25 novembro 2011

Livre Troca de Ideias

Nas dependências do Centro Espírita Ismael, coordenamos um grupo de estudo, denominado “Aprofundamento Doutrinário”. Nele, os participantes propõem os temas para futura discussão. Depois de estabelecidas as datas para cada um deles, encontramo-nos todos os sábados, das 17h30min às 19h, para a livre troca de ideias. Essas reuniões, embora não forneçam um “diploma”, são de suma importância para o desenvolvimento moral, intelectual e espiritual dos seus participantes.

Como há liberdade de expressão, todos podem falar o que bem entenderem. Há, porém, um requisito: aprender a ouvir a contradição, a ideia contrária à sua. A verdade não se compra na loja da esquina, não se impõe e não se improvisa; ela é um patrimônio da humanidade, podendo, inclusive, surgir na mente de qualquer um de nós. Não há autoridade, nem títulos adquiridos em escolas, nem sequer o poder temporário. Diante dela, todos somos iguais.

Qual a função do Espiritismo nessas discussões? O Espiritismo, com os seus princípios doutrinários, facilita-nos a compreensão de um fato, de um problema, de uma dificuldade. Como bem nos lembra o Prof. José Herculano Pires, “Um fato social terreno está ligado ao Universo, determinado por leis universais. É, portanto, um fato cósmico”. Um acontecimento não está isolado, perdido; ele faz parte de um todo; deve, assim, ser visto sob a perspectiva das vidas passadas e futuras.

O principal objetivo de todo ser encarnado é fazer com que sua mente atinja o mais alto nível de compreensão que possa alcançar. Para isso, o sujeito pensante tem que ter liberdade de pesquisar, de inquirir, no sentido de captar as verdades disseminadas no espaço. Transformar o homem velho no novo homem, de que nos fala o Evangelho, é, sem dúvida, um exercício salutar para nos libertarmos das nossas ideias superficiais, egoístas e fragmentárias, conquistando, em contrapartida, uma visão mais ampla da vida.

Essas conversações, em tom descontraído, são úteis para o progresso de cada um de nós, porque nos dá abertura ao novo, ao desconhecido. Quando as ideias são confrontadas, o grupo todo cresce e se fortalece, pois somos obrigados a exercitar o nosso cérebro, tão acostumado a receber a coisa pronta, mastigada, digerida. Acreditamos que esta forma de conduzir o aprendizado é bastante eficaz, porque tanto o coordenador quanto os alunos estão no mesmo pé de igualdade.

No fundo, o que devemos ter em mente é a aplicação rigorosa dos princípios codificados por Allan Kardec. De nada adianta aprofundarmos este ou aquele tema, sem a base doutrinária que o Espiritismo nos faculta?

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