13 novembro 2011

Ler de Tudo?

Devemos ler de tudo? Não seria mais conveniente escolher leituras que possam ser úteis à nossa necessidade de evolução material e espiritual? 

A escolha é livre. Porém, uma fez feita, o ser humano fica refém de suas consequências, de seus efeitos. Pensemos na frase: “Olha pelo que te trocas, talvez não percebas de pronto, mas cada um se dá por aquilo que se troca”. Como esperar coisa melhor se nos trocamos por bagatelas, inutilidades e coisas secundárias? Nas leituras, o raciocínio é o mesmo.

Paulo, em I Tessalonicenses 5, 21, disse: “Examinai tudo. Retende o bem”. Nesta frase, entendamos mais o seu sentido metafórico do que literário. Paulo quer estimular a nossa liberdade de escolher qualquer coisa. Não há proibição de nada. Quanto ao verdadeiro progresso espiritual, porém, devemos restringir as nossas leituras, porque poderemos estar perdendo tempo precioso em assuntos totalmente alheios aos nossos objetivos de vida. 

Tomemos um fato político. Como um político consegue ficar por vários dias na mídia? Ele é motivo de falcatrua. Num primeiro momento, ele nega tudo; num segundo momento, fala coisas desconcertantes; em terceiro lugar, diz que não disse o que disse. E assim vai se mantendo no noticiário dos jornais, do rádio e da televisão. Nós, usuários da mídia, vamos consumindo essas leituras. E o que ganhamos com isso? 

Cabe-nos sempre perguntar: e os fins? Quais são os fins de quem escreve? Quais são os propósitos de quem negocia? Partindo desse ponto de vista, podemos nos libertar de muita leitura, de muita informação que não traz conhecimento algum para a nossa alma imortal. 

Um exercício interessante: olhemos as coisas do topo de uma montanha. Quem sabe aquilo que era sumamente importante à luz da superfície perca todo o seu poder quando visto do mais alto, do mais além, do mais adiante?

Sintetizando: Como buscar o desconhecido se não nos libertarmos do conhecido?

Nenhum comentário: