24 agosto 2016

A Caminho da Luz (Livro)

O livro, “A Caminho da Luz: História da Civilização à Luz do Espiritismo”, foi psicografado por Francisco Cândido Xavier e ditado pelo Espírito Emmanuel (de 17 de agosto a 21 de setembro de 1938). Ele trata da história da civilização, mas com ênfase à tese religiosa, ou seja, à influência da fé e ao ascendente espiritual no curso dos tempos. 

A Comunidade de espíritos puros já realizaram duas reuniões para tratar da administração e prosperidade do planeta Terra. A primeira reunião ocorreu quando o orbe terrestre se desprendia da nebulosa solar; a segunda, quando se decidia a vinda do Senhor à face da terra. Há, também, a possibilidade de uma terceira reunião, desde que Jesus Cristo veio para redimir a nossa Humanidade, decidindo novamente sobre os destinos do nosso mundo. 

Há vários capítulos sobre os degredados de Capela, uma estrela na Constelação do Cocheiro, que vieram para reparar o passado delituoso e, ao mesmo tempo, ajudar na evolução dos terráqueos. Dos quatro grupos que se formaram — os árias, a civilização egípcia, o povo de Israel e as castas da índia —, os hebreus constituíram a raça mais forte e mais homogênea, mantendo inalterados os seus caracteres através de todas as mutações. 

Passando os olhos pela história da Humanidade, Esparta e Atenas nos ensinam muitas coisas do que vemos hoje no cenário econômico e político. Esparta, personifica o mal, em que o povo de soldados espalhava destruição e morte. Atenas, exalta o bem, sendo o berço da verdadeira democracia. Essas duas forças fazem girar todo o progresso dos seres humanos. 

O Espírito Emmanuel tece comentários valiosos sobre o problema da maioridade espiritual dos terráqueos. Segundo o seu ponto de vista, Sócrates dá início à maioridade, ao ensinar na praça pública o ideal da fraternidade e da prática do bem. A maioridade definitiva encontra-se na vinda do Cristo, em que Jesus entregaria o código da fraternidade divina e do amor a todos os corações.

Para que o Cristianismo tivesse um alcance universal, Jesus precisava de um adepto valoroso. Como não havia alguém com esses requisitos, ele procura Paulo que, depois da queda no caminho de Damasco, torna-se, com as suas epístolas, o elemento-chave na universalização da doutrina de Cristo.

Idade Média e o Feudalismo trouxeram-nos grandes ensinamentos. Na época, a humanidade estava se perdendo nos interesses apenas materiais da existência. Esse período histórico proporcionou as penosas aquisições espirituais, onde a reflexão e a sensibilidade iam surgir para a construção do edifício milenar da civilização do Ocidente. 

Para o Espírito Emmanuel, o Papado representa um desvirtuamento das bases simples da fé religiosa. O Papado era a obra do orgulho e da iniquidade. Jesus, porém, não desampara os mais infelizes e os mais desgraçados: no seio mesmo da Igreja surgiram grandes mestres de amor e da virtude.

As Cruzadas, não obstante o seu caráter anticristão, sob a égide dos mensageiros de Jesus, este movimento propiciou alguns benefícios de ordem econômica e social para todos os povos. Na Europa, enfraqueceu a tirana dos senhores feudais. Intensificou, também, as relações entre Oriente e Ocidente. 

Dá-se, também, um grande relevância à América, que tinha uma grande missão, ou seja, criar um novo mundo com outro sentido de evolução, isento das influências das lutas europeias. 

A Renascença, que é avivar uma cultura que estava incubada, trouxe grandes possibilidades de progresso, pois milhares de inteligências ávidas de ensino prepararam o porvir. Rogério Bacon, franciscano inglês, foi um dos pontos importantes da renascença espiritual.

A Reforma também deu sua contribuição. Como a Igreja havia se desviado do caminho cristão, o plano invisível determina a vinda de grandes missionários para estimular a renascença da religião. No século XVI, surgem Lutero, Calvino, Erasmo, Melanchton e outros vultos notáveis da Reforma.

A Revolução Francesa, que tinha sido útil à questão da liberdade, tornou-se um mar de sangue e de poder, principalmente pelas ações de Robespierre e Marat, o que gerou uma provação coletiva para o povo francês.  

Napoleão Bonaparte tinha grande tarefa na organização social do século XIX. Não a compreendeu e passou a guerrear outros povos. Os apelos enviados a Jesus tiveram como resposta a vinda de Allan Kardec, que iria fundamentar o edifício do Consolador prometido. A missão de Allan Kardec foi a reorganizar o edifício desmoronado da crença, reconduzindo a civilização às suas profundas bases religiosas. 

O Espiritismo exercerá grande influência na implantação de um novo modo de vida, calcado na elucidação intelectual, na caridade e no amor ao próximo. O Espiritismo, na sua missão de Consolador, é o amparo do mundo submerso em declives morais. Só ele consegue, na sua feição de Cristianismo redivivo, salvar as religiões dominadas pelo egoísmo e pela ambição. 


XAVIER, Francisco Cândido. A Caminho da Luz: História da Civilização à Luz do Espiritismo. Pelo Espírito Emmanuel. Rio de Janeiro: FEB, 1972.

Baixe o resumo deste livro (em epub)




11 maio 2016

Infinito e Espiritismo

Por oposição ao infinito, o finito designa algo que tem limite e pode ser medido. O infinito, por sua vez, é aquilo que não tem limites, sem fim. 

Tanto na concepção cristã como no existencialismo, a condição humana é caracterizada pela finitude. Na primeira, há uma oposição à transcendência e à perfeição divina; na segunda, pela contingência radical e sentimento do dever-morrer. 

O finito e o infinito podem ser explicados em termos de ato e potênciaFinito é o que encontra limite à potência do ser. Plotino foi o primeiro a entender o infinito como não limitação da potência. Para Hegel, o infinito é a própria realidade, enquanto potência ilimitada, de realização, enquanto Absoluto.

Pergunta 2 de O Livro dos Espíritos: O que devemos entender por infinito? Resposta: "Aquilo que não tem começo nem fim: o desconhecido; todo o desconhecido é infinito". Explicação: os Espíritos se referem ao Universo. Tudo quanto nele conhecemos tem começo e tem fim; tudo quanto não conhecemos se perde no infinito, no desconhecido. 

Pergunta 3 de O Livro dos EspíritosPoderíamos dizer que Deus é o infinito? Resposta: "Definição incompleta. Pobreza de linguagem dos homens, insuficiente para definir as coisas que estão além da sua inteligência. Deus é infinito nas suas perfeições, mas o infinito é uma abstração; dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa por ela mesma, definir uma coisa, ainda não conhecida, por outra que também não o é". 

Pergunta 35 de O Livro dos EspíritosO espaço universal é infinito ou limitado? Resposta: "Infinito. Supõem-no limitado: que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que podereis compreendê-lo".

O Espírito Galileu, no capítulo VI de A Gênese, afirma que o espaço é infinito. "Dizemos que o espaço é infinito pela simples razão de ser impossível imaginar-se-lhe um limite qualquer e porque, apesar da dificuldade que temos para conceber o infinito, mais fácil nos é avançar eternamente pelo espaço, em pensamento, do que parar num ponto qualquer, depois do qual não mais encontrássemos extensão a percorrer".

Este tipo de reflexão leva-nos a relacionar o conhecido ao desconhecido, que é um dos princípios fundamentais da aprendizagem: aprender é passar do conhecido ao desconhecido. 

Fonte de Consulta

ABBAGNANO, N. Dicionário de Filosofia.
DUROZOI, G. e ROUSSEL, A. Dicionário de Filosofia.
KARDEC, A. O Livro dos Espíritos.
KARDEC, A. A Gênese.


10 maio 2016

Estigma

"A orientação inicial que alguém recebe da educação também marca a sua conduta ulterior." (Platão)

Estigma é uma cicatriz provocada no corpo por uma ferida ou machucado. No âmbito religioso, é o nome dado às feridas feitas por alguns religiosos em seus corpos, na tentativa de representar as chagas de Cristo. Pejorativamente, indigno, desonroso.

Os gregos da Antiguidade criaram o termo estigma para caracterizar algo extraordinário ou mau sobre o status moral de quem os apresentava. Os sinais, feitos com corte ou fogo, avisavam que o portador poderia ser um escravo, um criminoso ou traidor. Ao longo do tempo, foram acrescentadas algumas metáforas, principalmente as referentes às chagas de Cristo. Presentemente, o termo é aplicado tanto ao seu sentido original quanto à desgraça do indivíduo, mais do que ao próprio corpo. 

Erving Goffman foi o pioneiro a pensar o conceito de estigma numa perspectiva social: relação entre atributo e estereótipo. A sociedade institui um padrão natural e normal de comportamento. Quem atua de modo estranho à naturalidade, ganha os atributos que o tornam diferente. Eis o círculo vicioso: o estigma está relacionado a conhecimentos insuficientes ou inadequados (estereótipos), que leva a preconceitos (pressupostos negativos), à discriminação e ao distanciamento da pessoa estigmatizada. 

O estigma tem relação com o preconceito. As nossas concepções ingênuas, geralmente provenientes da tradição e dos costumes, forjaram “ideologias” e estigmatizaram “povos”. Não paramos para pensar se as atitudes de alguns indivíduos referem-se ou não à totalidade das pessoas. Com uma ideia pré-definida vamos marcando as pessoas, tais como, o judeu é ganancioso, o negro é indolente, os americanos são superficiais, e assim por diante.

Quem estigmatiza quem? Observe o discurso político da vitimização. Muitas vezes aquele que se passa por vítima nada mais é do que o vitimizador. 

No meio espírita, o estigma não deveria existir, pois para o Espiritismo, todos os Espíritos foram criados simples e ignorantes, sujeitos ao progresso. Todos somos irmãos em Cristo Jesus. Cada um de nós está num determinado nível de progresso. Por isso, a missão do homem inteligente na Terra é ajudar os mais ignorantes, nunca os desprezar ou marcá-los com um sinal negativo.

Fonte de Consulta

GOFFMAN, Erving. Estigma: Notas sobre a Manipulação da Identidade Deteriorada. Tradução de Márcia Bandeira de Mello Leite Nunes. 4.ed. Rio de Janeiro: Guanabara, 1988. 

UMA PESSOA QUE FUGIU DA NORMALIDADE

“Querida Senhorita Lonelyhearts,

Tenho 16 anos e não sei como agir. Gostaria muito que a senhora me aconselhasse. Quando eu era criança, não era muito ruim porque me acostumei com os meninos do quarteirão que caçoavam de mim, mas agora eu gostaria de ter namorados como as outras meninas e sair nas noites de sábado, mas nenhum rapaz sairá comigo porque nasci sem nariz — embora eu dance bem, tenha um tipo bonito e meu pai me compre lindas roupas.

Passo o dia inteiro sentada, me olhando e chorando. Tenho um grande buraco no meio do meu rosto que: amedronta as pessoas e a mim mesma, e não posso, portanto, culpar os rapazes por não quererem sair comigo. Minha mãe me ama muito, mas chora muito quando olha para mim.

Que fiz eu para merecer um destino tão terrível? Mesmo que eu tivesse feito algumas coisas ruins, não as fiz antes de ter um ano de idade, e eu nasci assim. Perguntei a papai e ele disse que não sabe, mas que pode ser que eu tenha feito algo no outro mundo, antes de nascer, ou que eu esteja sendo punida pelos pecados dele. Não acredito nisto porque ele é um homem muito bom. Devo me suicidar?

Sinceramente,

Desesperada.”

Extraído de Miss Lonelyhearts, de Nathanael West, pp. 14-15. Copyright 1962 por New Directions. Reimpressa por permissão de New Directions, Publishers

N. do T. — Corações Solitários.










07 maio 2016

Nobre Caminho Óctuplo — Buda

Buda, há 2.500 anos, em suas tentativas de iluminação, já nos alertava para a supressão de todo o sofrimento. Os seus ensinamentos se basearam nas Quatro Nobres Verdades, em que destaca a natureza, a causa, a supressão e o caminho para a supressão do sofrimento. No caminho da supressão do sofrimento, ele enfatiza o Nobre Caminho Óctuplo: entendimento correto, pensamento correto, linguagem correta, ação correta, modo de vida correto, esforço correto, atenção plena correta e concentração correta.

Analisemos o Nobre Caminho Óctuplo

Entendimento Correto

É o primeiro dos oito elementos do Nobre Caminho Óctuplo e, pertence ao grupo da sabedoria.

Definição: "E o que é entendimento correto? Compreensão do sofrimento, compreensão da origem do sofrimento, compreensão da cessação do sofrimento, compreensão do caminho da prática que conduz à cessação do sofrimento. A isto se chama entendimento correto."

Pensamento Correto

É o segundo dos oito elementos que compõem o Nobre Caminho Óctuplo e pertence ao grupo da sabedoria.

Definição: "E o que é pensamento correto? O pensamento da renúncia, de estar livre da má vontade e de estar livre da crueldade. A isto se chama pensamento correto."

Linguagem Correta

É o terceiro dos oito elementos do Nobre Caminho Óctuplo e, pertence ao grupo da virtude.

Definição"E o que é a linguagem correta? Abster-se da linguagem mentirosa, da linguagem maliciosa, da linguagem grosseira e da linguagem frívola. A isto se chama linguagem correta."

Ação Correta

É o quarto elemento do Nobre Caminho Óctuplo e pertence ao grupo da virtude.

Definição"E o que é ação correta? Abster-se de destruir a vida, abster-se de tomar aquilo que não for dado, abster-se da conduta sexual imprópria. A isto se chama de ação correta."

Modo de Vida Correto

É o quinto dos oito elementos do Nobre Caminho Óctuplo e faz parte do grupo da virtude.

Definição"E o que é modo de vida correto? Aqui um nobre discípulo, tendo abandonado o modo de vida incorreto, obtém o seu sustento através do modo de vida correto. A isto se chama modo de vida correto."

Esforço Correto

É o sexto dos oito elementos do Nobre Caminho Óctuplo e pertence ao grupo da concentração.

Definição (os quatro Esforços Corretos)"E o que é esforço correto? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu gera desejo para que não surjam estados ruins e prejudiciais que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (ii) Ele gera desejo em abandonar estados ruins e prejudiciais que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iii) Ele gera desejo para que surjam estados benéficos que ainda não surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. (iv) Ele gera desejo para a continuidade, o não desaparecimento, o fortalecimento, o incremento e a realização através do desenvolvimento de estados benéficos que já surgiram e ele se aplica, estimula a sua energia, empenha a sua mente e se esforça. A isto se denomina esforço correto."

Atenção Plena Correta

É o sétimo elemento do Nobre Caminho Óctuplo e pertence ao grupo da concentração.

Definição (os quatro fundamentos)"E o que é atenção plena correta? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu permanece contemplando o corpo como um corpo - ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (ii) Ele permanece contemplando as sensações como sensações – ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iii) Ele permanece contemplando a mente como mente - ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. (iv) Ele permanece contemplando os objetos mentais como objetos mentais - ardente, plenamente consciente e com atenção plena, tendo colocado de lado a cobiça e o desprazer pelo mundo. A isto se denomina atenção plena correta".

"Este é o caminho direto para a purificação dos seres, para superar a tristeza e a lamentação, para o desaparecimento da dor e da angústia, para alcançar o caminho verdadeiro e para a realização de Nibbana – isto é, os quatro fundamentos da atenção plena."

Concentração Correta

É o último elemento do Nobre Caminho Óctuplo e pertence ao grupo da concentração.

Definição"E o que é concentração correta? (i) Aqui, bhikkhus, um bhikkhu afastado dos prazeres sensuais, afastado das qualidades não hábeis, entra e permanece no primeiro jhana, que é caracterizado pelo pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos do afastamento. (ii) Abandonando o pensamento aplicado e sustentado, um bhikkhu entra e permanece no segundo jhana, que é caracterizado pela segurança interna e perfeita unicidade da mente, sem o pensamento aplicado e sustentado, com o êxtase e felicidade nascidos da concentração. (iii) Abandonando o êxtase, um bhikkhu entra e permanece no terceiro jhana que é caracterizado pela felicidade sem o êxtase, acompanhada pela atenção plena, plena consciência e equanimidade, acerca do qual os nobres declaram: ‘Ele permanece numa estada feliz, equânime e plenamente atento.’ (iv) Com o completo desaparecimento da felicidade, um bhikkhu entra e permanece no quarto jhana, que possui nem felicidade nem sofrimento, com a atenção plena e a equanimidade purificadas. A isto se denomina concentração correta."


30 abril 2016

James Leininger - Evidências de Reencarnação



Trecho editado do documentário A Ciência da Alma, exibido pela Discovery Science (ligado ao Discovery Channel), para destacar a desconcertante história de James Leininger com evidências contundentes sobre um caso documentado de Reencarnação.

20 abril 2016

Caridade Material e Caridade Moral




A palavra "caridade", tal como "Evangelho", de tanto ser repetida acaba perdendo o seu sentido original, o seu sentido real. Caridade vem do latim caritas (amor). Para resgatar o seu sentido essencial, ela identifica-se com o amor, mas o amor sem ambiguidade, ou seja, o amor "doação" ensinado pelo mestre Jesus.

“A Caridade Material e a Caridade Moral” diz respeito às instruções dos Espíritos, que estão catalogadas no capítulo XIII de O Evangelho Segundo o Espiritismo, cujo título é: “Que a vossa Mão Esquerda não Saiba o que Dá a vossa Mão Direita”. Os outros subtítulos desse capítulo são: Fazer o bem sem ostentação, Os infortúnios ocultos, O óbolo da viúva, Convidar os pobres e os estropiados, A beneficência, A piedade, Os órfãos, Benefícios pagos com ingratidão e Beneficência exclusiva.

Os esclarecimentos dos Espíritos sobre o tema se dão através de duas instruções: 

Instrução 1



Começa com a máxima: “Amemo-nos uns aos outros e façamos a outrem o que queríamos que nos fosse feito.”



Quem se basear nessa regra áurea estará agindo na busca de sua perfeição.

Chama a atenção dos ricos para darem que serão recompensados.

Esse infeliz que repelis pode ter sido um filho, um pai... em outras vidas.

Caridade moral consiste em se suportar uns aos outros.

Há grande mérito calar para deixar o mais tolo falar.

Não anotar os erros dos outros não é humildade, mas caridade.

Esta não pode impedir a outra ou seja, a caridade material.

Irmã Rosália, Paris, 1860.

Instrução 2

Como posso fazer caridade se não possuo o necessário?

A caridade pode ser feita de muitas maneiras: por pensamentos, palavras e ações.

Em pensamentos — orando pelos pobres abandonados que morreram sem ter podido mesmo ver a luz;

Em palavras — dirigindo palavras de ânimo aos irritados pelo desespero, às crianças e aos velhos descrentes de Deus;

Em ações — doando nosso tempo, nossos recursos financeiros, nossa boa vontade para os nossos semelhantes.

Meus amigos, a cada regimento novo o general fornece uma bandeira; eu vos dou esta máxima do Cristo: “Amai-vos uns aos outros.” Praticai essa máxima; reuni-vos todos ao redor desse estandarte, e dele recebereis a felicidade e a consolação.

Um Espírito protetor, Lião, 1860.

Para que a caridade material tenha o seu fundamento cristão, convém não deixarmos que a moeda queime na mão daquele que a recebe.




16 abril 2016

Brasil, a Pátria do Evangelho por Haroldo Dutra Dias


Palestra de Haroldo Dutra Dias no Congresso da Federação Espírita Paraibana que ocorreu em Janeiro de 2016, em João Pessoa - PB.

23 março 2016

Vibrações para o Planeta Terra

Os amigos espirituais estão extremamente preocupados com a situação do Planeta Terra e, mais especificamente, com o nosso país, o Brasil que, segundo o Espírito Humberto de Campos (Irmão X), será o coração do mundo e a pátria do Evangelho. Por isso, pedem insistentemente para estarmos sempre emitindo pensamentos de paz e harmonia, os quais servirão de anteparo às vibrações nefastas que rodeiam o nosso planeta.

Observe os atentados terroristas de Bruxelas, em que aproximadamente trinta pessoas morreram e outras tantas ficaram feridas, além do medo imposto à população de um modo geral. A questão que se coloca: como estancar uma atitude do fundamentalismo, onde os seus adeptos não colocam nada em dúvida, onde todos seguem a voz do líder sem contradições ou argumentações? Por isso, a solicitação de vibrações de esclarecimento, de despertamento para a realidade espiritual.

O Brasil, além dos problemas de ordem material, que se traduzem no arrefecimento da economia (extinção de vários postos de trabalho), está se chafurdando num impasse político sem precedentes em sua história. A corrupção tornou-se endêmica e institucionalizada, pois uma das maiores empresas brasileiras tem um departamento somente para cuidar da propina. Como ficam esses Espíritos (operadores desse desvio de conduta) perante a evolução e o progresso a que todos nós estamos sujeitos, em virtude da inexorabilidade da lei natural?

"Não temas, crê!" Apesar de todas essas informações negativas, o amigos do espaço estão sempre nos dando sustentação para continuarmos o nosso trabalho de auxílio ao equilíbrio planetário. No final, o bem sempre vence, porque o mal é transitório. Tenhamos em mente que "A verdade iniciou a marcha e nada poderá detê-la". O que nos cabe é ajudá-la, dar-lhe guarida, a fim de que atinja o seu objetivo, que é o esclarecimento da humanidade quanto à observância das leis morais.

Se não pensarmos de modo diferente, seremos arrastados pela correnteza dos pensamentos menos felizes. Elevemos, assim, os nossos pensamentos ao Alto e nos juntemos à plêiade de Espíritos que estão velando pelo nosso Planeta.

17 fevereiro 2016

Chico Xavier Nega Profecia de 2019


Em mensagem mediúnica, Chico Xavier desmente a profecia de que o mundo acaba em 2019.

08 fevereiro 2016

Contrariedade e Evolução

Somos diariamente bombardeados por notícias pessimistas, atos menos felizes de nossos irmãos de jornada, embustes e opiniões contrárias à nossa. Há, também, o exagero no volume dos aparelhos de som de nossos vizinhos. Consequência: nossas defesas interiores ficam corroídas e, com isso, sentimo-nos extremamente irritados, perdendo o poder de concentração em nossos afazeres. 

Tomando consciência dessa situação, perguntemos: que meios o Pai Celestial me colocou nas mãos para eu vencer esses obstáculos? Como passarmos ilesos por essas dificuldades que, segundo as instruções dos Espíritos, devem aumentar à medida que caminhamos para o fim? O projeto de evolução obriga-nos a deixar o velho, a fim de que o novo penetre em nosso ser. Paulo dizia que quando era criança, falava como criança, pensava como criança e raciocinava como criança. Quando se tornou adulto deixou para trás as coisas de criança. 

Lembremo-nos dos ensinamentos de Jesus sobre o "estar no mundo sem ser do mundo". Os acontecimentos são o que são. Queremos que fossem diferentes, mas o mundo é o mundo e as pessoas são as pessoas, cada qual no seu estado próprio de evolução. Quer dizer, o fato de nos sentirmos impotentes ante as ações más de nossos irmãos de jornada, como o roubo, o crime, o gosto pelas coisas superficiais, não deve alterar o nosso equilíbrio mental e espiritual.  

Quando as dificuldades começam a se tornar ingovernáveis, pensemos no Universo que, apesar da escuridão, mostra a harmonia de seus astros, de seus planetas e de suas estrelas. Podemos também fazer uma associação com o relógio, que segue o seu ritmo normal apesar das tempestades, dos raios e dos trovões. Ainda: saibamos sofrer e, se soubermos sofrer, sofreremos menos. 

Não devemos impor aos outros o nosso modo de pensar. Se não tivermos responsabilidade direta sobre determinados assuntos, emitamos a nossa opinião e deixemos as que coisas tomem o  seu devido curso. Lembremo-nos da filosofia taoísta que prega o auxilio ao processo de crescimento do outro, mas sem se intrometer em sua execução. Não queiramos que as coisas sejam desta ou da quela maneira. Aceitemos como são.  

Bons Espíritos, encaminhem os nossos pensamentos para a prática do bem, apesar de nossa fraqueza. Que consigamos sair vencedores no meio da confusão ao nosso derredor.