20 maio 2009

Parábola do Bom Samaritano

Os Samaritanos são as pessoas naturais da Samaria. Desde a separação das dez tribos e a ereção do bezerro de ouro em Samaria, capital do reino de Israel, os samaritanos, porque admitiam somente o Pentateuco de Moisés, eram considerados heréticos e, ao mesmo tempo, desprezados, anatematizados e perseguidos pelos judeus ortodoxos.

Jesus, nesta parábola, traça as diretrizes do amor ao próximo. Escolhe o samaritano, considerado herege pelos judeus. Quer mostrar que o amor é universal e pode ser vivenciado em qualquer circunstância, quer seja de afeto, quer seja de adversidade. Em vista de o samaritano ceder o seu tempo, o seu dinheiro e a sua pessoa para ajudar o seu próximo, que nem sabia quem era, esta parábola é considerada o fundamento básico do conceito de caridade, que é a perfeição do amor.

Além desta parábola, há também o episódio do poço de Samaria e dos dez leprosos, os dois referindo-se ao samaritano. O poço de Samaria é retratado assim: Vindo tirar água uma mulher (Fotina) da Samaria, disse-lhe Jesus: "Dá-me de beber". Respondeu-lhe, porém, esta samaritana: "Como! Vós que sois judeus, me pedis de beber, a mim que sou samaritana?". Os judeus não conversavam com os samaritanos, mas Jesus fez questão de puxar prosa com esta mulher. No episódio dos dez leprosos curados, somente um veio agradecer, o samaritano.

Jesus inicia esta parábola com a pergunta do doutor da lei, ou seja, de um especialista no estudo da torah, porção da bíblia judaica conhecida como lei, equivalente aos cinco primeiros livros do Antigo Testamento. O doutor da lei queria saber o que ele devia fazer para possuir a vida eterna. Jesus lhes respondeu: "Que está escrito na lei? Que ledes nela? Ele lhe respondeu: Amareis o Senhor vosso Deus de todo o vosso coração, de toda a vossa alma, de todas as vossas forças e de todo o vosso espírito, e vosso próximo como a vós mesmos". Jesus lhe disse: Respondeste muito bem; fazei isso e viverás.

Jesus respondeu à pergunta com outra pergunta. A resposta do doutor da lei mostra que ele conhece a lei, mas a conhece na letra, não na prática. E é isso que Jesus quer lhe mostrar, fazê-lo refletir sobre esse ponto. Mais adiante explicita o amor ao próximo, contando uma pequena história: havia um homem caído, passara um sacerdote e um levita, sem lhe dar atenção. Em seguida, veio o samaritano, que o socorreu. Daí, a pergunta: quem foi o próximo? Para se ter amor ao próximo é preciso ver, sentir a contrição do seu semelhante e ter um sentimento de piedade pela miséria alheia.

Allan Kardec, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, diz que no quadro desta parábola é preciso separar a figura da alegoria. A homens que estavam ainda na infância da espiritualidade, Jesus precisou utilizar-se de imagens materiais, surpreendentes e capazes de impressionar. Mas ao lado dessa parte acessória e figurada do quadro, há uma idéia dominante: a da felicidade que espera o justo e da infelicidade reservada ao mau. Jesus não fala das convenções externas da religião; simplesmente quer exaltar a caridade, o único meio de salvação da alma.

É por esta razão que Jesus coloca o Samaritano, considerado herético, acima do ortodoxo que falta com a caridade.


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13 maio 2009

O Centro Espírita e a Influência dos Dirigentes

O modo de ser dos dirigentes de Centros Espíritas tem grande impacto sobre os seus subordinados hierárquicos. Eles devem se lembrar de que não vieram aqui para mandar, mas para servir, para atender ao chamamento de Jesus, seja em que circunstância for. Muitas vezes, as impressões do momento, o calor das discussões e as opiniões dos amigos e adversários causam-lhes estresse e desconforto, impedindo-os de tomarem a melhor decisão para o bem comum da entidade.

Os dirigentes devem se lembrar também de que os seus opositores nada mais fazem do que os ajudar, no sentido de realçar as suas qualidades de liderança. Quando alguém nos chama a atenção sobre algo, somos obrigados a refletir sobre o que nos foi dito. O mesmo deve acontecer com o dirigente. Como a sua função é diminuir o atrito entre as pessoas, as críticas da oposição fazem com que preste mais atenção às divergências que há entre os grupos e mesmo dentro do grupo.

A tarefa do dirigente é manter o equilíbrio entre a observação do amigo e a crítica do opositor. Como não fomos educados para administrar a crítica do opositor, reagimos de modo intempestivo quando isso acontece. As opiniões são emitidas, mas não necessariamente fundamentam a verdade. Há pessoas que dizem uma coisa para agradar, mas pensam completamente diferente daquilo que falaram; outras expressam um sentimento, mais do que uma ação concreta.

A filosofia taoísta ensina-nos que o dirigente deve agir como a água. Observa a água: "Ela purifica e refresca, sem privilégio e discriminação, todas as criaturas; a água penetra, destemida e livremente, sob a superfície das coisas; a água é fluida e sensível; a água segue livremente a lei". Observa o líder: "Ele trabalha sem uma queixa, em qualquer ambiente, com qualquer pessoa ou questão que lhe apareça; o líder age de modo a beneficiar a todos, indiferente ao valor do pagamento". Ele quase nunca intervém, mas quando o faz é para esclarecer e criar harmonia.

No Centro Espírita, há freqüentadores de diversos matizes; muitos deles, oriundos de outras religiões, custam muito a absorver os princípios da Doutrina Espírita. Outros querem mudar tudo, achando que os mais velhos, os seus fundadores, estão desatualizados. Outros ainda acham que a doutrina, codificada por Allan Kardec, também está ultrapassada. A partir daí passam a impor normas, baseadas muito mais em suas opiniões do que nos princípios do Espiritismo.

Em vista da enorme variedade de pareceres, o dirigente espírita deve espelhar-se nos ensinamentos evangélicos, procurando agir muito mais para iluminar as questões do que para a sua promoção pessoal.

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07 maio 2009

Os Quatro Evangelhos

Os quatro Evangelhos são os Evangelhos segundo Mateus, Marcos, Lucas e João, ordem pela qual aparecem no Novo Testamento. A palavra Evangelho, do grego euaggélion, pelo latim evangelium, significa boa nova, boa notícia. Em se tratando do Novo Testamento, são as boas novas trazidas por Jesus Cristo, em que anuncia as bem-aventuranças, o reino dos Céus e a recompensa na vida futura.

Em realidade, o Evangelho é um só, o alegre anúncio. Como esse alegre anúncio foi feito por diversas pessoas, para cada uma dessas pessoas torna-se um Evangelho, que reunidos formam os Evangelhos. Entre eles, há alguns que se assemelham (Mateus, Marcos e Lucas) e, por isso, são chamados de sinóticos (do grego sýn, "junto" e opsis, "visão"). O Evangelho de João não segue o padrão desses três. Isto permite que as concordâncias dos três evangelistas sejam impressas em forma de synopsis (sinopse). Dos 661 versículos do texto autêntico de Marcos, cerca de 610 foram incluídos em Mateus e cerca de 350 em Lucas, enquanto alguns parágrafos não apareceram nem em Mateus nem em Lucas (Mc 4,26-29; 7,32-37; 8,22-26).

O Evangelho de Mateus, o publicano ou o cobrador de impostos, é o primeiro dos quatro. É também o mais estudado e comentado, em vista da catequese global e eclesial que o caracteriza. Esta catequese mostra que o escândalo da morte na cruz fazia parte do plano de Deus para a salvação da humanidade. Mateus traça a vida histórica e cronológica de Jesus, enaltecendo o trabalho de pregação (kerygma) do Reino dos Céus. Dividiu-o em cinco partes: 1) fundação do Reino dos Céus; 2) o Reino dos Céus em ação (os milagres); 3) o mistério do Reino dos Céus (figura velada das parábolas); 4) Reino como comunidade visível e organizada (Pedro é a pedra angular da "Igreja"); 5) aspecto escatológico do Reino dos Céus (implantação deste na terra).

O Evangelho de Marcos vem em segundo lugar, embora há dados enciclopédicos que o colocam como o primeiro Evangelho. Não teve o mesmo êxito dos outros, porque o seu material estaria mais desenvolvido em Mateus e Lucas. Santo Agostinho fala que o Evangelho de Marcos é o resumo do de Mateus. A sua autoridade está fundamentada na narração de Pedro, testemunha ocular dos fatos.

O Evangelho de Lucas é o terceiro Evangelho. Foi o que explicitou a sua intenção: escrever uma histórica de Jesus. É um Evangelho para os helenistas, pois é o único escritor que veio do paganismo. Todos os outros são de origem judaica. Sua cidade de origem é Antioquia e foi nessa cidade que surgiu o termo "cristão" para designar os seguidores de Jesus. Este Evangelho como o de Marcos, é de segundo plano, pois viveu à sombra do apóstolo dos gentios, Paulo. A sua catequese fundamenta-se em Jesus como salvador, as lições da cruz e o poder da ressurreição.

O Evangelho de João, cunhado como o "Evangelho Espiritual", aparece em quarto lugar. Ele queria penetrar na profundidade do verbo de Deus, o verbo que se fez carne, ou seja, o verbo encarnado em Jesus. O apelido "Evangelho Espiritual" deveu-se a Clemente de Alexandria, que disse: "João, o último de todos, vendo que o aspecto material da vida de Jesus fora ilustrado por outros Evangelhos, inspirado pelo Espírito Santo e ajudado pela oração dos seus, compôs um Evangelho Espiritual".

Procuramos fazer uma síntese dos quatro Evangelhos. Resta-nos, por fim dizer, que um estudo mais aprofundado de cada um deles propiciar-nos-á um melhor conhecimento do ministério de Cristo.

Fonte de Consulta

BATTAGLIA, Oscar. Introdução aos Evangelhos: um estudo histórico-crítico. Tradução de Carlos A. de Costa Silva. Rio de Janeiro: Vozes, 1984.

Complemento: Na pergunta 284, de O Consolador, o Espírito Emmanuel esclarece-nos que os evangelistas Mateus, Marcos e Lucas receberam a tarefa de apresentar, nos textos sagrados, as pregações de Jesus a respeito da cruz e da conquista do Reino dos Céus. A João coube a tarefa de revelar o Cristo Divino na sua sagrada missão universalista. Por isso, a sentença: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade”. Quer dizer, “Jesus, o enviado de Deus, foi a representação do Pai junto do rebanho de filhos transviados do seu amor e da sua sabedoria, cuja tutela lhe foi confiada nas ordenações sagradas da vida no Infinito”.

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03 maio 2009

O Bem e o Mal

    O Bem e do Mal
    El Bien y el Mal
    Sérgio Biagi Gregório
    SUMÁRIO: 1. Introdução. 2. Conceito. 3. Considerações Iniciais. 4. Origem do Bem e do Mal: 4.1. O Mal não Pode Ter Origem em Deus; 4.2. A Causa do Mal; 4.3. O Princípio do Bem e do Mal. 5. Necessidades Humanas: 5.1. O Que é uma Necessidade?; 5.2. Vícios; 5.3. Dor. 6. Bem versus Mal: 6.1. Estender o Bem; 6.2. Desertor do Bem; 6.3. Resistir ao Mal. 7. Conclusão.
    SUMARIO: 1. Introducción. 2. Concepto. 3. Consideraciones Iniciales. 4. Origen del Bien y del Mal: 4.1. El mal no Puede Tener origen en Dios; 4.2. La Causa del Mal; 4.3. El Principio del Bien y del Mal. 5. Necesidades Humanas: 5.1 ¿Qué es una Necesidad?; 5.2 Vicios; 5.3. Dolor. 6. Bien versus mal: 6.1 Extender el Bien; 6.2 Desertor del Bien; 6.3. Resistir al Mal. 7. Conclusión.
    1. INTRODUÇÃO
    1. INTRODUCCIÓN
    O que é o bem? E o mal? O mal é ausência do bem? Onde está a origem do mal? Em Deus? Nos Homens? Utilizamos essas perguntas para a introdução deste tema, que se subdividirá em: a origem do mal, as necessidades humanas e o bem versus o mal.
    ¿Qué es el bien? ¿Y el mal? ¿El mal es la ausencia del bien? ¿Dónde está el origen del mal? ¿En Dios? ¿En los Hombres? Utilizamos esas preguntas para la introducción de este tema, que se subdividirá en: el origen del mal, las necesidades humanas y el bien versus el mal.
    2. CONCEITO
    2. CONCEPTO
    Bem – Designa, em geral, o acordo entre o que uma coisa é com o que ela deve ser. É a atualização das virtualidades inscritas na natureza do ser. Relaciona-se com perfeito e com perfectibilidade. Segundo o Espiritismo, tudo o que está de acordo com a lei de Deus.
    Bien – Designa, en general, el acuerdo entre lo que una cosa es como lo que ella deber ser. Es la actualización de las virtualidades inscritas en la naturaleza del ser. Relacionarse con perfección y con perfectibilidad. Según el Espiritismo, todo lo que está de acuerdo con la ley de Dios.
    Mal – Para a moral, é o contrário de bem. Aceita-se, também, como mal, tudo o que constitui obstáculo ou contradição à perfeição que o homem é capaz de conceber, e, muitas vezes, de desejar. Divide-se em: mal metafísico (imperfeição); mal físico (sofrimento); mal moral ("pecado"). Segundo o Espiritismo, tudo o que não está de acordo com a lei de Deus.
    Mal – Para la moral, es lo contrario del bien. Aceptase, también, como mal, todo lo que constituye un obstáculo o contradicción a la perfección que el hombre es capaz de concebir y, muchas veces, de desear. Se divide en: mal metafísico (imperfección); mal físico (sufrimiento); mal moral (“pecado”). Según el Espiritismo, todo lo que no está de acuerdo con la ley de Dios.
    3. CONSIDERAÇÕES INICIAIS
    3. CONSIDERACIONES INICIALES
    A questão das mudanças de nossas avaliações é um dos pontos centrais para o entendimento do bem e do mal. Malinovsky, etnólogo polonês, estudando a moral sexual dos selvagens australianos, chegou à conclusão de que tudo o que entre nós é considerado válido e até santo, lá é considerado mal. Embora haja uma moral objetiva, traçada pelas leis divinas, só captamos o que nossa visão interior consegue abarcar.
    La cuestión de los cambios de nuestras evaluaciones es uno de los puntos centrales para el entendimiento del bien y del mal. Malinovsky, etnólogo polaco, estudiando la moral sexual de los salvajes australianos, llegó a la conclusión de que todo lo que entre nosotros es considerado válido y hasta santo, allí es considerado mal. Aunque hay una moral objetiva, trazada por las leyes divinas, sólo captamos lo que nuestra visión interior consigue abarcar.
    O valor das coisas está constantemente alterando-se, principalmente devido à educação cultural dos diversos povos. O valor, por sua vez, pode ser entendido como: valor moral (refere-se à ação); valor estético (refere-se ao dever-ser); valor religioso (refere-se ao sentimento de temor ou de confiança na divindade). Sendo assim, um fato pode ser analisado, respectivamente, como proveniente de uma ação má, feia ou "pecaminosa".
    El valor de las cosas está constantemente alterándose, principalmente debido a la educación cultural de los diversos pueblos. El valor, a su vez, puede ser entendido como: valor moral (se refiere a la acción); valor estético (se refiere al deberse); valor religioso (se refiere al sentimiento de temor o de confianza en la divinidad). Siendo así, un hecho puede ser analizado, respectivamente, como proveniente de una acción mala, fea o “pecaminosa”.
    De acordo com a Doutrina Espírita, o problema do bem e do mal está relacionado com as leis de Deus e o progresso alcançado pelo Espírito ao longo de suas várias encarnações. É o que veremos a seguir.
    De acuerdo con la Doctrina Espírita, el problema del bien y del mal está relacionado con las leyes de Dios y el progreso alcanzado por el Espíritu a lo largo de sus varias encarnaciones. Es lo que veremos a continuación.
    4. ORIGEM DO BEM E DO MAL
    4. ORIGEN DEL BIEN Y DEL MAL
    4.1. O MAL NÃO PODE TER ORIGEM EM DEUS
    4. 1. EL MAL NO PUEDE TENER ORIGEN EN DIOS
    Muitos pensam que Deus, que é o criador do mundo e de tudo o que existe, também é o criador do mal. Para tanto, as religiões dogmáticas elaboraram uma série de raciocínios sobre a demonologia, ou seja, o tratado sobre o diabo. Baseando-nos nessas imagens, seríamos forçados a crer que existem dois deuses, digladiando-se reciprocamente.
    Muchos piensan que Dios, que es el creador del mundo y de todo lo que existe, también es el creador del mal. Para eso, las religiones dogmáticas elaboraron una serie de razonamientos sobre la demonología, o sea, el tratado sobre el diablo. Basándonos en esas imágenes, seríamos forzados a creer que existen dos dioses, peleándose recíprocamente.
    A lógica e os ensinamentos espíritas apontam-nos, porém, para a existência de um único Deus, que é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas. Como um de seus atributos é ser infinitamente bom, Ele não poderia conter a mais insignificante parcela do mal. Assim, Dele não pode provir a origem do mal. Mas o mal existe e deve ter uma origem. Onde estaria? (Kardec, 1975, cap. III)
    La lógica y las enseñanzas espíritas nos apuntan, sin embargo, para la existencia de un único Dios, que es la inteligencia suprema, causa primaria de todas las cosas. Como uno de sus atributos es ser infinitamente bueno, Él no podría contener la más insignificante parcela del mal. Así, De Él no puede provenir el origen del mal. Pero el mal existe y debe tener un origen. ¿Dónde estaría? (Kardec, 1975, cap. III)
    4.2. A CAUSA DO MAL
    4.2. LA CAUSA DEL MAL
    O mal existe e tem uma causa. Há, porém, males físicos e morais. Há os que não se pode evitar (flagelos) e os que se podem evitar (vícios.) Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. No que tange aos flagelos naturais, o homem recebeu a inteligência e com ela consegue amenizar muito desses problemas.
    El mal existe y tiene una causa. Hay, sin embargo, males físicos y morales. Están los que no se pueden evitar (flagelos) y los que se pueden evitar (vicios) Sin embargo, los males más numerosos son los que el hombre crea por sus vicios, los que provienen de su orgullo, de su egoísmo, de su ambición, de su avaricia, de sus exceso en todo. En lo que alcanza a los flagelos naturales, el hombre recibió la inteligencia y con ella consigue suavizar mucho de esos problemas.
    No sentido moral, o mal só pode estar assentado numa determinação humana, que se fundamenta no livre-arbítrio. Enquanto o livre-arbítrio não existia, o homem não cometia o mal, porque não tinha responsabilidades pelas suas ações. Conforme os amigos espirituais foram nos facultando tal liberdade, tivemos que fazer escolhas e com isso errar e conseqüentemente praticar o mal.
    En el sentido moral, el mal sólo puede estar asentado en una determinación humana, que se fundamenta en el libre albedrío. En cuanto el libre albedrío no existía, el hombre no cometía el mal, porque no tenía responsabilidades por sus acciones. Conforme los amigos espirituales fueron facultándonos tal libertad, tuvimos que hacer elecciones y con eso errar y consecuentemente practicar el mal.
    4.3. O PRINCÍPIO DO BEM E DO MAL
    4.3 EL PRINCIPIO DEL BIEN Y DEL MAL
    O bem e o mal como princípios podem ser encontrados no livro da natureza. O conhecimento deles requer experiência. Tomemos as figuras de Adão e Eva. Eles comeram o fruto proibido, instigados pela serpente. Para conhecerem o bem e o mal, tiveram de prová-los. Mas Adão pode ter pensado: não vou ligar para isso, pois foram a serpente e a Eva que me tentaram. Porém, nesse momento, Deus passa-lhe a noção de responsabilidade. A "consciência moral" começa com a responsabilidade.
    El bien y el mal como principios pueden ser encontrados en el libro de la naturaleza. El conocimiento de ellos requiere experiencia. Tomemos las figuras de Adán y Eva. Ellos comieron el fruto prohibido, instigados por la serpiente. Para conocer el bien y el mal tuvieron que probarlos. Pero Adán podía haber pensado: no voy a inmiscuirme en eso, pues fueron la serpiente y Eva que me tentaron. Sin embargo, en ese momento, Dios le pasa la noción de responsabilidad. La “conciencia moral” comienza con la responsabilidad.
    Quando começarmos a dar valor à moral, nosso progresso começa a se fundamentar. O Espírito André Luiz, no livro Evolução em Dois Mundos, psicografado por Francisco Cândido Xavier, traça-nos a trajetória do princípio inteligente através dos vários reinos da natureza. O princípio inteligente é conduzido pelos "Operários Espirituais". A repetição dos atos cria a herança e o automatismo. Ao adentrar na fase hominal, ele adquire o pensamento contínuo, o livre-arbítrio e a razão. Aos poucos esses operários espirituais vão entregando o aprendizado ao livre-arbítrio, sob a própria responsabilidade.
    Cuando comenzamos a dar valor a la moral, nuestro progreso comienza a fundamentarse. El Espíritu André Luiz, en el libro Evolución en Dos Mundos, psicografiado por Francisco Cándido Xavier, nos trazó la trayectoria del principio inteligente a través de los varios reinos de la naturaleza. El principio inteligente es conducido por los “Operarios Espirituales”. La repetición de los actos crea la herencia y el automatismo. Al adentrar en la fase hominal, él adquiere el pensamiento continuo, el libre albedrío y la razón. Poco a poco esos operarios espirituales van entregando el aprendizaje al libre albedrío, bajo la propia responsabilidad.
    5. NECESSIDADES HUMANAS
    5. NECESIDADES HUMANAS
    5.1. O QUE É UMA NECESSIDADE?
    5.1 ¿QUÉ ES UNA NECESIDAD?
    Necessidade é a consciência de que nos falta algo. Por que nos falta algo? Porque a necessidade, sendo um estado de espírito e um atributo do homem subjetivo, impõe ao homem este ou aquele desejo. As necessidades podem ser: a) prioritárias: comer, beber, dormir etc.; b) secundárias: vestir-se bem, passear, cinema etc.
    Necesidad es la conciencia de que nos falta algo. ¿Por qué nos falta algo? Porque la necesidad, siendo un estado de espíritu y un atributo del hombre subjetivo, impone al hombre este o aquel deseo. Las necesidades pueden ser: a) prioritarias: comer, beber, dormir, etc.; b) secundarias: vestirse bien, pasear, el cine etc.
    Em termos espirituais, as necessidades vão se depurando conforme vamos galgando novos degraus de evolução espiritual. Há, assim, muita sabedoria no provérbio: "Deus, livra-me das minhas necessidades". Deveríamos deixar de lado os apetites da carne e nos direcionarmos para os anseios do Espírito.
    En términos espirituales, las necesidades se van depurando conforme vamos recorriendo nuevos grados de evolución espiritual. Hay, así, mucha sabiduría en el proverbio: “Dios, líbrame de mis necesidades”. Deberíamos dejar de lado los apetitos de la carne y dirigirnos para las enseñanzas del Espíritu.
    5.2. VÍCIOS
    5.2. VICIOS
    Os vícios são as ações que tendem para mal. Allan Kardec diz: "Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra". O animal, por exemplo, só come para preservar a sua vida; o homem, dotado de inteligência, come mais com os olhos do que com a boca.
    Los vicios son las acciones que tienden para mal. Allan Kardec dice: “Si el hombre se conformase rigurosamente con las leyes divinas, no hay duda de que se ahorraría los más agudos males y viviría dichoso en la Tierra”. El animal, por ejemplo, sólo come para preservar su vida; el hombre, dotado de inteligencia, come más con los ojos que con la boca.
    O vício surge não pelo fato de atender a necessidades, mas no excesso que com que se atende a necessidades. Há um ditado que diz: "devemos comer para viver e não viver para comer". Nesse sentido, a pessoa que se alimenta em demasia acaba se tornando glutão, o que lhe impede de estar bem com o seu físico. O mesmo se diz daquele que se excede nas bebidas alcoólicas, na sexualidade etc. É preciso, pois, relembrar que todos sofreremos as conseqüências de nossas ações, quer sejam boas ou más. (Kardec, 1975, cap. III)
    El vicio surge no por el hecho de atender las necesidades, sino en el exceso con que se atiende las necesidades. Hay un dictado que dice: “debemos comer para vivir y no vivir para comer”. En ese sentido, la persona que se alimenta demasiado acaba volviéndose glotón, lo que le impide de estar bien con su físico. Lo mismo se dice de aquel que se excede en las bebidas alcohólicas, en la sexualidad etc. Es preciso, pues, recordar que todos sufrimos las consecuencias de nuestras acciones, sean buenas o malas. (Kardec, 1975, cap. III)
    5.3. DOR
    5.3. DOLOR
    A dor é teleológica e leva consigo um destino. É um alerta da natureza, que anuncia algum mal que está nos atingindo e que precisamos enfrentar. Se não fosse a dor, sucumbiríamos a muitas doenças sem sequer nos dar conta do perigo. Por ela podemos saber o que fomos e, também, o que tencionamos ser. Ela é sempre positiva; no sofrimento, estamos purgando algo ou preparando-nos para o futuro.
    El dolor es teológico y lleva consigo un destino. Es una alerta de la naturaleza, que anuncia algún mal que está alcanzándonos y que necesitamos enfrentar. Si no fuese por el dolor, sucumbiríamos a muchas dolencias sin siquiera darnos cuenta del peligro. Por el podemos saber lo que fuimos y, también, lo que teníamos intención de ser. El es siempre positivo; en el sufrimiento, estamos purgando algo y preparándonos para el futuro.
    De acordo com Allan Kardec, "A dor é o aguilhão que impele o Espírito para frente, na senda do progresso". Se o Espírito nada tivesse a temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; ficaria inativo, como entorpecido. Reportando-nos à alimentação, poder-se-ia dizer que ao ingerirmos alimentos em excesso, teríamos um mal-estar físico, uma espécie de sentinela do equilíbrio.
    De acuerdo con Allan Kardec, “El dolor es el aguijón que impulsa al Espíritu para adelante, en la senda del progreso”. Si el Espíritu nada tuviese que temer, ninguna necesidad lo induciría a buscar lo mejor; quedaría inactivo, como entorpecido. Reportándonos a la alimentación, se podría decir que al ingerir alimentos en exceso, tendríamos un malestar físico, una especie de centinela del equilibrio.
    6. BEM VERSUS MAL
    6. BIEN VERSUS MAL
    6.1. ESTENDER O BEM
    6.1. EXTENDER EL BIEN
    "Não te deixes vencer pelo mal, mas vence o mal com o bem".
    — Paulo. (Romanos, 12, 21)
    “No te dejes vencer por el mal, pero vencer el mal con el bien”.
    __ Pablo. (Romanos, 12,21)
    O Espírito Emmanuel lembra-nos de que a natureza é pródiga em nos oferecer exemplos vivos para a nossa mudança comportamental. Depois de um temporal (mal), em que parece ter destruído a paisagem, novas forças congregam-se para a obra de refazimento: "O sol envia luz sobre o lamaçal, curando as chagas do chão, o vento acaricia o arvoredo e enxuga-lhe os ramos, o cântico das aves substitui a voz do trovão... A árvore de frondes quebradas ou feridas regenera-se, em silêncio, a fim de produzir novas flores e novos frutos".
    El Espíritu Emmanuel nos recuerda que la naturaleza es pródiga en ofrecernos ejemplo vivos para nuestro cambio comportamental. Después de un temporal (mal), en que parece haber destruido el paisaje, nuevas fuerzas se congregan para la obra de rehacimiento: “El sol envía luz sobre el lodazal, curando las llagas del suelo, el viento acaricia la arboleda y le enjuga los ramos, el cántico de las aves sustituir la voz del trombón… El árbol de ramas rotas o heridas se regenera, en silencio, a fin de producir nuevas flores y nuevos frutos”.
    Incita-nos, com isso, a aprender com a natureza, ou seja, mesmo sofrendo os maiores dos males, deveríamos nos concentrar no bem, estendendo-o ao infinito, porque o mal é passageiro e fruto da ignorância humana. (Xavier, sdp, cap. 35)
    Nos incita, con eso, a aprender con la naturaleza, o sea, incluso sufrimiento los mayores de los males, deberíamos concentrarnos en el bien, extendiéndolo al infinito, porque el mal es pasajero y fruto de la ignorancia humana. (Xavier, sdp, cap. 35)
    6.2. DESERTOR DO BEM
    6.2. DESERTOR DEL BIEN
    Se soubéssemos, de antemão, o tributo de dor que a vida nos cobrará, evitaríamos o homicídio, a calúnia, a ingratidão e o egoísmo. O mesmo sucede com aquele que se esquiva do bem. O Espírito Emmanuel diz: "Se o desertor do bem conseguisse enxergar as perigosas ciladas com que as trevas lhe furtarão o contentamento de viver, deter-se-ia feliz, sob as algemas santificantes dos mais pesados deveres".
    Si supiéramos, de antemano, el tributo de dolor que la vida nos cobrará, evitaríamos el homicidio, la calumnia, la ingratitud y el egoísmo. Lo mismo sucede con aquel que se esquiva del bien. El Espíritu Emmanuel dice: “Si el desertor del bien consiguiese observar las peligrosas trampas con que las tinieblas le robaran la alegría de vivir, se determinaría feliz, bajo las esposas santificantes de los más pesados deberes”.
    Lembremo-nos de que viemos a este mundo para cumprir uma missão, um dever. Nesse sentido, a esposa de Heidegger dizia que Deus tinha condenado o seu marido a ser filósofo. Para nós outros, que nos compenetramos da necessidade de praticar o bem, poderíamos dizer que Deus nos condenou a ser benevolente. (Xavier, sdp, cap. 38)
    Acordémosno de que vinimos a este mundo para cumplir una misión, un deber. En ese sentido, la esposa de Heidegger decía que Dios habría condenado a su marido a ser filósofo. Para nosotros, que nos compenetramos con la necesidad de practicar el bien, podríamos decir que Dios nos condenó a ser benevolente. (Xavier, sdp, cap. 38)
    6.3. RESISTIR AO MAL
    6.3 RESISTIR AL MAL
    Jesus dizia que o joio deveria crescer junto com o trigo. Contudo, no momento aprazado separaria um do outro. O trigo representa o bem; o joio, o mal. Os dois devem crescer juntos, ou seja, não há dualismo entre um e outro, pois o mal é sempre visualizado como a ausência do bem. Ele só surge quando o bem não se fez presente. É como o ladrão que rouba. Ele só rouba porque não houve antes uma prevenção.
    Jesús decía que la cizaña debería crecer junto con el trigo. Con todo, en el momento aplazado separaría uno del otro. El trigo representa el bien; la cizaña, el mal. Los dos deben crecer juntos, o sea, no hay dualismo entre uno y otro, pues el mal es siempre visualizado como la ausencia del bien. El solo surge cuando el bien no se hace presente. Es como el ladrón que roba. Él sólo roba porque no hubo antes una prevención.
    Resistir ao mal significa suportar pacientemente a sua presença, mas sem perder de vista o bem. Haverá tentações, desânimo, mal-entendidos e incompreensões alheias. Nada disso deve tirar o ensejo de continuarmos firmes em nossa jornada evolutiva, pois "a seu tempo ceifaremos se não houvermos desfalecidos".
    Resistir al mal significa soportar pacientemente su presencia, pero sin perder de vista el bien. Habrá tentaciones, desánimo, malos entendidos e incomprensión ajenas. Nada de eso debe quitarnos el deseo de continuar firmes en nuestra jornada evolutiva, pues “a su tiempo de segar si no hubiésemos desfallecidos”.
    7. CONCLUSÃO
    7. CONCLUSIÓN
    Não nos detenhamos apenas em praticar atos de caridade; sejamos também caridosos. Auxiliemos o próximo, não por uma espécie de convenção social, mas como um arroubo que parte do íntimo de nosso coração.
    No nos detengamos apenas en practicar actos de caridad; seamos también caritativos. Auxiliemos al prójimo, no por una especie de convención social, sino como un arrobo que parte del interior de nuestro corazón.
    8. BIBLIOGRAFIA CONSULTADA
    8. BIBLIOGRAFÍA CONSULTADA
    KARDEC, A. A Gênese - Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975.XAVIER, F. C. Fonte Viva, pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, [s.d.p.]
    KARDEC, A. La Génesis – Los milagros y las Predicciones Según el Espiritismo. 17. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1975 XAVIER, F. C. Fuente Viva, por el Espíritu Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, [s.d.p.]
    São Paulo, maio de 2005
    San Pablo, mayo del 2005
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João Cabral

ADE-SERGIPE

Em: 28.07.2008
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