28 novembro 2011

Deixar esta Vida

Muitas vezes, diante de nossos compromissos, dificuldades e responsabilidades, achamos que a morte é a nossa salvação, a nossa libertação deste mundo de provas e expiações. Pensamos: morrendo, irei para um mundo melhor, para o gozo da vida eterna, para as bem-aventuranças, prometidas por Cristo.

O Espírito Irmão X (Humberto de Campos), no capítulo 18, “Morrer para Descansar”, do livro Pontos e Contos, pela psicografia de Francisco Cândido Xavier, relata-nos um caso semelhante – o do Sérgio Mafra, espírita convicto –, muito útil para o nosso aprendizado a respeito do árduo trabalho realizado pelos benfeitores do espaço. Sérgio Mafra estimava a tarefa que executava, mas desejava morrer e entregar-se ao descanso em convivência com os protetores espirituais.

A cada pedido que fazia, recebia respostas, via psicografia, do seu mentor espiritual. Este o incentivava a extinguir os pensamentos da morte, a não desprezar o ensejo de servir no mundo. Acrescentava que “Todos temos para com o Planeta imensos débitos e devemos resgatar, de espírito confortado e feliz. Ninguém renasce com isenção de sérios compromissos”. Essas palavras, embora o comovessem, não o desviavam do intento de ir ter com os seus amigos do espaço.

No decorrer do tempo, Sérgio Mafra desencarnou de uma gripe sem importância, doença esta que poderia ser facilmente debelada. Mas, “o seu desejo de morrer, para descansar, impediu-lhe o controle eficiente da máquina orgânica; e, quando todos os amigos lhe aguardavam, esperançosos, o restabelecimento físico, eis que Mafra lhes impôs a incompreensível surpresa”.
O seu amigo espiritual o recebe e, depois da devida adaptação no mundo espiritual, é convidado a participar dos serviços que este realizava: “O recém-desencarnado viu-se na obrigação de acompanhá-lo em peregrinações através de hospitais, creches, orfanatos, necrotérios, oficinas, templos e instituições de caridade, em serviço ativo de socorro a doentes e a menos favorecidos da sorte, encarnados e desencarnados”.

Depois de duas semanas, sente-e extenuado e quer voltar ao plano dos encarnados. O seu protetor, porém, diz-lhe: “Agora, Sérgio, não te posso desobrigar, porque meus avisos à tua alma foram reiterados e veementes; e, não podendo olvidar meus deveres, também não te posso abandonar ao léu, no caminho das sombras. É, portanto, de teu interesse que venhas comigo ao trabalho áspero, para que não te suceda alguma coisa pior”.

Sintetizando: os benfeitores do espaço sempre nos colocam na situação ideal para o nosso progresso moral e espiritual. Nesse caso, mesmo que não reconheçamos esse fato, continuemos de ânimo forte, com serenidade e esforço constante, em busca do destino que o Alto nos faculta.

Conto Completo em: https://sites.google.com/site/centroismael/morrer-para-descansar

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