mas a gente bebeu a noite inteira e os "otários" não percebiam. Lá pelas 4h da manhã, fui levada ao Posto Médico, quase em coma alcoólico, numa maca dos Bombeiros. Deram-me umas injeções de glicose para melhorar. Quando fui ao apartamento quase "vomitei as tripas", mas o meu grito de liberdade estava dado.
No dia seguinte aquela dor de cabeça horrível, um mal estar daqueles como tensão pré- menstrual. No sábado conhecemos uma galera de S.Paulo, que alugaram um "ap" no mesmo prédio. Nem imaginava que naquele dia eu estava sendo apresentada ao meu futuro assassino.
Bebi um pouco no sábado, a festa não estava legal, mas lá pelas 5:30h da manhã fomos ao "ap" dos garotos para curtir o restante da noite. Rolou de tudo e fui apresentada ao famoso baseado "Cigarro de Maconha", que me ofereceram. No começo resisti, mas chamaram a gente de "Catarina careta", mexeram com nossos brios e acabamos experimentando. Fiquei com uma sensação esquisita, de baixo astral, mas no dia seguinte antes de ir embora experimentei novamente. O garoto mais velho da turma o "Marcos", fazia carreirinho e cheirava um pó branco que descobri ser cocaína. Ofereceram-me, mas não tive coragem aquele dia.
Retornamos a "Floripa" mas percebi que alguma coisa tinha mudado, eu sentia a necessidade de buscar novas experiências, e não demorou muito para eu novamente deparar-me com meu assassino "DRUGS". Aos poucos meus melhores amigos foram se afastando quando comecei a me envolver com uma galera da pesada, e sem perceber eu já era uma dependente química, a partir do momento que a droga começou a fazer parte do meu cotidiano. Fiz viagens alucinantes, fumei maconha misturada com esterco de cavalo, experimentei cocaína misturada com um monte de porcaria. Eu e a galera descobrimos que misturando cocaína com sangue o efeito dela ficava mais forte, e aos poucos não compartilhávamos a seringa e sim o sangue que cada um cedia para diluir o pó. No início a minha mesada cobria os meus custos com as malditas, porque a galera repartia e o preço era acessível. Comecei a comprar a "branca" a R$ 7,00 o grama, mas não demorou muito para conseguir somente a R$ 15,00 a boa, e eu precisava no mínimo 5 doses diárias. Saía na sexta-feira e retornava aos domingos com meus "novos amigos". Às vezes a gente conseguia o "extasy", dançávamos nos "Points" a noite inteira e depois farra.
O meu comportamento tinha mudado em casa, meus pais perceberam, mas no início eu disfarçava e dizia que eles não tinham nada a ver com a minha vida. Comecei a roubar em casa pequenas coisas para vender ou trocar por drogas. Aos poucos o dinheiro foi faltando e para conseguir grana fazia programas com uns velhos que pagavam bem. Sentia nojo de vender o meu corpo, mas era necessário para conseguir dinheiro. Aos poucos toda a minha família foi se desestruturando. Fui internada diversas vezes em Clínicas de Recuperação. Meus pais sempre com muito amor gastavam fortunas para tentar reverter o quadro. Quando eu saía da Clínica agüentava alguns dias, mas logo estava me picando novamente. Abandonei tudo: escola, bons amigos e família.
Em dezembro de 1997 a minha sentença de morte foi decretada; descobri que havia contraído o vírus da AIDS, não sei se me picando, ou através de relações sexuais muitas vezes sem camisinha. Devo ter passado o vírus a um montão de gente, porque os homens pagavam mais para transar sem camisinha. Aos poucos os meus valores, que só agora reconheço, foram acabando, família, amigos, pais, religião, Deus, até Deus, tudo me parecia ridículo. Meu pai e minha mãe fizeram tudo, por isso nunca vou deixar de amá-los.
Eles me deram o bem mais precioso que é a vida e eu a joguei pelo ralo. Estou internada, com 24kg, horrível, não quero receber visitas porque não podem me ver assim, não sei até quando sobrevivo, mas do fundo do coração peço aos jovens que não entrem nessa viagem maluca... Você com certeza vai se arrepender assim como eu, mas percebo que é tarde demais pra mim.


OBS.: Patrícia encontrava-se internada no Hospital Universitário de Florianópolis e descreve a enfermeira Danelise, que Patrícia veio a falecer 14 horas mais tarde que escreveram essa carta, de parada cardíaca respiratória em conseqüência da AIDS.
Por favor, repassem esta carta. Este era o último desejo de Patrícia.

Recebido de Marcílio Franco da Costa Pereira em janeiro de 2013. 
ver mais

09 fevereiro 2012

Caminho

“O caminhante não tem caminho, o caminho se faz ao caminhar”.

O caminho é o símbolo expressivo da vida humana. Representa uma incessante caminhada da infância à juventude, desta para a maturidade e da maturidade para a velhice. Há o caminho rústico do homem do campo e o caminho apressado do homem citadino. Podemos caminhar por ruas, avenidas e praças. Nos campos, as estradas estão vazias; nas cidades, superlotadas.   

Tomar um caminho velho, aberto pelas gerações anteriores, é aproveitar as suas experiências, as quais podem nos desviar dos erros que já cometeram. A navegação mostra-se mais suave que na terra, mas tem também os seus percalços, ou seja, as tormentas do alto mar. Psicologicamente, podemos falar do caminho interior, em que cada um faz a sua própria caminhada.  

Do ponto de vista religioso, o que conta é o aproveitamento moral da existência. Nesse sentido, há o bom e o mau caminho. O bom caminho exige esforço, dedicação, persistência para entrar pela porta estreita; o mal, que se fundamenta no comodismo, pode nos levar aos vícios de toda espécie. O caminho é meio, a meta é a salvação. O caminho por excelência do cristão é caminhar com Cristo, que nos leva ao Pai. Jesus não só nos ensina o caminho, como nos faz encontrar com o Pai.

O caminho nos faz lembrar da estrada real, que significa a via direta, a via reta, que está em oposição aos caminhos tortuosos. Vejamos o que Fílon de Alexandria diz a respeito: "Entremos na estrada real, nós que achamos que é preciso abandonar as coisas da terra, nessa estrada real da qual nenhum homem é senhor, somente aquele que é verdadeiramente rei... Aquele que viajar pela estrada real não sentirá fadiga até o seu encontro com o rei". Baseando-se nessa estrada real é que Cristo disse: "eu sou o caminho, a verdade e a vida".

A estrada real da santa cruz, de que nos reporta o Evangelho, é tomar cada um a sua cruz, e com ela caminhar ao reino do céu. Tomas A. Kempis, em Imitação do Cristo,  diz-nos que: “Na cruz está a salvação, na cruz a vida, na cruz o amparo contra os inimigos, na cruz a abundância da suavidade divina, na cruz a fortaleza do coração, na cruz o compêndio das virtudes, na cruz a perfeição da santidade”. Complementa que somente os que tomam a sua cruz e seguem a jesus entrarão na vida eterna.

Que o nosso caminho seja o verdadeiro caminho da salvação de nossa alma.

ver mais

05 fevereiro 2012

Joaquim Mota e a Divulgação do Espiritismo

O Espírito Humberto de Campos (Irmão X), no capítulo 12 (“Espiritismo e Divulgação”), do livro Cartas e Crônicaspsicografado por Francisco Cândido Xavier, relata o caso de Joaquim Mota, espírita de convicção desde a primeira mocidade.

Era espírita, sem a preocupação de militância. Como perdera um amigo, Licínio Fonseca, sentiu-se muito triste e desolado, pedindo, em prece, a possibilidade de ter com o amigo no plano espiritual. O pedido foi concedido. 

Os dois conversaram por longo tempo a respeito da imortalidade da alma, da lei de ação e reação, da necessidade de ajudar ao próximo...

Num dado momento da conversa.

- Mota! Mota! Ouça!... Você está certo de que a vida aqui é a continuação do que deixamos e fazemos? já se convenceu de que todos os recursos do plano físico são empréstimos do Senhor, para que venhamos a fazer todo o bem possível e que ninguém, depois da morte, consegue fugir de si mesmo?...
- Sim, sim...
Nesse instante, porém, Licínio desvairou-se. Passeou pelo recinto o olhar repentinamente esgazeado, fêz instintivo movimento de recuo e bradou:
- Fora daqui, embusteiro, fora daqui!...
O visitante, dolorosamente surpreendido, tentou apaziguá-lo:
- Licínio, meu amigo, que vem a ser isso? acalme-se, acalme-se... – Sou eu, Joaquim Mota, seu companheiro do dia-a-dia...
- Nunca! Embusteiro, mistificador!... Se ele conhecesse as realidades que você confirma, jamais me teria deixado no suplício da ignorância... Meu amigo Joaquim Mota é como eu, enganado nas sombras do mundo... Ele foi sempre o meu melhor irmão!... Nunca, nunca permitiria que eu chegasse aqui, mergulhado em trevas!...

Texto completo em: https://sites.google.com/site/centroismael/espiritismo-e-divulgacao
ver mais