26 novembro 2012

Desvio de Rumo

"Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram."
 (Mateus, 7, 13 e 14.)

O rumo de um Centro Espírita é uma linha imaginária traçada de acordo com os princípios codificados por Allan Kardec. Tudo o que foge do aspecto doutrinário do Espiritismo pode ser considerado um desvio de rota, distanciando-nos, como pessoas e Centro Espírita, do porto de chegada, do nível de evolução que podemos atingir.

O desvio de rumo pode ser assim caracterizado: inclusão de preces (extraídas de outras religiões), sala para aplicação do Reiki, uso de roupas especiais, de cristais etc. Ainda: anexar ao Centro Espírita salas para médicos, dentistas, psicólogos etc. Quando se amplia demasiadamente os trabalhos que não dizem respeito diretamente ao Espiritismo, perde-se o foco da verdadeira missão de um Centro Espírita, que é a divulgação da Doutrina Espírita.

O Espiritismo é ciência, filosofia e religião. Na codificação, há esclarecimentos  para qualquer tipo de dúvida, além das conhecidas mensagens evangélicas, próprias para o consolo de nossa alma. Em princípio, não haveria necessidade de incluir coisas externas. O médico, o professor de ioga, o psicólogo e o terapeuta devem ser buscados fora do Centro. No Centro Espírita dever-se-ia, segundo o nosso ponto de vista, atender às coisas da Doutrina e da modificação interior, que já são muitas.   

O problema está em implantar esses serviços dentro de um Centro Espírita. Até que ponto eles são essenciais ao funcionamento de um Centro Espírita? Não estaríamos desviando o foco, o objetivo central do Espiritismo, que é a libertação da consciência pelo conhecimento e uso da razão?

Imaginemos a perda de foco, de objetivo. Há muitas histórias a respeito. Lembremo-nos de uma (“O Problema Mais Difícil” [cap. 36]), extraída do livro Jesus no Lar, pelo Espírito Neio Lúcio, psicografado por Francisco Cândido Xavier, em que um rei incumbira os seus três filhos de levar uma dádiva ao palácio do príncipe governante: o primeiro seria o portador de um rico vaso; o segundo levaria uma corça rara; o terceiro transportaria um bolo primoroso. No caminho, principiaram a discutir. “O depositário do vaso não concordou com a maneira pela qual o irmão puxava a corça delicada, e o responsável pelo animal dava instruções ao carregador do bolo, a fim de que não tropeçasse, perdendo o manjar; este último aconselhava o portador do vaso valioso, para que não caísse”. Resultado: o bolo caiu, o vaso quebrou-se e a corça fugiu.

Antes de implantarmos algo novo num Centro Espírita, verifiquemos, primeiramente, se atende aos princípios doutrinários do Espiritismo.  
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29 outubro 2012

Para o Alvo


“Alcançaremos o alvo que mantivermos em mira.”

Urge ponderarmos sobre os nossos objetivos, os nossos alvos, os nossos desejos nesta vida. Mais tempo ou menos tempo, eles podem ser satisfeitos. O provável funcionamento: o nosso pensamento emite fluxos energéticos ao espaço; um poder extra-sensorial capta essas emissões e se encarrega de concretizá-las. Por isso, a frase: “Alcançaremos o alvo que mantivermos em mira.”

O Espírito Emmanuel, no capítulo 40 (“Ante o Objetivo”), do livro Fonte Viva, psicografado por Francisco Cândido Xavier, pede-nos para tomarmos cuidado com o teor do nosso pensamento. Ele diz: “O avarento sonha com tesouros amoedados e chega ao cofre forte”; “o malfeitor comumente ocupa largo tempo, planificando a ação perturbadora, e comete o delito”; “o político hábil anseia por autoridade e atinge alto posto no domínio terrestre”. Acontece que, a cada meta, há um preço respectivo: uns perdem a paz, outros aviltam o seu nome e outros ainda desfiguram o caráter.

Acrescenta: se impostos tão pesados são exigidos a objetivos inferiores, o que se dirá do anelo com o Criador? Esta é a questão básica. Este é o nosso aprendizado, o nosso exercício. Observe Paulo que, depois de renunciar ao poder romano, sofreu todo o tipo de provações: açoites, zombarias, prisões etc.

Embora tenhamos que atender às necessidades do corpo físico, os nossos objetivos verdadeiros deveriam centrar-se na evolução do Espírito imortal, na transcendência de nossa alma, na busca de novos caminhos, mas sempre sob a direção de nosso mestre Jesus. 
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25 outubro 2012

Chico Xavier: O Maior Brasileiro de todos os Tempos

Francisco Cândido Xavier foi eleito, em 3 de outubro de 2012, o maior brasileiro de todos os tempos, em pesquisa popular feita pelo programa do SBT "O Maior Brasileiro de Todos os Tempos". 

Três personalidades chegaram à grande decisão: Princesa Isabel, Santos Dumont e Chico Xavier. 

Representado por Saulo Gomes, com mais de 70% dos votos na final, Chico Xavier foi o grande vencedor. 

"Ele mostrou para o mundo que ainda vale a pena a gente melhorar e ser bom", afirmou Eurípides Higino dos Reis, filho adotivo de Chico Xavier.

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Filme: E a Vida Continua

Lançamento14 de setembro de 2012 (1h37min).
Dirigido por Paulo Figueiredo.
Com Lima Duarte, Amanda Acosta, Luiz Baccelli e outros.

Sinopse do filmeErnesto (Luiz Bacelli) tem 50 anos e carrega consigo uma tragédia do passado, a qual esconde através de um sorriso bem humorado. Ele conhece Evelina (Amanda Acosta), de 25 anos, ao ajudá-la na estrada, após o carro dela enguiçar. Ambos estão indo ao mesmo hotel e, aos poucos, constroem uma amizade sólida baseada também nas dificuldades enfrentadas ao longo da vida, já que Evelina está machucada emocionalmente devido à infidelidade do marido.

Baseado no livro E a Vida Continua..., pelo Espírito André Luiz, psicografado por Francisco Cândido Xavier.

Este livro apresenta, em 26 capítulos, a condição do Espírito ao adentrar o mundo espiritual, mostrando que cada um irá respirar de acordo com a condição mental em que se coloque. Segundo o Espírito Emmanuel, os personagens são reais (“cujos nomes foram naturalmente modificados, para não ferir corações amigos na Terra”) que, desencarnados veem-se diante da assistência bondosa de amigos espirituais, que os incentivam à renovação mental, emocional e intelectual, preparando-os para uma nova reencarnação.

Convém, para um bom entendimento do enredo, que se faça uma leitura do livro.



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24 outubro 2012

Ação Fraterna


Algumas pessoas, nesta vida, nasceram num lar equilibrado, estão cercadas de bons amigos, estudam nas melhores universidades do país, trabalham em empresas de renome internacional etc. Com isso, adquirem experiência e projeção na mídia, sendo orgulho de seus familiares e conhecidos. 

Outras pessoas, de um modo geral, não tiveram esta oportunidade. Quantos não são os seres humanos que vivem marginalizados, sem ter o que comer, nem onde dormir? Nas matérias de jornais, vez ou outra, vem à tona locais em que os seres humanos ainda vivem na semi-escravidão. Isso tudo, em pleno século XXI.

A vida e o exemplo de Cristo devem ser o nosso norte. Ele, como os Evangelhos nos mostram, nasceu numa estrebaria, caracterizando a sua humildade neste mundo transitório. Não tinha onde reclinar a cabeça. Mesmo assim, usou o seu verbo amigo para disseminar a fraternidade entre todos os filhos de Deus.

A tônica é: "tratar todos como irmãos". Nesse caso, deve-se renunciar à prepotência das letras, do intelecto e de todos os outros condicionamentos, que foram automatizados ao longo do tempo. Cristo pede apenas que cada um de nós trate o seu próximo como irmão. Nesse sentido, tanto é nosso irmão aquele que varre o chão quanto aquele que administra um país. A diferença está apenas na execução da tarefa. E mesmo no caso dos drogados, dos prisioneiros, ainda assim são nossos irmãos, porém doentes da alma ou do corpo.  

Observemos a luta dos benfeitores espirituais no sentido de abrirem a nossa mente para as verdades morais do Cristo. A todo o momento estão nos inspirando bons pensamentos, estimulando que visitemos um orfanato, um asilo, que ouçamos o moribundo etc. Mas, à semelhança do religioso da parábola do Bom Samaritano, passamos de largo. Parece que não temos nada a ver com o problema alheio.

Ninguém é uma ilha; todos precisamos uns dos outros. Façamos com que  o nosso estudo e a nossa experiência possam ser úteis ao nosso próximo  mais próximo.  
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22 outubro 2012

Breve Histórico do Centro Espírita Ismael: 1962-2012


"A história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos." (Cícero)

Sem registro, a história não existiria. Nas sociedades antigas, antes da invenção da escrita, as informações estavam de posse dos mais velhos. Uma peste poderia dizimar todas as pessoas e a história daquele povo. Por outro lado, os historiadores estão sempre nos estimulando a escrever a história do nosso bairro, da nossa família, da nossa Igreja...

Com esses elementos em mente, começamos a fazer anotações, dispondo-as  (em diversas páginas) na rede de computadores, a Internet. Como os dados estão dispersos, resolvemos juntá-los num livro, intitulado, 50 Anos do Centro Espírita Ismael: Breve Histórico (1962-2012).

A história do Centro Espírita Ismael começa em Araçatuba, distante 570 km de São Paulo. De lá veio a família Grillo: Antonio Grillo Filho, Angelina Grillo e João Zilio Grillo. Frequentando a FEESP, encontram o Sr. Sr. Humberto Bury e esposa e resolveram, juntamente com outros companheiros do “Culto Cristão no Lar”, fundar o Centro Espírita Ismael, em 15/08/1962.

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26 setembro 2012

Situação do Espírito durante a Gestação

O mundo espiritual, o verdadeiro mundo, é onde se encontram os Espíritos quando não estão no mundo físico. Lá, eles fazem uma reflexão de sua vida material e programam, quando for a ocasião, uma próxima encarnação. De acordo com a literatura espírita, há palestras, cursos e orientações dos mentores espirituais. Depois de refeitos e bem esclarecidos, são convidados para uma nova etapa de progresso no mundo material. 

Allan Kardec, em O livro dos Espíritos, instrui-nos sobre os dois tipos de perturbação (mudança de um plano existencial para outro) que o Espírito sofre: quando desencarna e vai para a erraticidade; e quando encarna e vem para este mundo. Para reencarnar, há a miniaturização do perispírito e o começo do esquecimento do passado, a fim de possa entrar no mundo material sem os problemas que afligiam a sua consciência. 

Resumindo o processo: através da concepção, um corpo é oferecido ao Espírito. Uma vez oferecido, outro Espírito não poderá habitá-lo em seu lugar. Como o Espírito está ligado e não unido, ele tem liberdade para usar as suas faculdades como lhe apeteça. Essa liberdade, contudo, depende da distância entre o momento da concepção e sua encarnação propriamente dita. Quanto mais perto, menos liberdade, pois o processo de esquecimento do passado se agiliza. 

Na gestação, devemos considerar o auxílio que os protetores do espaço oferecem ao Espírito reencarnante, à futura mãe e ao futuro pai. Nos capítulos 11 e 12 de Missionários da Luz, o Espírito André Luís relata todo o processo da reencarnação de Segismundo, um Espírito bastante endividado com relação às leis naturais. Há apelos e palavras de ânimo, a fim de fortalecer a família diante da justiça divina. 

Há uma troca incessante de impressões entre a mãe e o filho que está sendo gerado. Quando o futuro filho é um Espírito inferior ele não traz sensações muito agradáveis. O Dr. Ricardo Di Bernardi diz-nos que a sintonia depauperada dos campos vibratórios pode gerar os enjoos e os desejos extravagantes da futura mãe. Pede, contudo, para não se generalizar, porque o sintoma pode ser meramente físico. 

Um lar equilibrado fornece o ambiente propício para um reencarne tranquilo. Quando este é desarmonizado, tanto a mãe quanto o novo rebento sofrem, inclusive com a influência nefasta de Espíritos imperfeitos.
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20 setembro 2012

Despedindo-se do Cargo de Presidente do Centro Espírita Ismael


Na despedida do cargo de Presidente do Centro Espírita Ismael, ocorrida em 15/09/2012, tomamos a liberdade de resumir os 36 anos de nossa atuação nesta Casa de Espírita. Começamos em 1976, quando ouvíamos o final das aulas do Curso de Aprendizes do Evangelho (1.ª Turma), ministrado pela Federação Espírita do Estado de São Paulo (FEESP). Como tínhamos um problema de saúde, pediram-nos para passar no Depoe (Entrevista). Depois de algumas assistências espirituais, inscrevemo-nos no Curso de Médiuns e no Curso de Aprendizes do Evangelho, ainda ministrado pela FEESP. Logo em seguida, fomos convidados para integrar a Diretoria Executiva do CEI.

Assim: na gestão 1979/1982 (Sr. Nascimento), exercemos o cargo de 2.º Tesoureiro; na gestão 1982/1985 (Sr. Gomes), Secretário Geral e diretor do Departamento de Ensino; na gestão 1985/1988 (Sr. Gomes), Vice-Presidente e diretor do Departamento de Ensino; nas gestões 1988/1991 e 1991/1994, Presidente; na gestão 1994/1997 (Sr. Agenor), diretor do Departamento de Ensino; na gestão 1997/2000 (Sr. Agenor), Vice-Presidente e diretor do Departamento de Ensino; nas gestões 2000/2003 e 2003/2006 (Sr. Gomes), Vice-Presidente e diretor do Departamento de Ensino; nas gestões 2006/2009 e 2009/2012, Presidente.  

Neste resumo, lembramos que ainda não tínhamos concluído o 4.º ano do Curso de Médiuns (denominação antiga) e já nos escalaram para dar aula no 2.º do respectivo curso. Ao participarmos do ensino, e seguindo o exemplo do Sr. Bismael, que havia montado a apostila do Curso Básico, começamos a elaborar as apostilas do 2.º, do 3.º e do 4.º ano do Curso de Educação Mediúnica. Depois, complementamos com as apostilas do Curso de Expositor, do Curso de Introdução à Filosofia Espírita e do Curso de Introdução ao Evangelho.

Em nossas quatro gestões (12 anos) como Presidente, surgiu a oportunidade de compra dos fundos do CEI (1988/1994) e da Unidade II (2006/2009), na Rua Ponta de Pedras, 59, onde pudemos construir quatro boas salas de aula para o estudo da Doutrina Espírita e formação de novos colaboradores. Nada disso seria possível, sem os recursos financeiros arrecadados nas diretorias que nos precederam.

Acompanhando o progresso da Internet, construímos, em 2001, o site do Centro Espírita Ismael (www.ceismael.com.br), onde fomos postando artigos e ensaios, apostilas dos cursos e textos sobre administração, ou seja, todas as experiências que acumulamos no Ismael, o que proporcionou um estoque de conhecimentos muito útil, e que não poderia ficar oculto. Para dimensionar, em um mês de férias escolares (07/07/2012 a 06/08/2012), tivemos 78.662 visualizações de páginas.

Tendo esse banco de dados, postado na Internet, ocorreu-nos juntar todas essas informações em um livro, “50 Anos do Centro Espírita Ismael: Breve Histórico (1962-2012)”, cujo lançamento deu-se no dia 19 de agosto de 2012, durante as festividades de aniversário dos nossos 50 anos.

Por último, só nos resta agradecer a todos (encarnados e desencarnados) que nos auxiliaram nesta longa empreitada. Parabéns Ismael! Que os fundamentos doutrinários do Espiritismo possam ser multiplicados cada vez mais.  
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Simbolismo da Luz


O simbolismo da luz é ponto central da religião. É uma experiência registrada tanto pelos religiosos antigos como os atuais. A luz possui a capacidade mágica de transformar a noite em dia, as trevas em luminosidade, o mal em bem.

A primeira ação de Deus, na Bíblia, foi separar a luz das trevas, o dia da noite. No relato bíblico, Deus é como o autor da luz, e até as próprias trevas reconhecem o seu poder. Deus tem algo a mais: é a própria luz.  

Na profecias dos antigos, Jesus Cristo é tido como a luz do mundo, e Zacarias o proclama como o sol que ilumina do alto. João, em seu evangelho, diz que Jesus é a luz que ilumina todos os homens. Segundo João, Cristo diz: “Eu sou a luz do mundo. Quem me segue não anda em trevas”.

Os apóstolos procuraram expandir a luz de Jesus. Paulo apoderou-se da luz de Cristo no caminho de Damasco. Primeiramente, teve um enceguecimento; depois, curado dessa cegueira momentânea, transformou-se no principal divulgador do cristianismo no mundo. 

A mensagem cristã nada mais é do que a expansão da luz de Cristo para todos os povos, sem preconceitos de cor ou raça.  
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19 setembro 2012

Mecânica e Teoria Quântica


1. Mecânica é a ciência que estuda os efeitos das forças sobre corpos ou fluidos em repouso ou em movimento. Mecânica quântica é a área da física que estuda a estrutura do átomo e o movimento das partículas atômicas. A mecânica quântica refere-se aos estudos mais amplos da quântica. A teoria quântica, proveniente dos estudos de Niels Bohr, é um termo mais estreito do que a mecânica quântica e demonstra como os átomos irradiam luz. (1)

2. A mecânica quântica pode ser assim compreendida: 1) no interior do átomo, os elétrons – minúsculas partículas de carga elétrica negativa – movem-se descrevendo órbitas em torno de um núcleo de carga positiva; 2) cada órbita quantificada tem um valor particular de energia; 3) esta órbita só pode modificar-se quando o átomo é perturbado. Quando uma força age sobre o átomo, o elétron pode saltar de uma órbita mais alta para uma mais baixa, liberando energia sob a forma de luz; 4) esta luz é liberada sob a forma de um pequeno feixe de energia denominado quantum ou fóton. A energia de um fóton corresponde à diferença de energia das duas órbitas entre as quais ocorreu o salto. (1)

3. Em épocas passadas, os cientistas acreditavam que a luz era uma onda, emitida como um fluxo contínuo. Na mecânica quântica, a luz é um jato de fótons separados, que têm, ao mesmo tempo, características de ondas e partículas.

4. O princípio da incerteza, estabelecido por Heisenberg, tem muita importância para o estudo da mecânica quântica. De acordo com este princípio, a posição e a velocidade de uma partícula não podem ser simultaneamente medidas com precisão.

5. O princípio da sobreposição é outro elemento capital para o entendimento da teoria quântica. Façamo-lo através de um exemplo: pegue um pedaço de giz e quebre-o em dois. Para a física clássica, um pedaço estaria “aqui”; o outro, “lá”. Substituamos o giz por um elétron. No mundo quântico, não há apenas estados de “aqui” e “lá”, mas uma vasta quantidade de outros estados que são misturas dessas possibilidades – um pouco “aqui” e outro tanto “lá”, todos juntos. (2, p. 35)

6. Não nos esqueçamos do experimento da fenda dupla. Este experimento se resume em se ter um bombardeador de elétrons que dispara um feixe contínuo de partículas. Essas partículas colidem com uma tela em que há duas fendas. Depois da tela com fendas, há uma tela de detecção que pode registrar a chegada dos elétrons. Este fenômeno é um exemplo da dualidade onda/partícula do elétron. Os elétrons que chegam um a um têm comportamento corpuscular; o padrão de interferência coletivo resultante é comportamento ondulatório. (2, p. 36)

7. Os estudos da física quântica podem ser aplicados em outros campos de interesse: 1lógica quântica. Na lógica clássica, havia a suposição do terceiro excluído. Se dissermos que João é ruivo e que ele se encontra em casa ou no bar, esperamos encontrá-lo num desses dois lugares. Não há meio termo entre “casa” e “não em casa”. Com a teoria quântica, que admite a sobreposição, podemos falar em lógica dos três valores: “verdadeiro”, “falso” e, ainda, a resposta probabilística do “talvez” (2, p. 51 e 52); 2) a computação quântica. A computação quântica leva em conta o princípio da sobreposição. A computação convencional está assentada na combinação de operações binárias (zero e um). Uma chave está ligada ou desligada. No mundo quântico, a chave poderia estar em um estado que é uma sobreposição dessas duas possibilidades clássicas. (2, p. 91 e 92)

8. Para complementarmos este assunto, valhamo-nos das explicações dadas pelo Espírito Emmanuel, em O Consolador (perguntas 15 a 26), em que afirma que a ciência poderá estabelecer as bases convencionais da matéria, mas não a base legítima, em sua origem divina. Acrescenta: “Sob a diretriz divina, a matéria produz força, a força gera o movimento, o movimento faz surgir o equilíbrio da  atração e a atração se transforma em amor, identificando-se todos os planos da vida na mesma lei de unidade estabelecida no Universo pela sabedoria divina”. (3, pergunta 21)

(1) Enciclopédia Delta Universal
(2) POLKINGHORNE, John. Teoria Quântica. Tradução de Iuri Abreu. Porto Alegre, RS: L&PM, 2011. (Coleção L&PM POCKET Encyclopaedia, v. 985)
3) XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1977. 
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12 setembro 2012

Funeral e Enterro


Funeral e enterro dizem respeito às cerimônias e ritos que os seres humanos prestam aos entes que desencarnaram. É uma forma de render-lhes culto e agradecer-lhes pela oportunidade do convívio neste mundo. No fundo dos funerais e dos enterros, há a obediência aos costumes religiosos, como, por exemplo, vestir-se de preto, acender velas, jogar terra nos túmulos etc.

A inumação (enterrar) e a cremação (queimar, reduzindo a cinzas) são os tipos mais comuns de sepultamento. Há, também, o costume de se colocar o cadáver num barco e deixá-lo no mar ou, ainda, de levá-lo para um lugar alto. Além  desses, que procuram descartar o morto, há outros que procuram guardá-lo como se estivessem ainda vivos. É o caso do embalsamento egípcio (múmias).

Os israelitas tinham grande apreço em enterrar os mortos. Não era por medo da intervenção deles, pois quem morreu não vive mais. Não era por causa da celebração funerária, pois Israel não praticava o culto aos mortos. Tratava-se de uma honra devida a todo homem, mesmo aos inimigos. Os ritos praticados pelos judeus eram os seguintes: fechamento dos olhos, lavar o cadáver e, pelo menos em certas épocas posteriores, envolver o morto em um lençol. Somente por punição é que se podia queimar o cadáver.

No cristianismo, a fé na ressurreição se fez viva. O túmulo vazio em que Jesus fora enterrado indica a ausência do enterrado, que havia passado à presença de Deus. O Novo Testamento pouco fala da preocupação dos cristãos com o enterro. Jesus repele o costume de chorar ao caixão. Pedro manda os que choravam embora pois a morte é uma mensagem de esperança. A  sobrevivência dos mortos até a ressurreição é uma das crenças mais arraigadas na Igreja. 

Em nota à pergunta 329 de O Livro dos Espíritos, J. H. Pires diz: “O respeito pelos mortos não é apenas um costume, como se vê, é um dever de fraternidade, que a consciência conserva e para o qual nos alerta. Por pior que tenha sido o morto, não temos o direito de aumentar-lhe o suplício com as nossas vibrações agressivas. A caridade nos manda esquecer o mal e lembrar o bem, pois só assim ajudaremos o Espírito desencarnado a superar as suas falhas e esforçar-se para evoluir. Pensando e falando mal dele, só podemos prejudicá-lo, irritá-lo e até mesmo voltá-lo contra nós”

Respeitemos todas as cerimônias e ritos religiosos. O importante é o apreço que todos dão aos seus entes queridos, que se foram para o além-túmulo. 

Fonte de Consulta: IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.
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Cremação e Espiritismo


Os seres humanos sempre pensaram em devolver à natureza o que da natureza é, pois na Bíblia está escrito que voltaremos ao pó da terra. O mais comum é devolver o cadáver ao solo, enterrando-o. Contudo, há a cremação, a colocação do cadáver nos rios ou nos mares e, também, levando-o ao alto de uma montanha. É como devolvermos o defunto aos quatro elementos dos antigos: terra, fogo, água e ar.

A morte tem relação com o funeral, o enterro e o cemitério. No funeral, procuramos homenagear os mortos, obter favores dos deuses e prover os mortos com atos considerados necessários para a vida no outro mundo. No enterro, procuramos pôr o cadáver em algum tipo de recipiente, geralmente chamado de esquife ou caixão. No cemitério, alojamos o cadáver em alguma sepultura.

A cremação é a ação de queimar, de reduzir a cinzas. Em se tratando do ser humano, destruir, pelo fogo, os seus restos mortais. Isto é feito em fornos especiais, cuja temperatura deve oscilar entre 1.100 a 1370 graus centigrados. Como símbolo, é a destruição do inferior para que advenha o superior, a salvação do e pelo espírito.

Inumação é o mesmo que sepultamento ou enterro. Defendida pela Igreja, atende à combustão lenta. Para que seja higiênica, deve obedecer às normas técnicas, como, por exemplo, terras bem porosas e sem rochas. 

Estudos médicos mostram que a suposta higiene da cremação não tem sentido quando se sabe que os terrenos para inumação podem ser bem tratados. Segundo esses médicos, as doenças não são transmitidas pelos mortos ou mesmo pelo ar, mas pelo ser vivente.

Espírito desencarnado pode sofrer com a cremação dos elementos cadavéricos? Na resposta à pergunta 151, de O Consolador, o Espírito Emmanuel faz-nos entender que a espera por mais tempo é preferível, porque nas primeiras horas, ainda não foram desfeitos todos os laços sutis que prendiam o Espírito ao corpo físico. Fala-se em esperar pelo menos 72 horas.

Para o Léon Denis, em nota de rodapé, a inumação deve ser preferida à cremação, devido ainda à inferioridade dos seres habitantes no planeta Terra, porque a cremação provoca um desprendimento mais rápido, mais brusco e violento, doloroso mesmo para a alma apegada à Terra por seus hábitos, gostos e paixões. (Denis, 1995, p. 135)

DENIS, L. O Problema do Ser, do Destino e da Dor. 18. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1995.
XAVIER, F. C. O Consolador, pelo Espírito Emmanuel. 7. ed. Rio de Janeiro:
FEB, 1977.

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31 agosto 2012

50 Anos de Existência do Centro Espírita Ismael

Em 19 de agosto de 2012, no Clube Atlético Guapira, localizado em Jaçanã, São Paulo, Capital, comemoramos os 50 anos de existência do Centro Espírita Ismael. 

Tivemos a presença de José Medrado, que veio da Bahia, especialmente para essa festividade e Paula Zamp, que nos brindou com as suas músicas. 

Na ocasião, houve a apresentação da nova Diretoria Executiva, que dirigirá essa Casa pelos próximos três anos, ou seja, de 16/08/2012 a 15/08/2015. 

Para mais informações, assista aos vídeos, cujos links estão abaixo: 

Aniversário do C.E.I. (50 Anos: Depoimentos) [19/08/2012] (32min)

Aniversário do C.E.I. (50 Anos: Toda a festividade) [19/08/2012] (3h20min) 
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Programa Nosso Centro: 24 de agosto de 2012

No dia 24 de agosto de 2012, participamos do Programa Nosso Centro, da Rádio Boa Nova de Guarulhos, que é levado ao ar às 6.ª feiras, das 22 às 23h. Este programa é coordenado por Marcelo Stanczyk, Carlos Brito e Oswaldo Galvão Filho. Esteve presente também a futura presidente do Centro Espírita Ismael, Terezinha de Fátima Sgulmar. 


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29 agosto 2012

Amai-vos e Instruí-vos


Nas palestras espíritas, ouvimos frequentemente a frase: “amai-vos e instruí-vos”. Quem a proferiu? Onde está situada? Qual o seu alcance? Essa frase encontra-se no capítulo VI (“O Cristo Consolador”) de O Evangelho Segundo o Espiritismo e, mais especificamente, nas instruções dos Espíritos, com o subtítulo “Advento do Espírito de Verdade”.

No quinto parágrafo dessas instruções, há os seguintes dizeres: “Espíritas! amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os erros que nele se enraizaram são de origem humana, e eis que, além do túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: Irmãos! nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade" (O Espírito de Verdade, Paris, 1860).

Em se tratando do amor, conceito polissêmico, podemos vê-lo sob o ponto de vista do amor egoísta (tudo nos pertence), do amor racional (em que a razão tem grande predominância) e  do amor doação ou incondicional (aquele ensinado por Jesus). Cabe-nos, ao longo de nossa trajetória de progresso, passarmos do amor egoísta ao amor incondicional, em que daremos tudo sem pedir nada em troca.

Instruir é fornecer ou adquirir conhecimentos. É educar ou treinar alguém numa dada atividade. A instrução pode ser do tipo “bancária”, em que o professor dá importância ao “conteúdo da matéria” e instrução “problematizadora”, em que o professor procura formar cabeças pensantes. Há, também, a instrução evangélica, aquela baseada na pedagogia de Jesus, consubstanciada no ensinamento contido no relato da candeia e do alqueire.

Antes de empreender, necessário se faz definir o objetivo. O objetivo da instrução espírita é divulgar os princípios doutrinários do Espiritismo, para que mais pessoas possam entrar em contato com esses ensinamentos de libertação de consciência. Para tanto, o divulgador deve se debruçar sobre as obras básicas e complementares da Doutrina Espírita. Sem isso, assemelha-se ao falso profeta que Jesus denunciava em seu Evangelho. 

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, ensina-nos que o amor resume inteiramente a doutrina de Jesus. Diz-nos que "no início o homem não tem senão instintos; mais elevado e corrompido, só tem sensações; mais instruído e purificado tem sentimentos; e o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu foco ardente todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas". (Kardec, 1984, p. 146)

O verdadeiro discípulo do Evangelho deve instruir amorosamente os seus adeptos na preciosa doutrina que dissipa o erro das revoltas.

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984.

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24 agosto 2012

Situação Inesperada: Teste para o nosso Equilíbrio


Quando menos esperamos, surge uma dificuldade em nossa vida. Perguntamos: como isso pode acontecer comigo? O que eu fiz? É dívida do passado? É prova?  É expiação? Será que Deus se esqueceu de mim? O inesperado ocorre com mais frequência do que o esperado. Se tivéssemos esperado, possivelmente a ocorrência não produziria tanto impacto. O que seria de nossa evolução sem os contratempos? Como exercitaríamos a virtude se não aparecesse o vício? De qualquer maneira, cabe-nos manter o equilíbrio físico e espiritual.

Em meio ao fogo cerrado, convém refletirmos sobre nossa reação. Se simplesmente reagimos a um fato, a um problema, não estamos vivenciando plenamente aquele momento. Em quaisquer situações, devemos manter o domínio do leme. Nesse caso, convém destacar que é preciso agir e não reagir. A reação mostra que somos escravos da opinião alheia. O correto é tomarmos consciência do ocorrido e agir segundo os ensinamentos morais do Evangelho.

Observe a seguinte história: uma dada mulher era tida como exemplar, pois na infância obedeceu aos pais, na escola obedeceu aos mestres, quando se casou, obedeceu ao marido, depois aos filhos. Num dado momento de sua vida, sente uma vontade imensa de se matar, mas ouve um sonoro NÃO de Deus. A partir daí começou a dizer não a tudo o que não fosse essencial ao seu projeto de vida. Essa mudança de atitude causou estranheza aos que estavam acostumados com a sua cega obediência.

Em vista disso, deixemos as pessoas e não guardemos ressentimento de espécie alguma. Ninguém nos deve nada, nem mesmo desculpas. O problema não está no outro, mas em nossa avaliação do ocorrido. Para os indiferentes, tudo é normal, inclusive pisar os seus semelhantes. Contudo, para aquele que já adquiriu conhecimentos superiores, o menor dos males ressoa imediatamente em sua consciência, como uma espécie de remorso.

Relanceemos o olhar sobre nós e guardemo-nos de julgar as ações alheias. Reflitamos, também, sobre duas frases de Thomas A. Kempis: “Se Deus fora sempre o único objetivo dos nossos desejos, não nos perturbaria tão facilmente qualquer opinião ao nosso parecer”. “Aquilo que o homem não pode emendar em si mesmo ou nos demais, deve ele tolerar com paciência, até que Deus disponha de outro modo. Considera que talvez seja melhor assim, para provar tua paciência, sem a qual não têm grande valor nossos méritos”.

Evitemos que o ressentimento penetre em nossos pensamentos. Lembremo-nos da frase: “Estar com Deus, mesmo que seja no inferno, é estar no paraíso”.
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16 agosto 2012

Inspiração Mediúnica no Livro Medicina e Alquimia


Dr. Marcio Bontempo é médico, com formação em homeopatia, medicina ortomolecular, nutrição e saúde publica. Não se diz espírita, mas reconhece a influência dos Espíritos nas suas ideias e nos livros que já escreveu.

Na apresentação do livro Medicina e Alquimia: Mea Opera Medica, de sua autoria, explica todo o processo mediúnico que resultou na publicação da obra. Inicialmente, mostrou-se arredio à força inspiradora, até que um dia um espiritualista lhe disse que aquilo que escrevia não era da sua cabeça, mas vinha por influência de Espíritos. Depois disso, pesquisou o assunto, consultou os livros de Francisco Cândido Xavier e passou a confiar mais na mediunidade.

Alguns trechos de sua apresentação:

“Não sou espírita, mas coloco-me como um eclético, livre-pensador e estudioso de todas as religiões e filosofias”.

“O velho (espírito) dizia que, embora eu fosse despreparado e obtuso, teria a incumbência de receber o material referente a um livro que ele havia escrito e não pudera publicar. Segundo ele, seus mestres afirmavam que ‘haveria uma época certa para que a obra viesse à luz e fosse oferecida à humanidade’”

“O certo é que me dirigi feito um autômato para o computador e como que perdi a consciência”.

“O ‘velho’, num dos textos, identificou-se como Dr. Martius Gutezeit, um médico alquimista que vivera na Alemanha aproximadamente entre 1650 e 1780. Fora perseguido pelos colegas e pelas autoridades por causa de suas críticas e opiniões relativas à classe médica, à medicina e à mentalidade de sua época. Assim como Vesalius, Seruetus, Harvey e outros, tinha sido obrigado a mudar-se constantemente para escapar à perseguição dos acadêmicos, aliados do clero feroz, sempre a ameaçar os ‘hereges’ com a fogueira da inquisição”.  
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16 julho 2012

Respeito à Função do Outro


"Para as pessoas que se odeiam, qualquer coisa é motivo de confusão, inclusive a fixação da tela inicial de um computador".

Num dado setor de um Centro Espírita, cada um dos usuários de um computador punha a sua tela (inicial) favorita. Embora não fosse regra, acabou se tornando um costume, um hábito. De repente, um deles, porque não gosta do outro, resolve, por conta própria, fixar a tela a seu gosto. O outro chega para o seu turno trabalho e não consegue mais modificar a tela. Qual a sua reação? Reportar-se ao presidente da entidade.

É a partir desse ponto que começamos essa reflexão. Por que ele foi direto ao presidente em vez de ir ao responsável por aquela área de serviço? Fez por impulso? Não teria confiança no seu chefe direto? Acha que o presidente tem poderes ilimitados? Acontece que o presidente não é o dono, como se costuma falar sobre a administração de Centros Espíritas. Sua função é ordenar as funções dos outros. Ordenar não significa mandar, mas distribuir tarefas segundo as determinações do próprio estatuto social.

Vejamos, contudo, como um pequeno deslize nas regras de utilização pode fazer-nos perder muito tempo, além de deixar muitas pessoas estressadas. O presidente, depois de repensar o que houve, tem que entrar em contato com o diretor daquela área, para ver se ela tinha autorizado aquela mudança; depois, tem de conversar com a pessoa que provocou tal mudança; posteriormente, dar satisfação ao que trouxe a reclamação. Se cada um cumprisse as suas funções, nada disso estaria acontecendo e nem precisaríamos estar escrevendo sobre isso.

Este é apenas um relato do que pode acontecer numa organização quando não aprendemos a respeitar as pessoas que foram colocadas na função de chefia.  Uma coisa simples pode se tornar uma bola de neve: um fica descontente aqui, outro ali, e assim vamos contaminando toda a organização. Num Centro Espírita, devemos ter em mente que essas desavenças podem diminuir a sua proteção espiritual, abrindo-se brechas para que Espíritos menos felizes imponham a sua vontade ao grupo.

Falar na tribuna, expressar comentários altruístas e recitar pensamentos elevados pode ser relativamente fácil; a dificuldade está em colocá-los em prática. Se nós, que já temos certa idade, não tolerarmos os defeitos dos mais jovens, ainda inexperientes da vida, bem longe estamos de seguir os exemplos de Jesus, que nos ensinava a perdoar não sete, mas setenta vezes sete vezes. 
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11 julho 2012

Seguindo Jesus


“... Que te importa a ti? Segue-me tu” – Jesus. (João, 21,23)

Em nossas atividades no campo da vida e, mais especificamente, no campo da religião, passamos por diversos incômodos, que nos desagradam e nos arrastam às desilusões e ao sentimento de ingratidão. Em vista desse desalento, parece que o mundo rui sobre nós e não temos mais vontade de continuar a nossa tarefa, profissional ou mediúnica. Isso, porém, não é novidade: não será a primeira nem a última vez.

Pessoas que nos exortavam ao trabalho, agora surgem indiferentes; pessoas que julgávamos detentoras da verdade, agora estão no mundo da mentira; pessoas que quando ainda estávamos no posto de comando nos respeitavam e nos obedeciam, agora nos isolam, deixam-nos longe daquilo que mais gostávamos.

Todos esses acontecimentos são exteriores, pois quando fazemos o bem pelo bem, jamais sentiremos a ingratidão. É por esta razão que João, citando Jesus, nos convida a seguir o Mestre. E por quê é providencial esta advertência? Porque somente Jesus é capaz de consolar as nossas  chagas interiores. Podemos perder tempo com diversões, com reclamações, com maledicências. Mas, se quisermos aquietar o nosso coração, temos que direcionar a nossa atenção para Jesus e seus ensinamentos.

Pensando melhor: será que quando estávamos num posto chave, dentro de uma organização, não dávamos a nós mesmos um valor muito  maior do que merecíamos? Será que não tínhamos um apego demasiado ao nosso posto de comando? Será que só nós tínhamos razão, impedindo os outros de expressarem suas opiniões? Será que não estamos recebendo de volta o que provocamos no próximo?

Uma coisa é certa: nada que se nos acontece, acontece por acaso. É possível que o nosso tempo de comando tenha chegado ao fim. Quem sabe a divindade não está nos preparando experiências mais úteis, mais essenciais ao nosso progresso material e espiritual? Por que, então, reclamar dos nossos companheiros que nos relegaram, que nos deixaram ao léu? Observe os sofrimentos de Paulo e de tantos outros que resolveram seguir as pegadas de Jesus.

"Que te importa a ti? Segue-me tu". Eis um dístico que deveríamos pôr em prática em nosso dia a dia. 
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09 julho 2012

Anencefalia


Encéfalo. Do grego enkephalos, que está dentro da cabeça. O conteúdo da caixa craniana, isto é, cérebro, cerebelo, pedúnculo, protuberância e bulbo. Anencefalia. Monstruosidade caracterizada pela ausência total do encéfalo. É quase sempre acompanhada de acrania. AnencefalianoMed. Monstro privado de encéfalo. Os anencefalianos compreendem dois grupos: os anencéfalos aos quais falta o cérebro e a espinhal medula, e os direncéfalos, aos quais falta apenas o cérebro. Entre estas duas formas há outras de transição: os pseudencéfalos e os exencéfalos.

Na segunda quinzena de abril de 2012, o Supremo Tribunal Federal legalizou o aborto do feto anencéfalo. Embora tenha sido aprovado por 8 votos a favor e dois contra, houve um viés, pois o Supremo Tribunal Federal legislou, matéria esta que deveria ser deixada a cargo do Poder Legislativo. Uma vez aprovado, devemos obedecer e respeitar a lei.

Como o aborto do anencéfalo pode ser visto segundo a Doutrina Espírita? Para o Espiritismo, o acaso não existe. Todo nascimento é uma prova para os pais e para os filhos. Prova essa que ajuda no crescimento espiritual de ambos. Interromper a gravidez porque a lei permite será um inconveniente para o progresso desse ser junto a uma família, mesmo que seja por minutos, horas ou dias.

Para mais informações, assista aos vídeos do programa do Centro Espírita Ismael, denominado "Minutos com a Doutrina": 

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07 julho 2012

Paixão


Paixão – Do grego pathos, sofrer, suportar. Significa o estado "passivo" do ser humano, contraposto aos fenômenos da atividade. Uma das dez categorias de Aristóteles, designa o fato de sofrer a ação de um agente exterior. As paixões podem ser: a) superiores ou racionais  (busca do saber, do verdadeiro); b) inferiores ou sensíveis (comida, bebida, sexo).

paixão é um fenômeno psicológico complexo, onde a sua caracterização é feita por comparação com a inclinação e o sentimento. A inclinação é primitiva e inata, permanente, mais ou menos vaga e geral; o sentimento é também natural. A paixão é um sentimento, mas que se tornou tirânico, egoísta e centrado num único objeto de desejo, deixando o seu possuidor indiferente a tudo que o rodeia.  

A base da paixão é biológica, mas não  podemos reduzi-la a uma mecânica fisiológica, pois entram em cena os aspectos psicológicos (temperamento, vontade e imaginação, incluindo a exploração do inconsciente) e sociais (educação recebida, os exemplos, os costumes e o meio frequentado), que ajudam a desenvolver as predisposições hereditárias. As paixões afetam o homem como um todo (orgânico e psicológico). É no psiquismo, contudo, que a influência é mais larga, pois transforma o apaixonado numa espécie de "possesso", a ponto de dizer: "Viver uma paixão é demais", "É coisa de louco". 

Em se tratando de uma comparação entre emoção e paixão, podemos dizer que a emoção é um estado da mesma natureza que o sentimento, porém de maior complexidade, pois é excitada por um complexo ideológico. A paixão, por seu lado, é a reação às emoções, produzidas por causas externas e internas. Inicialmente passiva, torna-se ativa quando espontaneamente a eles adere e passa a cooperar com eles.

Por falar em paixão, lembremo-nos da Paixão de Cristo. É a narração desde a agonia de Jesus no Getsêmani até à sepultura. É o evento central da história da Salvação e a consumação dos atos salvíficos de Deus. Em linhas gerais, é a conspiração dos sacerdotes, a traição de Judas, a ceia, o processo diante dos sacerdotes e de Pilatos, a crucificação, a sepultura etc. Em seu relato, o apóstolo Marcos quis salientar a eficácia da morte de Jesus, no sentido de libertar o homem do pecado.

De acordo com a Doutrina Espírita, a paixão, sendo natural, não é má em si mesma. “A paixão está no excesso provocado pela vontade, pois o princípio foi dado ao homem para o bem e as paixões podem conduzi-lo a grandes coisas. O abuso a que ele se entrega é que causa o mal”. Uma paixão se torna perniciosa justamente no momento em ela deixa de ser governada e passa a nos governar. A paixão está no exagero da emoção ou do sentimento. Ela se apresenta como efeito e não como causa. 

O ser humano poderia, pelos seus próprios esforços, vencer as paixões. Falta-lhe, contudo, a vontade. Para vencer a “cristalização progressiva” e o “desencadeamento fulminante”, nada melhor do que a prática da abnegação.

Fonte de Consulta

KARDEC, A. O Livro dos Espíritos. 8. ed. São Paulo: Feesp, 1995 (perguntas 907 a 912).

ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]
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01 julho 2012

Coração


Coração. Órgão muscular oco, situado no tórax, e que constitui o elemento motor central da circulação do sangue. Desde tempos remotos, o coração é apresentado como a sede da alma, do sentimento, da coragem, da consciência e da razão. Já no antigo mito mesopotâmico, “o medo da morte se aloja no coração”, e leva Gilgamesh a procurar pela erva da imortalidade. No embalsamento egípcio, todos os órgãos internos eram retirados, menos o coração, que permanecia em seu lugar.

Na antiguidade, o coração era o símbolo da vida mental, da vida afetiva, da vida interior e da personalidade integral do homem. A partir do século VI a.C., na Grécia, em que a filosofia deixou de ser mítica para se tornar racional, também começou a distinguir os campos de ação do intelecto e do sentimento. O coração vai condividir com o cérebro o privilégio de ser o centro principal do ser humano.

Durante a Idade Média, o coração, sem deixar de ser símbolo da coragem, passa a ser, sobretudo, símbolo do Amor. É troca e compenetração dos corações – do amor-sensualidade ao amor-sensibilidade e deste em amor-idealidade. Mas, “para os poetas provençais, o coração é o lugar onde o amor se concentra. É nele que penetra a flecha – o raio luminoso – e é nele que ela se fixa: os sentidos são apenas as portas do coração. Por isso, o amor recíproco só pode existir quando a mesma flecha atravessou os dois corações”.

Se tomarmos verticalmente o ser humano, veremos que há três pontos principais: o cérebro, o coração e o sexo. Mas o central é o coração e, por esta condição, concentra os outros dois. Ele adquire o sentido de eternidade (todo centro é símbolo de eternidade, dado que o tempo é movimento externo da roda das coisas e, no meio, encontra-se o “motor imóvel” segundo Aristóteles).

Na filosofia, na religião e no Espiritismo, há muitas frases sobre o coração. Vejamos algumas extraídas da Doutrina Espírita: A amizade verdadeira não é cega, mas se enxerga defeito nos corações amigos, sabe amá-los e entendê-los mesmo assim. A arte de ouvir é, também, a ciência de ajudar” (Joanna de Ângelis); “A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia” (Joanna de Ângelis); “Aqueles que amparamos constituem nosso sustentáculo. O coração que socorremos converter-se-á agora ou mais tarde em recurso a nosso favor. Ajudando seremos ajudados. Dando, receberemos: esta é a lei Divina” (do livro: Jesus no Lar).

Todo excesso é prejudicial. Procuremos equilibrar cérebro e coração. Agindo assim, vamos edificando o reino de Deus dentro dos nossos corações e, com isso, acumulando provisões para auxiliar os corações alheios.  

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17 junho 2012

Assistência Espiritual como Promoção da Harmonia do Ser


Nesta reflexão, enfatizamos que a teoria deve vir antes da prática, pois podemos confundir os meios com os fins. O fim último do Espiritismo é a evangelização do ser humano. Os passes, a doutrinação de Espíritos e os trabalhos de assistência social são os meios. Eles complementam a teoria, os princípios fundamentais codificados por Allan Kardec.

Em sentido amplo, a Assistência Espiritual já se apresenta na criação dos Espíritos, em que os operários espirituais vão guiando  ser humano até que ele possa adquirir o pensamento continuo, a razão e o livre-arbítrio, onde começa a responder por seus atos. E nem por isso deixa de receber o amparo dos benfeitores do espaço.  

Para que haja Assistência Espiritual, há necessidade de termos: Espíritos superiores, os médiuns e a intenção destes, pois os Espíritos superiores estão sempre prontos a nos ajudar, mas se o intermediário ( médium) não oferecer condições adequadas (intenção), eles terão mais dificuldade de transmitir os seus eflúvios energéticos.

Num Centro Espírita, somos condicionados a aceitar que uns trabalhos são mais fortes que outros, como por exemplo, o trabalho de desobsessão. Puro engano. Acreditamos que as palestras doutrinárias, principalmente a denominada Palestra A2, essencialmente evangélica, é o trabalho mais forte de todos, pois nela são ventiladas sugestões para uma mudança comportamental, a única via capaz de nos libertar da presa dos Espíritos obsessores. 


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13 junho 2012

Corpo de Deus (Corpus Christi) e Corpo Místico de Cristo


O Corpo de Deus, em latim Corpus Christi, é a festa que a Igreja celebra todos os anos na 5ª feira, depois da oitava do Pentecostes, em honra ao mistério da Eucaristia, os livros litúrgicos.

Ao longo do tempo, duas acepções estiveram presentes: Corpo de Cristo e Corpo Místico de Cristo. A Bíblia, que não conhece a expressão Corpo Místico de Cristo, fala-nos do Corpo de Cristo em três sentidos: a) corpo individual de Jesus; b) corpo eucarístico, sacramental, dado em alimento aos apóstolos na última ceia com o mandato de perpetuar tal mistério; c) todos aqueles que participam deste corpo eucarístico de Cristo tornam-se membros de um único corpo de Cristo.

O Corpo Místico de Cristo mostra que, por força da Encarnação redentora, todo gênero humano, unido a Cristo como sua cabeça, tem por destino formar um só corpo com Jesus Cristo. Cristo, comunicando o Seu Espírito, faz de todos os povos, como que Seu corpo místico (Lumen Gentium, § 7), unindo-os pelo batismo e pela Eucaristia num só corpo, que é a Igreja, da qual Ele é a cabeça.

A origem do Corpo Místico de Cristo encontra-se nas epístolas de Paulo. Nas dirigidas aos romanos e aos coríntios, Paulo, tratando da gravidade da impureza, fala que eles eram membros de Cristo e quem adere à prostituta faz-se um com ela, assim quem adere ao Senhor, faz-se um corpo espiritual com Ele. Na Patrística, Santo Agostinho e outros padres insistem na união real dos fieis entre si em Cristo, como fruto da participação eucarística.

Há contradições sobre a Igreja católica representar o Corpo Místico de Cristo. Deixemo-las de lado. Enveredemos o nosso pensamento sobre algo mais substancial, ou seja, perceber a ação pela qual Cristo une cada fiel ao seu corpo pessoal por meios visíveis e invisíveis.

Fonte de Consulta

ENCICLOPÉDIA LUSO-BRASILEIRA DE CULTURA. Lisboa: Verbo, [s. d. p.]
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08 junho 2012

útil, Inútil e Espiritismo

O "útil" caracteriza-se pela intermediação,  vale por tudo aquilo a que se dirige, não  por si mesmo. A criação e a renovação constante são seus atributos. Constroem-se máquinas e equipamentos  com a finalidade de aumentar  produção e produtividade. O produzir por produzir gera angústia, pois não se divisa o "para que" produzir.


O "inútil", em se tratando de um fim em si mesmo, caracteriza-se pela perfeição e pela liberdade. Nesse sentido, a existência lúdica, a estética e a  especulação  intelectual desinteressada tornam-se uma necessidade, porque  distanciam-nos dos aspectos práticos da vida. A contemplação de uma boa  música ou de uma obra de arte pode levar-nos ao êxtase.

 O útil relaciona-se ao progresso material; o inútil, ao progresso moral. Como podemos vê-los sob a ótica espírita?  Allan Kardec, ao tratar da Lei do Progresso, diz-nos que os povos  não podem ficar eternamente no estado natural. Afirma-nos, ainda, que conforme as civilizações tornam-se complexas, o homem tem de descobrir novos  meios  de produção, a fim de atender às suas necessidades, que também se ampliam. Portanto, o útil,  em si mesmo, não é fator negativo.

Por outro lado,  esclarece-nos  que  devemos dosar progresso técnico e progresso moral. É difícil os dois caminharem juntos. O progresso material vem à frente, para  desenvolver a inteligência.  Esta, depois, terá condições de escolher  entre  o bem e o mal. Optando pelo bem, sabe-se o que se produz e para que finalidade. O produzir por produzir deixa de existir.

A  Mente, refletida pelos postulados  espíritas, cria condições de conduzir nossas ações para o meio-termo. Possuamos a máquina, mas não nos deixemos possuir por ela.

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Vultos, Luzes e Figuras

Para os que não estão acostumados com os fenômenos mediúnicos, o aparecimento de vultos, luzes e figuras causa certa apreensão e querem saber o porquê daquilo estar acontecendo com elas. 

No Espiritismo, que é uma doutrina da fé raciocinada, precisamos eliminar todos os fatos materiais, para, depois, aventar uma possibilidade mediúnica.

Allan Kardec, em O Livro dos Médiuns (do capítulo IV ao XIV da 2.ª Parte), orienta-nos, com a ajuda dos Espíritos superiores, sobre os vários fenômenos de efeitos físicos, tais como, aparição, levitação, transportes etc. 

No Centro Espírita, aprendemos que, excluindo todas as ocorrências materiais, poder-se-ia dizer que no indivíduo existe um “fundo mediúnico”, isto é, percepções ainda incipientes da mediunidade. Às vezes, desaparece com um simples tratamento espiritual. 

Se for um chamamento para a tarefa mediúnica, seria conveniente a pessoa matricular-se num curso de Educação Mediúnica, onde receberia as devidas orientações para o seu desenvolvimento mediúnico.
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03 junho 2012

Eliminando o Supérfluo


O que fariam Platão, Sócrates e Aristóteles com a enxurrada de e-mails?

Conforme o tempo vai passando, vamos acumulando muitos bens: livros, roupas, móveis, utensílios etc. Pergunta-se: o que temos em excesso, que coisas podemos descartar? Abramos o nosso guarda-roupa: quantas são as peças guardadas que nunca mais usaremos? Olhemos os nossos livros: quantos já foram corroídos pelo tempo? Quais deles nunca mais abriremos?  

De vez em quando, deveríamos refletir sobre o supérfluo, pois vamos juntando coisas e temos dificuldade de jogá-las no lixo. Alegações não faltam para mantê-las: este livro foi dado por um amigo: o que ele pensaria de mim se viesse à minha casa e não visse o seu livro na minha estante? Tal pessoa me deu este presente: o que ele pensaria de mim sabendo que eu me desfiz dele? 

Observe o nosso dia a dia: quantos comentários, sem necessidade, proliferam nos sites de relacionamento social? E se nos preocupássemos com algo mais profundo, algo que vá ao encontro de nossa necessidade de evolução espiritual? Será que não eliminaríamos muitos pensamentos vãos, superficiais?

Passemos para o campo da alimentação: quanta comida, influenciada pelas nossas emoções, não mandamos goela adentro? Alargamos de tal maneira o nosso estômago que, depois de algum tempo, somos obrigados a fazer cirurgia para diminuí-lo.

Há, também, o supérfluo, no campo da imaginação: quantas ideias, sem objetivo algum,  ficam vagando em nossa cabeça?

“O homem sempre chega tarde às verdades mais simples”, diz o anexim. Acostumados ao excesso, não percebemos que precisamos de muito pouco para viver feliz. Lembremo-nos do ensinamento de Jesus: “Tendo, porém,  sustento, e com o que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes”

Uma coisa que passa despercebida: quanto mais temos, mais temos que cuidar, limpar, mudar de lugar etc. Daí a pergunta: possuímos ou somos possuídos?

Aprendamos a nos desvencilhar do inútil. A crença de que vamos precisar no futuro pode ser errônea. 
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23 maio 2012

Crianças-Prodígio


Criança é o ser humano na infância, pessoa jovem. Diz-se, também, das pessoas adultas que agem como se fossem crianças. Para casos fora do normal, existem terminologias como “criança autista” (criança extremamente retraída), “criança problema” (criança cujo comportamento se afasta dos padrões normais aceitáveis) e “criança-prodígio” (criança que apresenta quociente de inteligência elevado).

Alguns autores preferem o termo criança bem-dotada em vez de criança-prodígio, havendo também as discriminações criança-excepcionalmente superior (para diferenciar da excepcional retardada) e criança precoce.

Léon Denis, no item 15 da 2.ª parte (“As vidas sucessivas. As crianças-prodígio e a hereditariedade”) do livro O Problema do ser, do Destino e da Dor, cita-nos alguns exemplos de crianças-prodígio. Entre eles, estão: 1) William Hamilton estudava o hebraico aos 3 anos, e aos 7 possuía conhecimentos mais extensos do que a maior parte dos candidatos ao magistério; 2) Willy Ferreros, com 4 anos e meio dirigia com maestria a orquestra do “Folies-Bergêre”, de Paris e depois a do Cassino de Lyon.

Léon Denis explica esses fenômenos: “O trabalho anterior que cada Espírito efetua pode ser facilmente calculado, medido pela rapidez com que ele executa de novo um trabalho semelhante, sobre um mesmo assunto, ou também pela prontidão com que assimila os elementos de uma ciência qualquer. Deste ponto de vista, é de tal modo considerável a diferença entre os indivíduos, que seria incompreensível sem a noção das existências anteriores.”

Qual é a origem das faculdades extraordinárias dos indivíduos que, sem estudo prévio, parecem ter a intuição de certos conhecimentos coma as línguas, o cálculo etc.? (Pergunta 219 de O Livro dos Espíritos). Resposta: “Lembrança do passado; progresso anterior da alma, mas do que ela mesma não tem consciência. De onde queres que elas venham? Os corpos mudam, mas o Espírito não muda, embora troque de vestimenta”.

Deste pequeno estudo, verificamos que o elemento básico para a compreensão do tema “criança-prodígio” é a REENCARNAÇÃO. Raciocinando com este princípio, conseguimos refutar as teses da hereditariedade, entre outras. 
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22 maio 2012

Autoridade e Religião


A autoridade, que é a força moral e física que impõe direitos e obrigações entre os seres humanos, pode ser analisada sob dois pontos de vista: moral e política. Moralmente, quando a autoridade se impõe pelo prestígio e dignidade da pessoa humana. Do ponto de vista político, a autoridade, na maioria das vezes, é imposta pela força física, pelo conchavo e pela corrupção, como vemos nos noticiários dos jornais, escritos e falados.

Na antiguidade, a autoridade tinha cunho divino. As vestes e as insígnias reais serviam para que reis e senhores feudais se mostrassem muito diferentes dos outros mortais, podendo, com isso, impor a sua vontade arbitrariamente. Daí, os abusos do poder que campearam nos diversos povos antigos.

No Velho Testamento, cujo regime do povo de Israel era a teocracia, admitia-se que toda a autoridade provinha de Deus, concebido antropomorficamente. Havia uma unidade entre a autoridade e a vontade de Deus. Assim, é Deus que confere ao homem o poder sobre a natureza (Gn 1, 26-28), o poder do marido sobre a mulher (Gn 3,16), o poder dos pais sobre os filhos (Lv 19,13) e até o poder dos reis sobre os seus súditos (1Rs 19,15). Pela grandeza do poder que confere, a autoridade se presta aos mais terríveis abusos.

No Novo Testamento, Jesus dá novo matiz à autoridade. Enquanto os reis da antiguidade queriam prestígio e grandeza pessoal, Jesus prega que a autoridade é algo que deve firmar-se na base do serviço desinteressado ao próximo. A verdadeira autoridade não é conquistada com armas e guerras, mas com a renúncia do próprio eu em favor de todos os irmãos de caminho. Para isso, quem quiser mandar, que se faça primeiro escravo de todos os homens.  

No âmbito da Doutrina Espírita, que é o cristianismo redivivo, Allan Kardec, auxiliado pelos Espíritos superiores, vem nos dizer que a autoridade e a riqueza são empréstimos que a divindade nos oferece e que deveremos prestar contas. Não nos foram dadas para o nosso bel-prazer, mas como fontes de auxílio para o engrandecimento e potencialização do nosso próximo.

Caso estejamos investidos de alguma autoridade, saibamos usá-la em beneficio do próximo, pois foi com essa intenção que Deus a colocou em nossas mãos. 

Fonte de Consulta

IDÍGORAS, J. L. Vocabulário Teológico para a América Latina. São Paulo: Paulinas, 1983.

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