04 novembro 2011

Os Cuidados com a Posse

O Espírito Emmanuel, comentando as palavras de Paulo: “Porque nada trouxemos para este mundo e manifesto é que nada podemos levar dele”, pede para não encarcerarmos o nosso Espírito no apego às coisas transitórias da matéria, que não passam de sombra coagulada em torno do coração.

Continuemos. Quantos crimes não são cometidos por aqueles que se julgam proprietários dos seus familiares? Se a esposa não mais obedece ao marido, este, para mostrar a sua força hercúlea, acaba matando-a impiedosamente.

Lembremo-nos de que não somos proprietários nem do nosso próprio corpo. Ele é um empréstimo que a Divina Providência nos concedeu, para os exercícios de evolução nesta presente encarnação. Vislumbremos o instante da morte: quando o corpo deixa esta vida, o que ele leva? Nada. E por que essa terrível obsessão pela posse dos bens passageiros?

O orgulho e o egoísmo, os dois maiores cancros da humanidade, têm grande peso nos problemas da posse. Se fossem extirpados (ou debilitados) pelos seus opostos, que são a humildade e abstinência, com certeza o mundo teria outra feição, outro nível de atividade.

Por enquanto, temos de conviver com o que nos é apresentado, procurando melhorá-lo naquilo que estiver ao nosso alcance. Para isso, não tenhamos medo de divulgar as verdades evangélicas. Com o passar do tempo, elas acabam penetrando, primeiramente em nosso íntimo e, depois, no íntimo alheio, sem que de pronto as percebamos.

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