30 agosto 2017

Cólera

Cólera. Reação emotiva de raiva violenta. A malquerença, o ódio, o rancor e os pensamentos de vingança são forças negativas que destroçam o equilíbrio mental, espiritual e até mesmo físico de quem as alimenta. Raiva. Irritação violenta, ódio, furor, mágoa. Aversão de alguma coisa ou de alguém.

Este título refere-se às instruções dos Espíritos, contidas no capítulo IX – “Bem-Aventurados Aqueles que São Brandos e Pacíficos”, de O Evangelho Segundo o Espiritismo. Registremos um trecho: “O orgulho leva a vos crer mais do que sois; a não poder sofrer uma comparação que possa vos rebaixar; a vos considerar, ao contrário, de tal modo acima de vossos irmãos, seja como espírito, seja como posição social, seja mesmo superioridade pessoal, que o menor paralelo vos irrita e vos fere; e o que ocorre então? Entregai-vos à cólera”. 

De acordo com os pressupostos espíritas, fomos criados simples e ignorantes, mas com a determinação de nos tornarmos perfeitos. Por isso, o apelo de Cristo para que sejamos perfeitos como perfeito é o nosso Pai Celestial. O Espírito André Luiz, em Evolução em Dois Mundos e Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, instruem-nos sobre a nossa evolução espiritual, desde os primórdios da criação. No início, éramos guiados pelos nossos protetores espirituais. Ao adquirirmos o livre-arbítrio, o pensamento contínuo e a razão, houve a possibilidade da escolha, com seus erros e acertos.

Cólera, vingança e raiva são emoções que ainda estão no porão do desenvolvimento espiritual. Em termos evolutivos, são os resquícios de nossa animalidade. A origem desses acessos de demência encontra-se quase sempre no orgulho ferido. Um grito de cólera é um raio mortífero que penetra o círculo de pessoas em que foi proferido ocasionando doenças, desgostos e muitas dificuldades. 

O antídoto é a prática da humildade. Estamos habituados a agir mais em função da emoção do que da razão. Há, também, contra o nosso progresso os automatismos nos vícios de diversas espécies. Como a cólera é oposto da humildade, esforcemo-nos para edificar essa virtude em nossa alma, pois, como se diz, a humildade é o fundamento de todas as virtudes. Para tanto, façamos ao contrário do orgulhoso: aceitemos de bom grado a crítica, a admoestação, a opinião contrária. 

Para nos protegermos da cólera, leiamos algumas mensagens espíritas. Eis  algumas sugestões, extraídas do livro Palavras da Vida Eterna, pelo Espírito Emmanuel: "Rixas e Queixas" (lição 173), "Combatendo a Sombra" (lição 31) e "Acalma-te" (lição 33). Nelas, percebemos que se houver problemas com familiares difíceis, pessoas que nos apedrejam, vizinhos que não nos deixam dormir, mesmo assim, emitamos vibrações de paz e amor para todos eles.

Em qualquer ataque de cólera, reflitamos sobre a nossa pequenez diante do Todo Poderoso. Ao mesmo tempo, peçamos forças ao Alto para vencermos este vício de conduta e de comportamento. 

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19 julho 2017

Emmanuel, Espírito

Emmanuel foi o Espírito iluminado, guia de Francisco Cândido Xavier, responsável perante a Hierarquia Espiritual que nos governa, por todo trabalho mediúnico que se inicia nas terras do Cruzeiro. A relação entre Emmanuel e Francisco Cândido Xavier vem de longa data. Em "Na Intimidade de Emmanuel", parte inicial do livro Há Dois Mil Anos, conta-se que os dois viveram juntos na época de Jesus (Emmanuel era Públio Lentulus; Chico, sua filha, Flávia Lentúlia). 

Quando solicitado a se identificar, alegou razões particulares, mas acabou afirmando ter sido padre católico desencarnado no Brasil. Deduz-se que tenha sido Padre Manoel da Nóbrega, grande Espírito que se devotou à nossa Pátria, sendo o primeiro missionário do Evangelho, o primeiro educador. Mais: na Wikepédia, há dez supostas reencarnações de Emmanuel. 

O encontro de Públio Lentulus com Jesus deu-se em circunstância especial. Sua esposa, Lívia, estivera nas pregações de Jesus. Em virtude da doença de sua filha, Flávia, e incentivada pela esposa, busca esse encontro em que mais ouve do que fala. Jesus diz: — "Senador, por que me procuras?"... Depois, — "Sim... Não venho buscar o homem de Estado, superficial e orgulhoso"..., mas atender às súplicas de tua mulher. (p. 85e 86 de Há Dois Mil Anos)

A importância de Emmanuel no desenvolvimento das ideias espíritas no Brasil é bastante significativa, pois produziu, por intermédio de Chico, as mais variadas páginas sobre os mais diversos assuntos. A tônica do Evangelho lhe dá um realce especial, principalmente nos comentários acerca das citações do Novo Testamento (Fonte Viva, Vinha de Luz, Palavras da Vida Eterna etc.)

Reverenciemos esse nobre espírito e aprendamos com ele, nas suas fraquezas e na sua luta pelo progresso espiritual.

Fonte de Consulta

CAMPOS, Pedro de. Lentulus: Encarnações de Emmanuel. São Paulo: Lúmen, 2009.

TAVARES, Clóvis. Amor e Sabedoria de Emmanuel. Araras/SP: Ide, 2009. 
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16 julho 2017

Culpa

CulpaEmoção autoconsciente de ter pensado ou feito algo errado. Ação repreensível praticada contra a lei ou a moral; falta; delito, crime; pecado. Culpado é aquele que, por um desvio, por um falso movimento da alma, se afasta do objetivo da Criação. Em direitoconjunto de requisitos que tornam reprovável a conduta do agente, dirigida à produção de um fato ilícito e que, se este fato é um crime, são uma condição necessária para a aplicação de uma pena.

O sentimento de culpa é a compreensão de que se violou um princípio ético ou moral. É um colapso da consciência e, através dele, sombrias forças se insinuam. Na psicologia, espécie de "complexo inconsciente de acusação" (Baruk) que faz com que, em certos psicopatas (melancolia, esquizofrenia), o doente experimente dor moral por certas faltas que, muita vez, não cometeu.

Comparando culpado e inocente, verificamos que as consequências na vida futura são bem distintas. Os culpados erram nas trevas; os bem-aventurados gozam de felicidade. O mau é atormentado por remorsos e pesares; os bons recolhem a paz dos eleitos. Não pensemos, porém, que a reencarnação é um castigo e somente os Espíritos culpados estão sujeitos a sofrê-la. A reencarnação é, antes de tudo, uma oportunidade de progresso do Espírito imortal. 

O Espírito Joanna de Ângelis, no livro Momentos de Meditação,  ensina-nos que "A culpa surge como forma de catarse necessária  para a libertação de conflitos. Encontra-se  insculpida nos alicerces do espírito  e manifesta-se em expressão consciente ou  através de complexos mecanismos de auto-punição inconsciente".

Diante de um culpado, não digamos: "Teve o que mereceu". Melhor seria dizer: "Que meios o Pai me colocou nas mãos para auxiliar?" 
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Justiça e Vingança

"A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem." (Epicuro)

Justiça. Designa por um lado o princípio moral que exige o respeito da norma do direito e, por outro, a virtude, que consiste em respeitar os direitos dos outros. VingançaAção ou efeito de vingar ou de vingar-se; represália; desforra, desforço; vindita. Em se tratando do desejo de vingança, ele é condenado pela Igreja e proibido pelo Evangelho com a abolição da lei de talião.

Entre os vários pensamentos sobre justiça e vingança, anotamos: "se a vingança é chamada de justiça, então dessa justiça irá nascer ainda mais vingança"; "não confundamos as verdades. o que é certo é certo. Vingança não serve para nada, estraga quem sente"; "os fracos acham que fazer a Justiça é fazer vingança, já os fortes acham que a própria vingança é uma Justiça".

Muitos filmes, principalmente os faroestes americanos, enaltecem a vingança daqueles que sofreram "com ataques de bandidos". Há, também, a alusão do poeta em que a vingança agrada ao coração. Quando alguém faz essa afirmação é porque desconhece que não é só crime, mas incompreensão absurda. Além do mais, enquanto a alma conservar o sentimento de vingança, ficará nos porões do mundo dos Espíritos. 

Em se tratando de Deus, será que ele se vinga? Quem assim pensa, está longe da compreensão das leis naturais, inscritas em nossa consciência. Se um pai se vinga do filho levanta indignação, o que se dirá de Deus, o Criador do Universo? 
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10 julho 2017

O Que É o Espiritismo (Livro)

Allan Kardec, preocupado com a falta de profundidade dos estudos espíritas, os quais demandam tempo de pesquisa e maturação das ideias, publicou o livro Qu'est-ce que le Spiritism? (O Que É o Espiritismo) em 1859, onde apresentou resumidamente as respostas a algumas das principais perguntas que lhes eram dirigidas.

"O Que É o Espiritismo" é um resumo dos princípios da Doutrina Espírita e respostas às principais objeções. É uma introdução ao conhecimento do mundo invisível, pelas manifestações dos Espíritos. Em linhas gerais, temos os diálogos com o crítico, o cético e o padre, os fenômenos mediúnicos, a conceituação do que é o Espiritismo e sua diferença com relação ao espiritualismo, a Sociedade Espírita Parisiense, entre outros. 

No preâmbulo, diz que "o Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofia, compreende todas as consequências morais que dimanam dessas mesmas relações". Daí, podemos defini-lo como uma "ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de sua relação com o mundo corporal". 

Nos três diálogos, salientamos:

  • O crítico. O visitante se considerava ex-professo. Allan Kardec indaga, então, se ele estudou o assunto sob todas as faces, fez todo o tipo de leitura, analisou e comparou as diversas opiniões, e nada desprezou para chegar à verdade. 
  • O céticoO erro de todos está em crerem que a fonte do Espiritismo é uma só, e que se baseia na opinião de um só homem. O Espiritismo, pelo contrário, encontra-se em toda a parte, pois em qualquer lugar os Espíritos podem se manifestar. 
  • O padreNão se pode qualificar de demoníaco um ensino que se apoia sobre a mesma autoridade e que proclama a missão divina do fundador do Cristianismo. 

Este livro tem outros temas interessantes: loucura, suicídio e obsessão, escolhos da mediunidade, as razões de usar o termo "Espiritismo" em vez de "espiritualismo", explicação sobre quem são os médiuns, sobre a questão das reuniões frívolas etc. 

Para quem não leu, vale a pena ler; para quem já leu, a releitura traz-nos novas incursões ao conhecimento espírita.  
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05 julho 2017

Apometria

Apometria - do grego apo, "além de", e metron, "medida", significa um conjunto de práticas visando tratamento a distância. É uma técnica de desdobramento dos corpos sensoriais, que utiliza a Impulsoterapia (técnica de contagem com impulsos) e a energia mental e universal. Técnica de cura anímico-mediúnica de desdobramento de alguns de nossos corpos: duplo etérico, astral inferior, mental superior, buddico e atmico. 

O pai da apometria é o Dr. José Lacerda de Azevedo que, em 1975, recebeu instruções através do desdobramento astral, e tem por objetivo os tratamentos de doenças físicas e espirituais, aparelhos parasitos, reequilíbrio dos nossos corpos, despolarização dos estímulos de memória, obsessores, goecia, arquepadia e desmanchar bases no umbral.

A apometria assenta-se em algumas leis: desdobramento espiritual, acoplamento físico, ação à distância pelo espírito desdobrado, condução do espírito desdobrado, de paciente encarnado, para os planos mais altos, em hospital do astral, Formação e Dissociação das Personalidades Múltiplas,sucessivas, vividas em outras existências, entre outras. 

A apometria poderia ser arrolada como uma doutrina espiritualista, pois é uma mescla de vários elementos, vindos da teosofia, do esoterismo, da umbanda e do Espiritismo. Usa a cromoterapia, a cristalterapia, os elementais, magia branca, magia negra etc. 

Será que, além das práticas dos passes e dos trabalhos de desobsessão, deveríamos acrescentar as da apometria? Não estaríamos confundindo as práticas espíritas? Observe o seguinte: definir é buscar o gênero próximo e a diferença específica; o gênero próximo do espiritismo é o espiritualismo; diferença específica está assentada nos princípios codificados por Allan Kardec. 

Um exemplo: José Herculano Pires, no livro "Mediunidade", situa os vários conceitos de mediunidade: é uma manifestação dos poderes cerebrais do homem; eclosão dos resíduos animais de percepção sem controle dos órgãos sensoriais específicos; é uma energia ainda desconhecida do córtex cerebral; é o produto do inconsciente excitado; é uma forma ainda não estudada da sugestão hipnótica. Ninguém se lembra da explicação simples e clara de Kardec: é uma faculdade humana

Em vista do exposto, procuremos separar o espiritualismo do Espiritismo, a fim de realçar a ideia espírita, ideia solidificada pela codificação da Doutrina Espírita, a partir de 1857. 
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17 junho 2017

Miséria Humana

“Espanta-se em encontrar sobre a Terra tanta maldade e más paixões, tantas misérias e enfermidades de toda a sorte, e se conclui disso que a espécie humana é uma triste coisa. Esse julgamento provém do ponto de vista limitado em que se está colocado, e que dá uma ideia falsa do conjunto. É preciso considerar que, sobre a Terra, não se vê a Humanidade, mas apenas uma pequena fração dela. Com efeito, a espécie humana compreende todos os seres dotados de razão que povoam os inumeráveis mundos do Universo; ora, o que é a população da Terra, perto da população total desses mundos?” (Kardec, 1984, p. 50)

Comecemos pelo Universo, que é o conjunto de tudo o que existe, em que as bilhões de estrelas são agrupadas em galáxias. Pelos nossos telescópios, há 10 bilhões de galáxias, separadas entre si por distâncias da ordem de 1 milhão de anos-luz.  A Via-Láctea, uma das 10 bilhões de galáxias existente no Universo, em que está localizado no nosso sistema planetário, possui mais de cem bilhões de estrelas.

O Planeta Terra, com 510.934.000 km2, está a 149.500.000 km distante do Sol e na órbita ideal — entre a de Vênus e a de Marte — para sustentar a vida. É nele que já habitam mais de 7 bilhões de pessoas, espalhadas pelo mundo todo, fazendo a sua jornada de evolução material e espiritual.

Allan Kardec, no capítulo III de O Evangelho Segundo o Espiritismo, discorre sobre as várias moradas na Casa do Pai. Há os mundos primitivos, destinados à encarnação das primeiras almas humanas, os mundos de expiação e provas (Terra), lugares de exílio dos Espíritos rebeldes à lei de Deus e os mundos superiores, morada dos Espíritos purificados, onde só existe o bem.

A filosofia nos ajuda a pensar; ela nos oferece as ferramentas para a descoberta da verdade. No início da trajetória terrestre, o ser humano se colocava no centro do universo. Conforme foi ampliando a sua visão (com o uso do telescópio), o seu pensamento também se alarga, busca novas informações, novas verdades e descobre um mundo novo à sua volta.

Para compreender as misérias humanas, urge refletirmos sobre relativa posição do nosso Planeta diante dos mundos habitados no Universo. Somos uma migalha, mas a cegueira, juntamente com o orgulho e a vaidade, dá-nos a sensação de sermos os únicos habitantes do Universo. Esforcemo-nos para separar as aparências da realidade, buscando uma aproximação da verdadeira realidade. 

Se o planeta Terra fosse um planeta evoluído não haveria tanta dor e tanto sofrimento. O mal não predominaria sobre o bem e os bens terrenos seriam melhor distribuídos entre todos os seres humanos. 

KARDEC, A. O Evangelho Segundo o Espiritismo. 39. ed., São Paulo, IDE, 1984.
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Espiritismo: Ontem, Hoje e Amanhã

O Espiritismo – como doutrina elaborada por Allan Kardec – surgiu em 18 de abril de 1857, data da publicação de O Livro dos Espíritos, base do edifício espírita, pois ali estão expostos seus princípios fundamentais: Deus, Espírito, pluralidade dos mundos habitados, reencarnação, entre outros. A terminologia é recente, contudo a ideia espírita é obra de toda a humanidade. Vem formando-se lentamente através dos tempos.

Allan Kardec, na Revista Espírita de 1858 (p.216), afirma que o Espiritismo faz parte da natureza e é praticado desde a mais alta antiguidade. Em algumas das 11 revistas (1858-1868), estabelece as duplas ligações do Espiritismo com o Cristianismo, de um lado, e com o Druidismo, de outro. Além disso, aponta na introdução de O Evangelho Segundo o Espiritismo, que Sócrates (470-399 a. C.) e Platão (427-347 a. C.), filósofos gregos da Antiguidade, são considerados os precursores do Espiritismo e do Cristianismo.

O fenômeno de Hydesville de 31 de março de 1848, nos Estados Unidos, com a brincadeira de bater na parede para se comunicar com o Espírito Charles Hosma, deu origem ao moderno espiritualismo. Depois desse episódio, assistimos à febre das experiências com as mesas girantes, que se alastrou pelo mundo todo. Este é o marco inicial do Espiritismo codificado por Allan Kardec.

Na divulgação do Espiritismo, os Centros Espíritas desempenham papel importante, pois é dentro desse recinto que se desenvolvem as práticas espíritas: passes, trabalhos de desobsessão, assistência social etc. Na Internet, há diversas publicações de estudo e pesquisa sobre a ideia espírita, em que se procura esmiuçar temas doutrinários diante da ciência e da filosofia.

Allan Kardec, na Revista Espírita de 1858 (p.250), assinala quatro fases para a propagação da Doutrina:1) Curiosidade – os Espíritos batedores chamam a atenção ao fenômeno, preparando os caminhos futuros; 2) Observação – o Espiritismo entra no período filosófico. Pelo aprofundamento, tende á unidade; 3) Admissão – o Espiritismo ocupará lugar oficial entre as crenças universalmente reconhecidas; 4) Influência sobre a ordem social – sob a influência dessas ideias, a humanidade entrará em novo caminho moral. O futuro do Espiritismo está vinculado à renovação social.

Na pergunta 798 de O Livro dos Espíritos, há a afirmação de que o "Espiritismo se tornará crença geral e marcará nova era na história da humanidade, porque está na Natureza e chegou o tempo em que ocupará lugar entre os conhecimentos humanos". A crença geral não significa que o Espiritismo irá substituir todas as religiões, mas que a sua luz servirá para todas. O Espiritismo influenciará não só as religiões, mas todas as organizações terrestres, governamentais e não-governamentais, porque, quando cada indivíduo receber esta influência, passá-la-á, necessariamente, para a sociedade em que vive.

Busquemos o conhecimento inspirando-nos nas luzes da razão espírita. Hoje, mais do que nunca os seres humanos precisam da universalidade dos preceitos doutrinários espíritas.
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08 maio 2017

Evasão de Pessoas na Casa Espírita

"Menos com mais qualidade é preferível a mais com menos qualidade."

Allan Kardec, quando codificou a Doutrina dos Espíritos, chamou-nos a atenção para o problema do proselitismo, pois achava que se alguém se interessava pelo espiritismo devia fazê-lo segundo sua vontade e desejo. Nesse caso, não ia à busca das pessoas para deixarem a sua doutrina e seguir a do Espiritismo. Para ele, ser espírita é um questão de fórum pessoal, não imposto por terceiros.

Podemos, como dirigentes de Centro Espírita, nos preocupar com a evasão de frequentadores e colaboradores; contudo, há limites para tal preocupação. Antes de qualquer coisa, convém verificar as razões pelas quais as pessoas estão deixando de frequentar a Casa Espírita. Quantas não são as pessoas que não saem por que têm medo de serem assaltadas? Há local para estacionar o veículo?

Suponha que os tarefeiros estejam saindo para revigorar outras Casas Espíritas, que se localizam nas proximidades de suas residências. O que isso nos mostra? Que o nosso trabalho está se expandindo. Por que? Aquilo que a pessoa aprendeu num Centro Espírita está sendo difundido em outro Centro Espírita. O que parecia uma perda é uma multiplicação. 

Suponha que a pessoa tenha realmente desistido da causa espírita. Mesmo assim não com que se preocupar, pois chegado o momento ele voltará à causa espírita. Tenhamos em conta que cada um de nós está num nível de entendimento e não nos cabe julgar o procedimento deste ou daquele. Contudo, façamos sempre o melhor para que a pessoa não foi embora por causa de nos imprevidência.

O esforço para compreender a evasão é muito louvável, mas não nos esqueçamos de que os amigos espirituais estão sempre nos secundando, assessorando, auxiliando o nosso trabalho, pois o trabalho também é deles. que querem que a Doutrina Espirita possa ser  passada para uma grande maioria de pessoas. 
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19 abril 2017

Mente Sã em Corpo São

Mente é a potência intelectual da alma. É um fenômeno complexo que se associa ao pensamento. É uma faculdade do cérebro que permite ao ser humano compilar informação, analisá-la e extrair conclusões. Corpo tem várias acepções. Em se tratando do corpo humano, ele é composto pela cabeça, pelo tronco e pelos membros (inferiores e superiores). No que diz respeito aos seus principais elementos químicos, pode-se destacar o hidrogênio (63%) e o oxigênio (25%). 

A origem da frase "mente sã em corpo são" é proveniente da Sátira X do poeta romano Juvenal. Ele salienta que, na oração, os indivíduos deveriam pedir principalmente saúde física e espiritual e não as futilidades costumeiras. Hoje, esta frase expressa a íntima relação entre mente e corpo: para que a mente funcione a todo vapor, o corpo deve estar são e vice-versa. Deve-se, assim, buscar um equilíbrio saudável na maneira de viver. 

A relação que podemos estabelecer entre mente e corpo é muito simples: na mente, temos os processos e atividades que, na sua maioria, são de caráter cognitivo; no corpo, as condições, os meios para ela se expressar, principalmente através do cérebro. Cuidar bem do cérebro ajuda enormemente a manifestação de nossa mente.   

Exercitar o cérebro ajuda a mente. No livro Um Cérebro para a Vida Inteira, há diversos exercícios para fortalecer o cérebro e, com isso, auxiliar a mente: respiração, flexões, posturas etc. Além disso, há algumas resoluções diárias que poderiam nos ajudar substancialmente: substituir o elevador pela escada, fazer curtas e longas caminhadas etc. 

O Espiritismo, pelos seus princípios diretores, dá-nos informações valiosas sobre as influências negativas que podemos evitar através de uma prece, de uma meditação e da humildade ante uma desilusão.
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