23 setembro 2011

Subsídios para uma Conversa sobre o Centro Espírita Ismael

1. Introdução
Tudo começou em 15 de agosto de 1962, ou melhor, um pouco antes, pois para chegar à sua fundação, houve muitos contratempos, inclusive com a escolha do nome do Centro.
No início, havia apenas uma pequena casa. Com o passar do tempo, foram construídas diversas salas, que servem para aula e passe. Presentemente, temos dois imóveis, com 750 m2 de terreno e uns 1.000 m2 de área construída.
2. Todos os seus Presidentes:
Antonio Teixeira (1962/64);
Antonio Grillo (1964/65);
José Moreira da Costa (1965/66);
José Ferreira de Oliveira Filho (1966/68):
Antônio Francisco Rasga (duas gestões: 1968/70 e 1973/76);
João Lourenço (1970/73);
Wanderlon da Cunha Resende (1976/79);
José Vitorino do Nascimento (1979/82);
José Antenor Gomes Filho (quatro gestões: 1982/85, 1985/88, 2000/03 e 2003/06);
Sérgio Biagi Gregório (4 gestões: 1988/91, 1991/94, 2006/09 e 2009/2012);
Agenor Mikio Honma (duas gestões: 1994/97 e 1997/2000).
3. Trabalhos Espirituais
Há 32 trabalhos espirituais por semana, que ocupam 400 colaboradores, resultando em 1.500 passes espirituais e 150 entrevistas.
Entre os diversos trabalhos de Assistência Espiritual, chamamos atenção para:
1) “Samaritano”, interno e externo. Indicado para doenças graves, principalmente aquelas em que as pessoas estão impossibilitadas de se locomoverem até as dependências do Centro;
2) “Casa de David”. São as assistências A3, A2 e Desobsessão, realizadas nas dependências da Casa de David, localizada na Rodovia Fernão Dias, km 82 (próximo ao bairro Vila Galvão, em Guarulhos);
3) “P3V” – Trabalho para ajudar as pessoas que têm o vício de beber, fumar e ingerir drogas.
4. Cursos Oferecidos Gratuitamente pelo Centro Espírita Ismael
1) Curso de Educação Mediúnica, com duração de 4 anos. (20 classes por semana).
2) Curso de Aprimoramento Mediúnico, com duração de 1 ano. (2 classes por semana).
3) Curso de Psicografia e Pintura Mediúnica, com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
4) Curso de Passe Espírita, com duração de 4 meses. (2 classes por semana).
5) Curso de Entrevistador, com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
6) Curso de Doutrinador Espírita, com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
7) Curso de Samaritano, com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
8) Curso de Expositor Espírita, com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
9) Curso de Introdução ao Evangelho, com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
10) Estudo de O Livro dos Médiuns, com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
11) Curso de Aprofundamento Doutrinário,com duração de 1 ano. (1 classe por semana).
5. Palestras Públicas
Todos os sábados, das 20 às 21h30min. Este trabalho começou em 1983. São 27 anos de divulgação contínua. Nestas palestras, ditas públicas, os temas são livres e o expositor convidado tem praticamente 1h para expor a sua matéria. Depois, há um tempo para perguntas e respostas. Difere das palestras, ditas evangélicas (exemplo A2), pois o tempo é mais reduzido e não se abre às perguntas dos ouvintes.
6. Simpósio
É Realizado uma vez ao ano, por volta de outubro: estamos no 23º, cujo tema central é o “Perispírito”. Ercília Pereira Zilli e Claudio Palermo, ambos da Rede Boa Nova de Rádio, são os expositores externos; Ivam Ricardo Rogerio e José Roberto Godoy, os da própria Casa. Será em 16 de outubro, das 9 às 17h30min.
Alguns nomes, que já passaram pelo CEI:
1) Dr. Ary Lex (Médico);
2) Dr. Freitas Nobre (Professor de Jornalismo e Escritor) do Brasil;
3) Marilusa Moreira Vasconcelos (Escritora Espírita);
4) Dra. Marlene Rossi Nobre;
5) Dr. Alberto Calvo (Médico);
6) Heloísa Pires (Professora);
7) Dra. Júlia Nezu de Oliveira;
8) Amilcar Del Chiaro Filho;
9) Durval Ciamponi (Presidente FEESP);
10) Jether Jacomini Filho (Diretor da Rede Boa Nova);
11) Adão Nonato de Oliveira (Rádio Boa Nova de Guarulhos);
12) Dr. Enéas Canhadas (Psicólogo);
13) João Lourenço Navajas (Rede Boa-Nova de Rádio);
14) José Carlos de Lucca (Rede Boa-Nova de Rádio).
7. Evento Beneficente
4 vezes ao ano, realizamos um evento beneficente (chá, festa junina e almoço), para arrecadar fundos para manutenção e futuras ampliações do nosso espaço físico. Em 8 de outubro, na Sociedade Amigos do Parque Vitória, localizada à Rua Álvares Afonso, 43, teremos a nossa primeira “Noite da Pizza”.
8. Sacolas de Natal “Vista uma Criança”
O Departamento de Assistência Social, do Centro Espírita Ismael, distribui, no fim do ano, 1.500 sacolas, com roupas novas, para as crianças inscritas em nossa Entidade. Por volta de setembro, os alunos e colaboradores pegam esta sacola, com o nome e idade da criança, obrigando a devolvê-la até o final de novembro, para que tenham tempo de organizar a festa de distribuição.
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20 setembro 2011

Palavra do Presidente: Setembro de 2011

José Herculano Pires, o grande divulgador do Espiritismo, já nos dizia que o verdadeiro espírita deve se debruçar sobre as obras básicas, codificadas por Allan Kardec, a partir de 1857, quando do lançamento de “O Livro dos Espíritos”, um marco na história da humanidade. O Espírito Emmanuel, por outro lado, elucida-nos que devemos ler de tudo, mas retermos somente o que contribuir para o nosso progresso moral e espiritual.
Assim, nesta edição de setembro de 2011, queremos incentivar os frequentadores, alunos e colaboradores, a se dedicarem mais e mais na leitura e no estudo do Pentateuco Espírita (O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho Segundo o Espiritismo, Céu e Inferno e A Gênese).
Lembremo-nos de que o Centro Espírita Ismael possui uma livraria e uma biblioteca. Nelas, você encontrará um extenso material para estudo e meditação. Através de doações, na Biblioteca encontram-se as importantes obras de Kardec, de estudos e de vários títulos e autores contemporâneos.
Há muito boas obras, como vemos nesta edição. Esperamos contribuir mais ainda na divulgação de nossa Doutrina.
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11 setembro 2011

Curas Espirituais: Berbel

João Berbel, que atende mais de cinco mil pessoas por semana, fez duas operações espirituais em Gianecchini.

Médium desde os 21 anos, João Berbel, 56, começou a fazer operações espirituais em 1996. Seu primeiro paciente foi Arlete, a própria mulher, que sofria de crises renais. “Ela sarou, nunca teve mais nada”, diz. Depois dela, Berbel passou a atender outros doentes na cozinha de casa. Hoje, trabalha no Instituto de Medicina do Além (IMA), um centro espírita criado por ele em Franca, interior de São Paulo. O espaço inclui uma escola convencional e, em breve, vai abrigar um hospital para tratamentos físicos e espirituais. A obra é financiada com verba do instituto.

Berbel, que realiza operações e distribui remédios fitoterápicos gratuitamente, vive da renda de seus 175 livros publicados e de doações. Em entrevista, ele falou, entre outros assuntos, sobre o ator Reynaldo Gianecchini que, além de se submeter a tratamento quimioterápico para se curar de um câncer linfático, passou por duas cirurgias espirituais comandadas pelo médium.

Quando foi seu primeiro contato com o espiritismo?

Quando eu era criança, tinha crises de epilepsia (alteração na atividade elétrica do cérebro, temporária e reversível). Aos 19 anos, minha namorada me levou a um centro espírita após eu sofrer um ataque. Fui tocado e curado da doença, chorei muito. Depois disso e durante 20 anos, só recebi espíritos inferiores, que queriam abalar a minha fé e me tirar do espiritismo. Aos 40, o espírito do médico Ismael Alonso, que morreu em 1964, veio a mim e disse que eu deveria realizar curas e operações espirituais sem cobrar nada.

Qual foi sua relação com Chico Xavier?

Eu o curei. No final da vida, ele estava impossibilitado de falar por causa de um problema nas cordas vocais. Tivemos um encontro no plano astral e eu realizei a operação. Chico chegou a dar uma entrevista, dizendo que havia sido curado em uma cirurgia espiritual, mas não revelaria o nome do médico para não haver vaidade. Na época, eu usava bisturis e fazia cortes nas pessoas durante as operações, mas usava minha energia para que as pessoas não sentissem dores. Chico pediu para eu nunca mais fazer isso, pois não sou médico. Sou médium. Joguei os bisturis fora e meu poder de cura aumentou. Toda a energia que eu usava para impedir que as pessoas sentissem dor foi direcionada exclusivamente para retirar tumores.

Como foi seu contato com Reynaldo Gianecchini?

O pai dele, Reynaldo Cisoto, é um grande amigo. Ele faz tratamento no IMA toda semana. O caso do pai é muito grave, mas ele está bem. Quando Gianecchini descobriu que estava doente, fui até o hospital Sírio-Libanês e realizei duas operações para curá-lo. Ele é uma pessoa maravilhosa e, como tem muita gente rezando por sua saúde, Gianecchini está se curando e logo estará bem.

O ator deve parar com a quimioterapia?

Não. A cura espiritual é um complemento da medicina. As pessoas ainda devem ir ao médico e fazer o tratamento necessário. Isso é muito importante. Por isso o hospital que estamos construindo no IMA terá um setor de saúde espiritual e médicos para cuidar da saúde física das pessoas. Gianecchini está passando pelo tratamento médico e, além das operações espirituais, faz um tratamento à distância.

Como funciona o tratamento à distância?

Um parente próximo precisa estar no centro espírita ao meu lado para que eu possa estabelecer uma relação com o doente. Nós, então, fazemos um trabalho espiritual para acelerar a cura. No caso de Gianecchini, toda semana os tios Fausto e Roberta Gianecchini fazem esse trabalho comigo.

Qualquer pessoa pode fazer o tratamento?

Sim. É só ir ao IMA. Quando eu comecei a realizar esse trabalho, fazia as cirurgias na cozinha da minha casa. Hoje, recebo mais de cinco mil pessoas por semana no instituto.

Fonte: Micheli Nunes, do Jornal Bom Dia, Sorocaba&Região – junto com Diário de S.Paulo, edição neste final de semana – 10/09/2011

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06 setembro 2011

Os Centros de Força

Os centros vitais são fulcros energéticos que, sob a direção automática da alma, imprimem às células a especialização extrema, que possibilita ao homem possuir um corpo denso. Os plexos são redes de cordões vasculares ou nervosos, anastomosados e entrelaçados. Os centros de força são os receptores e transmissores de energia cósmica e espiritual. A palavra chakra é sânscrita e significa roda. Em Espiritismo, deveríamos optar por “centros de força”, pois este é o termo usado na literatura espírita, principalmente nos livros de André Luiz.

Os centros de força estão localizados no corpo espiritual (perispírito). Os plexos, redes de nervos entrelaçados, estão localizados no corpo físico. Os seus pontos correspondentes, localizados no corpo espiritual, são os centros de força. Nesse caso, há uma íntima relação entre os dois, pois o corpo físico influencia o corpo espiritual e, o corpo espiritual, por sua vez, influencia o corpo físico.

O coronário é o principal centro de força. Ele está localizado na região central do cérebro, regendo toda a atividade funcional dos órgãos. Além disso, supervisiona, também, os outros centros (cerebral, laríngeo, cardíaco, esplênico, gástrico e genésico), todos interligados entre si.

O centro cerebral, contínuo ao coronário, governa todo o sistema nervoso e a atividade das glândulas endócrinas; o laríngeo, controla a respiração e a fonação; o cardíaco, dirige a emotividade e as forças de base; o esplênico, é útil às atividades do sistema hepático; o gástrico, auxilia a digestão e a absorção de alimentos; o genésico, guia a modelagem de novas formas ou o estabelecimento de estímulos criadores, com vistas ao trabalho, à associação e à realização entre as almas. (1)

Neste estudo sobre os centros de força, lembremo-nos da epífise. Segundo o assistente Alexandre, em Missionários da Luz, o que para a medicina convencional representa controle, é fonte criadora e válvula de escapamento; enquanto as glândulas genitais segregam os hormônios do sexo, a glândula pineal segrega "hormônios psíquicos". Ela conserva ascendência em todo o sistema endocrínico. (2)

O nosso corpo está imerso num fluxo contínuo de energia, quer seja de ordem material, quer seja de ordem espiritual. Sejamos, assim, comedidos em nossa alimentação e em nossas emoções.

Bibliografia Consultada

(1) Luiz, A. Evolução em Dois Mundos, cap. II.
(2) Luiz, A. Missionários da Luz, cap. III.

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05 setembro 2011

Livro: Lei Divina ou Natural



PALAVRAS DE UM AMIGO
Alguém já argumentou, com propriedade, que “os idealistas são uns poucos que lutam contra a maioria pelo bem de todos”. E o fraterno amigo Sérgio Biagi Gregório é um desses seres humanos que, inspirados pelos Espíritos do bem, se antecipam aos demais, mesmo diante dos naturais obstáculos criados por irmãos ainda obtusos.
Ciente de que a melhor contribuição que se pode dar ao Espiritismo é a sua divulgação a quantos necessitam da descoberta das verdades cristãs, Sérgio Biagi Gregório se pôs a campo. Foi ele que, de forma pioneira em uma Casa Espírita, depois de descobrir a importância da informática na rede mundial de computadores, organizou o “site” do Centro Espírita Ismael, do bairro Jaçanã, na Zona Norte da Capital de São Paulo, nele introduzindo o Curso Básico de Espiritismo e disponibilizando-o para o mundo, em auxílio aos interessados em descobrir, de fato, a Doutrina dos Espíritos.
Além disso, Sérgio Biagi Gregório criou seu próprio “blog”, nele inserindo inúmeros artigos de sua autoria sobre a Filosofia e os princípios do Espiritismo, postos à disposição de quantos queiram raciocinar a respeito de assuntos relevantes para todos as pessoas. E, agora, vem apresentar-nos, em livro, este breve ensaio – “LEIS DIVINAS OU NATURAIS (Segundo a Ótica Espírita)”.
Li o trabalho e gostei. E creio que os leitores se surpreenderão com a forma simples e concisa como o pesquisador e amigo Sérgio Biagi Gregório trata desse tema fundamental do Espiritismo cristão. Minhas congratulações.
BISMAEL B. MORAES
(Mestre em Direito Processual pela USP, um Espírita).


Caso tenha interesse em adquiri-lo, entre em:

http://clubedeautores.com.br/book/50150--Leis_Divinas_ou_Naturais
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02 setembro 2011

Parábola do Credor Incompassivo

O Reino do Céu é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. Quando começou o acerto, levaram a ele um que devia dez mil talentos. Como o empregado não tinha com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, ajoelhado, suplicava: 'Dá-me um prazo. E eu te pagarei tudo'. Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado, e lhe perdoou a dívida. Ao sair daí, esse empregado encontrou um de seus companheiros que lhe devia cem moedas de prata. Ele o agarrou, e começou a sufocá-lo, dizendo: 'Pague logo o que me deve'. O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: 'Dê-me um prazo, e eu pagarei a você'. Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia.

Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão, e lhe contaram tudo. O patrão mandou chamar o empregado, e lhe disse: 'Empregado miserável! Eu lhe perdoei toda a sua dívida, porque você me suplicou. E você, não devia também ter compaixão do seu companheiro, como eu tive de você?' O patrão indignou-se, e mandou entregar esse empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. É assim que fará com vocês o meu Pai que está no céu, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão. (Mateus, 18, 23 a 35)

Há uma pergunta que antecede essa passagem: Pedro aproximou-se de Jesus, e perguntou: "Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Não lhe digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. (Mateus, 18, 21-22). O número sete e seus múltiplos não estão restritos à medida, ao peso, mas têm conotação moral, ou seja, eles representam um número indeterminado de vezes que devemos perdoar o nosso semelhante.

Nesta parábola, nota-se a grande diferença entre as duas dívidas. O primeiro devia dez mil talentos; o outro, apenas cem dinheiros, uma quantia infinitamente menor. Se a pessoa foi perdoada de uma grande dívida, por que não perdoou uma dívida pequena de seu irmão de jornada? Nota-se que o perdão é o elemento chave nesta história.

O Espírito Emmanuel, em Caminho, Verdade e Vida, e Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, oferecem-nos subsídios valiosos para uma melhor compreensão deste texto. Emmanuel diz-nos que Deus estabeleceu a lei de cooperação como princípio dos mais nobres. Há um só Pai, que é Deus. Todos somos irmãos que devemos nos ajudar mutuamente. Allan Kardec lembra-nos de dois célebres ensinamentos de Jesus: “amar ao próximo como a nós mesmos”; “fazer aos outros o que gostaríamos que nos fosse feito”.

As duas frases acima resumem todos os nossos deveres para com o próximo. Colocando-as em prática, estaremos contribuindo para uma sociedade mais justa e mais fraterna.

XAVIER, F. C. Caminho, Verdade e Vida, pelo Espírito Emmanuel. 6. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1973, capítulo, 20.
KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed. São Paulo: IDE, 1984, capítulo 11.

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Ectoplasma e Materialização

Na biologia, ectoplasma é a camada periférica hialina do citoplasma que rodeia a zona central do endoplasma. Na parapsicologia, é a substância que é liberada pelo corpo de alguns médiuns durante o transe. Para Charles Richet, é a substância fluídica que emana do corpo do médium e se presta, sobretudo, para a realização de fenômenos de efeitos físicos. Segundo o Assistente Áulus, ectoplasma é matéria em estado de condensação intermediário entre a matéria densa e a perispirítica... amorfo, mas de grande potência e vitalidade... animado de princípios criativos que funcionam como condutores de eletricidade e à vontade do médium que os exterioriza ou dos Espíritos encarnados ou não, que sintonizam com a mente mediúnica, senhoreando-lhe o modo de ser (1).

Numa sessão de efeitos físicos, constata-se a utilização de três tipos de fluidos: fluido A, representando as forças superiores e sutis de nossa esfera; fluido B, que são os recursos dos médiuns e dos companheiros que os assistem; fluido C, energias tomadas da natureza (1).

Um trabalho de efeitos físicos é realizado observando-se os seguintes aspectos: proteção do ambiente, preparação do ambiente, preparação do médium e isolação em relação aos distúrbios. No que diz respeito à proteção e preparação de ambiente, fala-se da ionização da atmosfera, combinando recursos elétricos e magnéticos. Em se tratando da preparação do médium, este é submetido a operações magnéticas destinadas a socorrer-lhe o organismo nos processos de nutrição, circulação, metabolismo e ações protoplásmicas, a fim de que seu equilíbrio fisiológico seja mantido acima de qualquer surpresa menos agradável. No que toca à isolação, os alcoólatras, por exemplo, são cercados por diversos operários espirituais, para que os princípios etílicos não prejudiquem a sessão. (1)

Em termos históricos, destacamos William Crookes, personalidade científica de sua época, que se tornou famoso pelas pesquisas realizadas entre 1870 e 1874, quando se sentiu atraído pela materialização a partir de ectoplasma emanado do corpo do médium. São clássicos os seus estudos sobre Florence Cook e as materializações de Katie King, onde obteve uma série de fotografias.

Por que hoje em dia não vemos mais fenômenos de materializações? Os trabalhos de materialização dependem de médiuns dispostos a realizá-los. Eles não são feitos para simples passatempo; devem ter uma utilidade. Antes do surgimento do Espiritismo, precisávamos de fenômenos ostensivos, no sentido de chamar a atenção para a invasão organizada que viria em seguida. Presentemente, temos muito mais necessidade de subsídios para a reformulação de nosso pensamento e da compreensão do mundo espiritual.

(1) XAVIER, Francisco Cândido. Nos Domínios da Mediunidade, pelo Espírito André Luiz. 10. ed., Rio de Janeiro, FEB, 1979, capítulo 28.
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Notícias Históricas: dos Samaritanos aos Terapeutas

Allan Kardec, na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, esclarece-nos a respeito das diversas seitas que havia na época de Jesus: Samaritanos, Nazarenos, Publicanos, Peageiros, Fariseus, Escribas, Saduceus, Essênios e Terapeutas. Por seita, entendemos a separação de um corpo doutrinário, tido como ortodoxo. Daí a heresia no campo da religião.
Samaritanos. Depois do cisma das dez tribos, Samaria tornou-se a capital do reino dissidente de Israel. Para não ter que ir a Jerusalém celebrar as festas religiosas, os Samaritanos construíram um templo particular, em que só admitiam o Pentateuco de Moisés, tornando-se heréticos aos olhos dos judeus ortodoxos. Por isso, eram desprezados, anatematizados e perseguidos.
Nazarenos. Nome de uma seita herética nos primeiros séculos da era cristã. Os Nazarenos se obrigavam à castidade, à abstinência de álcool e à conservação de sua cabeleira.
Publicanos. Eram os coletores de impostos.
Peageiros. Eram cobradores de baixa categoria, encarregados principalmente da arrecadação dos direitos à entrada nas cidades.
Fariseus. Esta palavra deriva do grego pharisaios, “separados” ou “isolados”. Refere-se à seita judaica existente na Judéia nos dois últimos séculos antes de Cristo. Para eles, acostumados à controvérsia, a religião era muito mais de fachada, pois queriam apenas ostentar que a possuía em grau elevado de virtude.
Escribas. Designação aplicada aos doutores que ensinavam a lei de Moisés. Sua causa era a mesma dos fariseus, totalmente contrários à inovação.
Saduceus. Pertenciam a uma seita judia, fundada por Sadoc. Não acreditavam na imortalidade da alma, nem na ressurreição e nem nos bons e maus anjos. Eles eram os materialistas, os deístas e os sensualistas da época.
Essênios. Seita do judaísmo fundada no século II a.C. Distinguiam-se pelos costumes brandos e virtudes austeras. Seu modo de vida aproxima-se dos primeiros cristãos, levando algumas pessoas a crer que Jesus fazia parte desta seita.
Terapeutas. Ordem monástica judaica anterior à era cristã, estabelecida ao sul de Alexandria, no Egito. Tinham grande afinidade com os essênios, professando os seus costumes e virtudes.
No Novo Testamento, são frequentes o uso dessas palavras. Desconhecer a sua procedência histórica dificulta o real entendimento dos textos evangélicos.
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